
miércoles, 23 de diciembre de 2009
Las uvas de la ira

sábado, 12 de diciembre de 2009
Cambiar las cosas

Sou um militante do Partido Socialista. E sou, como se sabe, um homem de esquerda. Mas sou, acima de tudo, um português preocupado com a sua pátria, palavra que gosto de dizer e que escrevo desde o meu primeiro livro, porque sempre entendi que não devíamos deixar que a ditadura do Estado Novo dela se apropriasse.
A sociedade portuguesa está dividida e crispada. A desconfiança e a descrença imperam. A maledicência, a suspeita e o insulto substituíram o debate de ideias e projectos. Deixou de haver um sentimento de esperança, um golpe-de-asa, um desígnio maior que una e crie harmonia entre os portugueses.
Sobram o sectarismo e a mesquinhez, faltam a generosidade e a grandeza necessárias para nos unirmos em torno de um propósito comum. Sem truques, sem falsas ilusões, mas também sem descrença e fatalismo.
Acima dos sectarismos, das corporações, dos clubes, dos lobbies, das capelinhas e interesses particulares, está a democracia e está Portugal, está a crença em valores comuns, na qual acredita a maioria dos portugueses: os valores da decência e do trabalho honesto, da liberdade e da confiança nas nossas instituições, da justiça e da fraternidade, e da absoluta necessidade de sermos capazes de construir uma prosperidade equitativamente partilhada, ao alcance e para benefício de todos os portugueses.
Os portugueses estão cansados dos profetas da desgraça, daqueles que estão constantemente a decretar o fim iminente de Portugal. Há quem faça disso, em Portugal, uma profissão. Há quem deva o seu estatuto entre nós ao facto de estar constantemente a passar atestados de doença terminal à democracia e ao nosso país.
Mas nada disto é novo. Profetas da desgraça já houve muitos, em todas as épocas da nossa história. E, no entanto, passaram mais de oito séculos e ainda cá estamos.
Portugal é uma magnífica obra da vontade humana. E enquanto for essa a vontade do nosso povo, Portugal continuará a existir. Mesmo contra a vontade de alguns grandes interesses privados, que em vários momentos da nossa história foram “entreguistas”.
Eu não tenho dúvidas sobre a força dessa vontade do nosso povo. Olho à minha volta e vejo patriotas. Vejo gente com vontade de dar a volta a isto. Gente com esperança, que não se conforma e que está disposta a lutar por um país melhor, de que nos orgulhemos e que possamos legar aos nossos filhos, um país mais justo e mais fraterno, mais próspero e mais decente do que o país em que vivemos hoje.
E de onde vem essa força? Vem de dentro de cada um de nós. A nossa força – a força de Portugal – vem do poder dos cidadãos.
- Vem das pequenas e médias empresas que constituem a espinha dorsal da nossa economia, do nosso tecido produtivo, criando riqueza e garantindo a maioria dos empregos do sector privado;
- Vem dos empresários que apostam na inovação, na qualificação e que não abdicam da sua responsabilidade social, pautando a sua actividade económica pela exigência da ética nos negócios e pelo estrito respeito da Lei;
- Vem dos nossos trabalhadores, que podem ser os mais produtivos da Europa (como acontece com os nossos emigrantes no Luxemburgo);
- Vem dos nossos professores – sobretudo do ensino público -, de quem esperamos que eduquem os nossos filhos e netos com rigor e exigência, em nome não das estatísticas, mas da igualdade de oportunidades e do imperativo de formar cidadãos cultos e preparados;
- Vem dos nossos funcionários públicos, que servem o Estado, pagam os seus impostos e merecem ser considerados, em vez de serem apontados como o bode expiatório de todos os males deste país; - Vem dos médicos, enfermeiros e auxiliares que, por vezes em situações muito difíceis, trabalham pelo Serviço Nacional de Saúde;
- Vem da nossa velha e experiente diplomacia, sempre capaz de colocar Portugal, graças à sua história, língua e cultura, acima do seu peso em termos económicos e demográficos;
