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sábado, 7 de marzo de 2009

Fátima, mais um novo milagre.

O Santuário de Fátima era um dos melhores clientes do Banco Privado Português (BPP), há cereteza que se tratava de "montantes significativos", que foram sendo desmobilizados à medida em que se procedia às construção da nova basílica (inaugurada em 13 de outubro de 2007.O Santuário de Fátima chegou a ter mais de cinco milhões de euros aplicados no Banco de João Rendeiro, dinheiro que foi retirado, na sua quase totalidade, em 2006.
As restantes aplicações foram retiradas em 2007. No entanto, o Santuário ainda é cliente do BPP através de um conta residual, com pouco mais de mil euros.

O Banco eleito pelo Santuário é agora a Caixa Geral de Depósitos (CGD).

O actual reitor do Santuário, padre Virgílio Antunes, que tomou conta do Santuário em setembro de 2008, acho que o tipo terá ficado 'muito aliviado' com o facto de o Santuário não ter dinheiro no BPP, quando, em novembro de 2008, João Rendeiro pediu uma 'ajuda' de 700 milhões de euros ao Estado. Fontes ligadas ao Santuário confirmaram que os responsáveis do recinto tenham sido avisados por Deus para retirar o dinheiro do BPP, de facto que a partir de 2007 os negócios com aquele banco pararam totalmente.

Se eu fosse o papa beatificava o BPP.
Só poderiam ter sido avisados pelo "poder divino". Milagre!

miércoles, 19 de marzo de 2008

Os negócios milionários da Igreja em Portugal


“Estando próxima a Páscoa dos Judeus, Jesus subiu a Jerusalém. E achou no Templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas, e também os cambistas ali sentados; e tendo feito um azorrague de cordas, lançou-os todos fora do Templo, bem como as ovelhas e os bois; e espalhou o dinheiro dos cambistas, e virou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam as pombas: «Tirai daqui estas coisas; não façais da casa do meu Pai casa de negócio»”.
É um texto excelente, sobre um tema que são as contradições da Igreja Católica. As contradições entre a fé e o negócio que se cria á volta da mesma fé, transformando a instituição Igreja na empresa Igreja. Alguém se questiona sobre os negócios de Fátima, alguém se preocupa com o facto de lado a lado com santas e velinhas se venderem "Action Man" e "Transformers". Alguém se questiona sobre o facto de Fátima se ter tornado num grande Shopping Center a ceú aberto.
É realmente muito fácil pregar a palavra que se auto-intitula de santa e depois não fazer nada do que se prega, mais ou menos do género façam o que eu digo não façam o que eu faço.
Umas notas simples do facto:
Salesianos vão fazer uma urbanização de 5 milhões de euros perto do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete.
Diocese de Braga gere uma cadeia de hotéis e um spa com jacúzi e solário.
Fátima teve, num ano, um lucro de 3,9 milhões em acções e aplicações financeiras.
O anterior cardeal patriarca de Lisboa deixou uma herança de 5 milhões de euros.
Em Fátima, reza a lenda que não chega a ser história, aconteceu aquilo que é suposto ter sido visto e presenciado e constado por quem viu. Há teorias, explicações, argumentos, contradições, mas sobretudo há Fé, aquela coisa que nos faz acreditar, crendo, e nos faz crer, acreditando. Acredita quem quer e crê quem lhe aprouver.
Com a fé das pessoas não se brinca…(nem deviam produzir-se escritos de opinião!) Mas podem e devem produzir-se escritos sobre sucessos comerciais; empresas empreendedoras, em vias de expansão e com garantia de sucesso.
A Santa Igreja aposta forte nos seus negócios terrenais, é coisa dos tempos e das suas finanças. Viver para ver e crer.

