miércoles, 6 de febrero de 2008

Socialista e do PS para sempre


Manuel Alegre estive no día 29 de janeiro em Vila Nova de Gaia no Clube dos Pensadores a participar num debate sobre "O sistema político-alternancia e alternativas". A intervençao do Alegre intitula-se: "O dever dos socialistas é continuar a perguntar", meresce a pena ler a mesma Intervençao em Vila Nova de Gaia.
Manuel Alegre exige mais socialismo dentro do PS, e para o conseguir, admite mesmo recorrer à criação de uma nova corrente de opinião no interior do partido.
No seu blogue Manuel Alegre o velho lutador, poeta e socialista de alma e sentimento, fala do futuro num editorial que disce: "Nos últimos dias criou-se a meu respeito mais um estereotipo, o de que eu iria criar um novo partido e que estava a ser pressionado nesse sentido. Nunca tal afirmei a quem quer que fosse. Nem tenho conhecimento de qualquer pressão nesse sentido, sendo certo também que, tal como disse em Gaia, não me deixo condicionar por agendas mediáticas ou alheias nem gosto que decidam pela minha cabeça ou me atribuam intenções que nunca proclamei. A reunião que convoquei para dia 9 de Fevereiro é uma reunião de militantes socialistas que me apoiaram nas presidenciais, com o único objectivo de uma reflexão comum sobre a situação do PS e do país, tendo em vista contribuir, tal como afirmei em Gaia, para uma eventual corrente de opinião socialista."

Faço minhas as palavras do Alegre em Gaia: "Há tempos disse que havia um buraco negro na esquerda. Creio que começa a haver bloqueios na própria democracia, porque esta não supõe apenas alternância, precisa também de alternativas."
É preciso mais esquerda na esquerda.
É preciso mais socialismo no partido que dele se reclama.
É preciso mais democracia na democracia.

4 comentarios:

Anónimo dijo...

Eu e certamente muitos dos votantes no Prof. Cavaco já nos arrependemos de não ter votado no Dr. Manuel Alegre.
Força Dr. Dê-nos uma nova hipótese para (re)construir Portugal.

Anónimo dijo...

Salazar foi o maior, o modelo dos que sempre gostarem de amordaçar, deixando-se calar quando deviam ter falado e exigido a liberdade, como fez Alegre e alguns mais...

Infelizmente ainda hoje existem os que, de forma depreciativa, preferem continuar a viver no obscurantismo da ditadura, mesmo se disfarçada ou encapotada, dizendo mal só pra não estarem calados, como gostam que estejam todos os demais.

Mesmo tendo na frente dos olhos a realidade, tentam distorcê-la, apesar de poderem um dia virem a sentir na pele - nem seria mal feito - os efeitos nocivos da calamitosa política por este governo praticada em todos os sectores da vida social nacional.

Houvesse mais alguns Alegres e talvez estivessemos melhor, apesar da praga de amordaçadores potenciais que proliferam pelo país.

Anónimo dijo...

Sim Manuel Alegre nao e nada independente,ele faz parte do ps,ele faz parte da classe dos politicos que sempre nos governaram(mal mas governaram),que ele seja de uma linha diferente da linha do engeheiro,ate acredito,mas para isso tem demostrar nos actos e nao so na palavra.E no que respeita a saude o que esta mal nao e so no interior eu sou do litoral ,e a saude no algarve esta entregue aos BICHOS,o HOSPITAL DE FARO E UMA AUTENTICA VERGONHA,venham ver as uregencias e verao ,pelo que nos passamos.

Anónimo dijo...

A economia espanhola está em forte desaceleração, o que está a prejudicar as empresas nacionais. A Sonae Indústria, a Teixeira Duarte e a Cimpor já sentem os efeitos nas suas vendas.

O cenário é negro. Em Espanha, todos os dias vão para o desemprego 4300 trabalhadores. Só em Madrid fecharam 40 000 agências nos últimos meses, fruto de uma crise imobiliária que arrasou a confiança das famílias e ameaça roubar a Zapatero as eleições de Março. Com cerca de 30% das exportações nacionais em mãos espanholas, Portugal também tem razões para estar assustado. Os empresários contactados pelo Diário Económico não têm dúvidas: “A crise em Espanha terá consequências nas nossas empresas e na economia nacional. Só não sabemos em que grau”, garante Pedro Gonçalves, CEO da Soares da Costa. “Trata-se de uma crise que não está confinada a Espanha: é global e vai tocar a toda a gente. Os meses que se avizinham não são fáceis”, adianta Filipe de Botton. Na hora de fazer previsões, economistas e empresários são cautelosos, mas avisam que as barreiras ao crescimento são cada vez maiores.