- Vem das nossas forças armadas, a quem devemos a restituição da liberdade e da democracia, cuja história e tradição praticamente não têm par em países de semelhante dimensão, e que hoje, para além da defesa da soberania, através das missões no estrangeiro, emprestam credibilidade e consistência à nossa política externa;
- Vem de movimentos e organizações de voluntariado que todos os dias combatem a pobreza nos seus aspectos mais extremos;
-Tem de vir da nossa justiça, de uma justiça independente, imune às pressões, tanto do poder político e económico como das tentações corporativas, uma justiça que garanta a separação de poderes, que restaure a credibilidade das instituições, que permita o funcionamento da economia e que devolva aos portugueses a convicção de que vivemos num Estado de direito, em que há absoluta igualdade dos cidadãos perante a lei.
Esta é a nossa gente. Estes são os problemas concretos das pessoas concretas do nosso país. É neles que é preciso pensar. Sobretudo nos que mais precisam: nos desempregados, nos que se encontram em trabalho precário, nos reformados, nos deserdados da vida, nos jovens, mesmo os melhores, que estão desencantados e sem perspectivas. É para eles e sobre eles que se deve debater na AR, com uma cultura democrática de negociação, da parte de todos, governo e oposições. Não há problema em haver discussões fortes no parlamento. Isso é próprio da democracia. E sempre é melhor um parlamento em que se discute do que não haver parlamento nenhum ou então a caricatura que havia na ditadura. Simplesmente : na situação actual é bom que se discuta o que merece ser discutido.
A crise mundial está longe de estar resolvida. As grandes instâncias mundiais, OCDE, Banco Mundial, FMI, Banco Central Europeu, parecem mais empenhadas em preservar o sistema que provocou a crise do que propriamente em resolvê-la. O Mundo está sem modelo. É incompreensível que perante a falência da ideologia neoliberal, as forças de esquerda na Europa não sejam capazes de encontrar novas soluções e novos caminhos ou, pelos menos, de defender o Estado Social que é a sua principal criação. Portugal tem a sua própria crise, agravada pela crise mundial. Os tempos estão difíceis. E podem vir tempos piores. Tempos que exigem coragem, verdade e imaginação.
Será que as esquerdas do nosso País, para além das diferenças dos seus projectos, não serão capazes de fazer um esforço para encontrarem um denominador comum à volta das questões essenciais como as políticas públicas, na educação, na saúde, na segurança social, na fiscalidade, na repartição dos rendimentos, enfim, no respeito pelos direitos sociais consagrados na Constituição?
Será que, tal como em outros períodos históricos, nomeadamente o 25 de Abril, não seremos capazes de ser de novo precursores e descobrir novos caminhos que dêem outro sentido à democracia e outra esperança aos portugueses?
Este é tempo de repor o primado da política e da solidariedade sobre os egoísmos e os grandes interesses.
Este é tempo de uma nova atitude, um novo sentido da responsabilidade e de novas respostas sociais, éticas e políticas. Para que o agravamento da crise, o aumento do desemprego, das desigualdades e das tensões sociais não venha a afectar-nos a todos e a suscitar a questão da própria legitimidade do sistema político.
O que hoje se pede aos políticos não é que se refugiem no silêncio, nem em habilidades tácticas ou querelas artificiais. O que se lhes pede é verdade, sentido da responsabilidade, vontade de mudança.
Para além das diferenças, há um objectivo que deve unir todos os portugueses : esse objectivo é Portugal.
Esse combate vale a pena e chama por nós. Para mudar, não para que tudo continue na mesma. Basta ter esperança e acreditar no nosso poder, no poder dos cidadãos. Porque Portugal não é só de alguns, Portugal é de todos.
Manuel Alegre.
Bien merece la pena pensar y reflexionar sobre las palabras del poeta socialista.
martes, 8 de diciembre de 2009
Los Buches de las gallinas