lunes, 14 de mayo de 2007

Fátima com lotação esgotada


Peregrinação rende 25 milhões de euros. As comemorações dos 90 anos da primeira Aparição da Virgem aos Pastorinhos – a 13 de Maio de 1917 – e a coincidência das celebrações religiosas com o fim-de-semana, atraíram à Cova da Iria 500 mil pessoas, segundo cálculos da GNR, que este ano assumiu as operações de segurança.
É por isso também que, a par da fé, cresce um inevitável mundo de negócios, responsável por uma facturação de, no mínimo, 25 milhões de euros. “Dois lenços um euro, dois lenços um euro! – é para dizer adeus à Virgem!”, apregoam os vendedores ambulantes nas ruas à volta do Santuário. Também não faltam bonés e cadeirinhas: cada dois a cinco euros. É um pequeno exemplo de que, à volta dos peregrinos e da fé, quase tudo se vende. Na verdade, o meio milhão de peregrinos que assisteram às cerimónias do 13 de Maio em Fátima gastou, no mínimo, 25 milhões de euros – contando 50 euros por cada um, em combustível, alimentação, dormida e recordações.
Uma estimativa “pessimista”, como referiu um economista que também peregrinou ao Altar do Mundo. O volume de negócios pode aproximar-se do dobro, ou seja, 50 milhões de euros – cem euros por cada peregrino, sobretudo os que pernoitam na região.
Estas verbas não caem, tudas, nos cofres da Igreja – se assim fosse, seria mais fácil pagar a Igreja da Santíssima Trindade, que está em fase de acabamento e orçada em 60 milhões de euros. A ela cabe-lhe uma pequena fatia deste dinheiro, porque também explora alguns estabelecimentos comerciais, como lojas de recordações e unidades de alojamento e vendas de velas. E fica com as esmolas – não contabilizadas nesta estimativa – e as promessas pagas por fiéis provenientes de todo Mundo.

Milhares de peregrinos estrangeiros de 26 países participaram, no passado sábado e domingo, nas cerimónias religiosas da Peregrinação Internacional a Fátima integrados em grupos organizados, informou o Serviço de Peregrinos do Santuário.

Segundo o mesmo, Itália, Polónia, Alemanha, França e Espanha são os países com mais peregrinos inscritos.
Estão também inscritos no Serviço de Peregrinos grupos de África do Sul, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Cabo Verde, Canadá, Coreia do Sul, Costa do Marfim, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Estados Unidos da América, Holanda, Irlanda, Líbano, Reino Unido, República Democrática do Congo, Singapura, Suíça e Ucrânia.
Esta é a historia de um país pequenino, o meu maior respeito a os fiéis e crentes, mais no outro lado do mundo, no Brasil, o Papa Bento XVI numa clara reprimenda ao clero brasileiro, que considera excessivamente envolvido em acções políticas e sociais, exortou os bispos a redobrarem esforços na difusão das palavras de Cristo e a não se esquecerem que a missão deles é evangelizar.
“A fé, os sacramentos e a liturgia devem preceder qualquer compromisso social da Igreja. Essa, e não outra, é a finalidade da Igreja, a salvação das almas, uma a uma.”, declarou o Sumo Pontífice perante 400 bispos reunidos na Catedral da Sé, em S. Paulo.
“Quando não existe fé em Cristo nem a Sua presença nas celebrações falta o essencial, também para a solução dos urgentes problemas sociais e políticos”, acrescentou o Papa.Reiterando o seu já conhecido desacordo em relação à postura mais política do que pastoral dos bispos brasileiros, concluiu: “Nós, pastores, devemos ser fiéis servidores da palavra, sem visões redutivas e confusões sobre a missão que nos é confiada.”Na mesma cerimónia o chefe da Igreja Católica condenou “a ferida do divórcio”, a prática de crimes contra a vida e a dignidade humana em nome de direitos e liberdades individuais e os “desvios de sexualidade”, numa clara referência à homossexualidade.
É a vida, em Portugal peregrinos a milhares, dinheiro por demais, no Brasil, reprimenda para o clero brasileiro por...
Coisas que os simples mortais nao percebemos.