“O impacto em Portugal vai sentir-se a dois níveis: no comércio externo e nos níveis de desemprego”, defende João Ferreira do Amaral, economista e professor no ISEG. “Por um lado, as nossas exportações vão ressentir-se, já que o mercado espanhol representa cerca de 30% do total”, explica, indicando o turismo como um dos exemplos mais claros. “Por outro, tendo em conta que muitos portugueses trabalham em Espanha, quando o desemprego aumenta muitos desempregados regressam a Portugal, o que se reflecte num aumento do nosso desemprego”, acrescenta.

A crise imobiliária espanhola já está a ter um reflexo evidente nos níveis de confiança das famílias da economia vizinha e o contágio aos restantes sectores revelou-se no espaço de dias. Desde há nove meses que a confiança dos particulares está cair e em Janeiro atingiu um novo mínimo (70,9 pontos – menos 1,4 do que no mês anterior). De acordo com a NTC Research, a actividade no sector dos serviços (que representa cerca de 70% do produto interno bruto espanhol) teve a maior queda desde 1999, de 51 pontos para 44,2. E a produção industrial registou também em Janeiro uma queda recorde dos últimos cinco anos e meio.

O risco para Portugal está directamente relacionado com a retracção do consumo espanhol, que já está a prejudicar as exportações das empresas portuguesas. “Estamos todos a sentir o decréscimo do sector” imobiliário em Espanha, reconhece fonte oficial da Sonae Indústria. “Há menos compras”, mas a empresa acredita que se vão continuar a vender casas. Um abrandamento sentido também por construtoras nacionais como a Teixeira Duarte ou a Cimpor, bem como no sector do consumo. Em Espanha há 30 anos, o grupo Nabeiro sente “uma recessão no mercado da restauração, sobretudo ao nível de novos negócios”, diz fonte da empresa.

Para Rui Constantino, economista-chefe do Santander, o impacto da crise espanhola no crescimento português dependerá “primeiro da gravidade do abrandamento e depois do grau de dependência da economia portuguesa face às exportações”. O economista explica que “se a importância das exportações fosse, em 2008, igual ao ano passado, isso subtrairia duas ou três décimas ao nosso crescimento”. Mas o efeito dos investimentos poderá compensar o decréscimo nas exportações: “Apesar do aumento das incertezas, estão previstos vários projectos de grande investimento que podem atenuar o impacto e evitar uma desaceleração mais profunda”, defende, dando como exemplo os planos de renovação da refinaria de Sines pela Galp Energia. No entanto, “os investimentos seguram o crescimento interno à custa do desequilíbrio externo”, avisa António Mendonça, economista e professor no ISEG.

O que pode ajudar a salvar Espanha
A questão já não é se a economia espanhola vai ou não abrandar, mais quanto. Por enquanto os economistas prevêem que em vez dos 4% inicialmente calculados, Espanha cresça perto dos 2%. Mas a cinco semanas das legislativas, Zapatero garantiu que “não há nenhuma razão objectiva e fundamentada” para ter uma mensagem pessimista sobre o futuro económico espanhol “e muito menos catastrofista”. E prometeu que “o Governo tomará medidas para ajudar estes trabalhadores a recuperarem o emprego o mais depressa possível”.

A bóia de salvação da economia espanhola poderá mesmo estar nas mãos do Governo, pelo menos no curto prazo. “Espanha tem ao seu dispor a almofada das contas públicas, terminou o ano com excedente orçamental e pode por isso aumentar o investimento público ou seguir uma política fiscal mais expansionista”, lembra Teresa Gil Pinheiro. Mas “a complacência orçamental poderá representar problemas muito caros no futuro”, avisa João César das Neves, professor da Universidade Católica, que vê nas boas relações com a América Latina a melhor forma de contornar os problemas económicos do pais.

Margarida Peixoto no Diario Económico de hoje.
Senhor espanholito blogueiro da Espanha sempre vem mau vento.