sábado, 28 de noviembre de 2009
América está gritando


viernes, 20 de noviembre de 2009
Por sus obras los recuerdan


Hoy es 20-N y los dolientes, deudos, plañideras y aguerridos mocetones de nuevo fuste, acompañados como siempre por las bendiciones de aquella que defiende un credo que refleja la única "fe verdadera", van a celebrar como suelen, estaría bueno que no lo hicieran, con multitud de actos públicos, privados y en ese ignominioso "Valle de los Caídos por Dios y por España" las honras debidas a los dos personajes más importantes que ha dado la historia de España, que junto a Isabel y Fernando, tanto montan uno como el otro, para recordar a esta España rota, descerebrada, laicista, asesina de fetos, anticatólica y gobernada por una chusma de rojos apesebrados que siguen más vivos que nunca.
viernes, 6 de noviembre de 2009
La GM ya no vende

miércoles, 28 de octubre de 2009
Estos nunca estarán en crisis

jueves, 15 de octubre de 2009
Caballero si a Lanzarote ides.....

viernes, 2 de octubre de 2009
¿Corazonadas?


que lo hundieron, de banqueros que se prejubilan a los 50 años con cantidades que una mínima parte permitirían salir de la hambruna a millones de seres, pero la fiesta es de los espabilados, de los nigromantes, de los que tienen sus patrimonios en las SICAV, en paraisos fiscales y en la ingeniería financiera.
domingo, 20 de septiembre de 2009
Sempre socialistas e do PS


“Portugal não precisa do regresso da direita, precisa de um Governo de esquerda, da esquerda possível e esse Governo é o Governo do PS”.
“Neste partido nunca ninguém ficou fora dos combates, nem foi excluído por razões de divergência política. Este é um partido que preza a sua unidade e a constrói na diversidade de pontos de vista”.
Meresceu a pena lá estar, inesquecível e com confiança votar PS no día 27.
domingo, 13 de septiembre de 2009
Españoles malos vecinos y aprovechados

Ferreira Leite se limitó a responder que las circunstancias de entonces son muy diferentes a las actuales y recurrió al tema de la crisis para decir que la materialización de la construcción del AVE Madrid-Lisboa, previsto para 2013, supondría un endeudamiento insostenible para el país. "Diga a sus camaradas de la frontera que dejen de hacer manifestaciones, peticiones y presiones sobre el tema del AVE", se quejó la candidata conservadora, quien acabó por añadir que se refería a "algunos dirigentes españoles, en conjunto con portugueses, que se han manifestado contra ella".
Sócrates volvió a ser claro en relación al AVE: "Portugal tiene que decidir si quiere la estación internacional en Badajoz o Lisboa". "Yo la quiero en Lisboa", remató.
domingo, 30 de agosto de 2009
Las joyas de Portugal


En Portugal hay Elecciones Generales y Municipales en septiembre y octubre de este año. Uno que anda por allí a menudo ha descubierto, para conocimiento de el público en general, a dos diamantes en bruto que marcarán la historia de el país lusitano.
viernes, 24 de julio de 2009
34 anos de socialismo


domingo, 19 de julio de 2009
Corren buenos tiempos


Dicen que "corren buenos tiempos" para la bandada de los que se amoldan a todo con tal de que no les falte de nada. Tiempos fabulosos para sacar tajada de desastres consentidos y catástrofes provocadas.
Tiempos fabulosos para plañideras,charlatanes visionarios y virgenes milagreras. Tiempos como nunca para echarle morro o sacar coraje y pedir socorro. Corren buenos tiempos preferentemente para los de toda la vida, para los mismos de siempre.
Gracias al Noi del Poble Sec por ser referente de estos tiempos y habernos anunciado la que se nos avecinaba. Mientras tanto los empresarios siguen ERE que ERE y no dan su brazo a torcer, los imputados en el Caso Guertel se librarán del talego por estar aforrados y mientras tanto millones de ciudadanos buscan en los cubos de basura algo para poder sobrevivir.
domingo, 12 de julio de 2009
Entre toros y cuernos


sábado, 27 de junio de 2009
Durão y el bacalao
Zé Manel es una joya de la política internacional y listo como los portugueses que se enseñorearon de medio mundo, haciendo lo que mejor saben hacer: buenos comerciantes. Después del 7 de junio y visto lo que es la Unión Europea todos han quedado rendidos a la evidencia que marca este lisboeta avispado.
Dicen que durante la campaña electoral de 2002, en Portugal, donde obtuvo la victoria, su esposa Margarida Uva, no sabemos si buena o mala uva, le dedicó un poemita titulado : "sigamos o cherne", aunque el cherne no es nuestro mero, ese apodo le viene al pelo al baranda ex-maoísta y hoy clavero de las más finas esencias de esa Europa que está encantada de haberse conocido.
Como dicen nuestros compadres del otro lado del Atlántico, este es el "mero, mero", el genuino guardián de los paraísos fiscales. La evasión de impuestos a nivel mundial en paraísos fiscales supera los 200 billones de dólares, repartidos entre más de 3 millones de sociedades, fundaciones, o particulares. Esa cantidad de dinero cubriría de forma sobrada el objetivo de la ONU de reducir la pobreza a la mitad para el año 2015.
Los delincuentes de cuello blanco acumulan sus fortunas en paraísos fiscales por el insignificante cobro de impuestos, y sobre todo, por el secreto bancario, que impide que se descubran los titulares de las cuentas. El cliente cuenta con el anonimato y la confidencialidad, tanto de su nombre como de los movimientos que realice en su cuenta bancaria y del origen de sus caudales. En todos ellos existe una restrictiva norma que impide el levantamiento del secreto bancario. ¿Qué pasaría si todas las personas que pagan impuestos trasladasen sus ahorros a paraísos fiscales?. Gibraltar posee una extensión de 4,5 kilómetros cuadrados y una población de 30.000 habitantes. El número de empresas y sociedades en su territorio asciende a más de 28.000. Casi una por persona. Sólo en Luxemburgo, las entidades bancarias manejan activos que superan el PIB de muchos Estados. Liechtenstein posee el doble de empresas que de habitantes. Ejemplos parecidos podrían encontrarse en Mónaco y en el mapita adjunto.
El brasileño Emir Sader afirmaba que la globalización liberal requiere a los paraísos fiscales como la institución familiar tradicional a los prostíbulos como compensación al matrimonio indisoluble, y como vía de escape de las necesidades no atendidas por la esposa. Quizá el problema no radique en los paraísos fiscales, sino en el sistema económico que los permite.
Uno sigue pensando que mientras la izquierda siga dormida, sin ideas, dejando hacer, el mero y sus acólitos: traficantes de armas, drogas o personas, mercenarios de guerra, políticos corruptos, o grandes multinacionales son los visitantes más frecuentes de este tipo de países. La corriente de dinero que circula por sus bancos se estima en números de diez cifras. Esto reduce el dinero ingresado por los Estados mediante impuestos destinados a la educación, la sanidad o la seguridad.
También las figuras públicas y los famosos eligen paraísos fiscales. Es el caso del ex campeón del mundo de automovilismo, Fernando Alonso, quien asegura haberse traslado a Suiza para evitar “el acoso de la prensa”. Su predecesor Michael Shumacher y su sucesor Lewis Hamilton tampoco van muy retrasados en esta faceta. Steffi Graff y Boris Becker no son ajenos a esta moda. Bono, el caritativo cantante de U2 tributa sus ingresos en un paraíso fiscal holandés. Hasta hace poco el Banco Santander ofrecía a sus clientes con mayores fortunas la posibilidad de desplazar su dinero a estos paraísos.
Así es la vida y uno trata de no tragar más sapos, pero vaya que si hay que tragar.
miércoles, 10 de junio de 2009
Europa con fianza


jueves, 4 de junio de 2009
Europa puede ser otra cosa

sábado, 30 de mayo de 2009
Air Force One


Cantaban en la Argentina aquella canción de " En las arenas bailan los remolinos, el sol juega en el brillo del pedregal, y prendido a la magia de los caminos, el arriero va, el arriero va. Las penas y las vaquitas, se van por la misma senda, las penas y las vaquitas, se van por la misma senda, las penas son de nosotros, las vaquitas son ajenas". El día 7 de junio nos jugamos mucho en las Elecciones al Parlamento Europeo aquellos que somos gente de izquierda y socialistas. Una Europa gris, Bruselas es un ciudad gris, un modelo mercantil que no crea ciudadanía, unos ciudadanos deslumbrados por el oropel y los fondos comunitarios, un triste como José Manuel Durao Barroso (que parece hermano de los Morancos aunque menos engraçado). En suma pocas esperanzas para que esto cambie y se produzca el renacimiento de nuevo del capitalismo maquillado con tintes "Iberia" aquellos que usaba mi abuelita, porque eso es lo que va a ocurrir.
sábado, 16 de mayo de 2009
Obrigado camarada Manuel Alegre


viernes, 8 de mayo de 2009
The Patio of Monipodio


viernes, 1 de mayo de 2009
Uno de mi calle me ha dicho...

