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martes, 15 de enero de 2008

O Solitário já voltou


O assaltante espanhol conhecido como O Solitário foi hoje entregue por agentes policiais portugueses a congéneres espanhóis numa operação que decorreu "com normalidade" no Centro Penitenciário de Elvas.
Por questões de segurança, a operação de transferência de Jiménez Arbe decorreu na cadeia portuguesa poucos antes das 13:00.

Desde o início da manhã vários jornalistas tinham-se concentrado no antigo posto de controlo fronteiriço em Caia, local normalmente usado pelas polícias dos dois países para este tipo de transferência.
No entanto, e apesar do forte dispositivo de segurança na zona, a operação acabou por decorrer no centro prisional de Elvas.

O Solitário, que as autoridades portuguesas entregaram hoje - por um período de dois meses - às congéneres espanholas, passará a noite numa cadeia de Madrid antes de ser transferido para um centro prisional em Saragoça.

Só na quarta-feira Arbe será escoltado para a cadeia de Zuera, em Saragoça, onde na quinta-feira começará a ser ouvido por um juiz de instrução em Tudela, no âmbito do processo em que é acusado da morte de dois agentes da Guarda Civil.
Welcome to Spain bandarra.

domingo, 14 de octubre de 2007

Blogueando que es gerundio


Una vez más, ya van dos, Cáceres se convertirá los días 2,3 y 4 de noviembre en el punto de cita para poder aprender todos un poco más sobre este mundo de la blogosfera.
Previo paso, obligado, por Aldeacentenera se darán cita en EFINDEX gente muy comprometida y animosa en seguir buscando nuevas alternativas, líneas de actuación y participación en esto de la blogosfera.
Un amplio Programa en el marco incomparable del Complejo Cultural "San Francisco" de la Diputación de Cáceres, nos permitirá poner en común ideas, aprender y saber escuchar mucho y hablar poco a blogueros de nuevo cuño como yo.
Gracias a la Fundación Ciudadanía, Aupex y la Red de Blogs Las Ideas vamos a poner en valor muchas cosas.

Já é hora de ultrapassar velhas fronteiras, de partilhar trabalhos, de procurar linhas de trabalho novas, tudos temos em Cáceres uma data para nao esquecer.

Até o día 2 no EFINDEX 07.

sábado, 17 de marzo de 2007

Coisas dos juizes espanhóis


Guiar a 260 km/h não é perigoso.
A condução a 260 quilómetros/hora não é necessariamente perigosa. De acordo com a imprensa espanhola, o tribunal da província de Burgos considerou que um condutor que circulava a 260 quilómetros/hora não cometeu delito porque «a visibilidade era boa e a circulação reduzida». Segundo o tribunal, não houve «qualquer circunstância perigosa concreta». Em primeira instância, o automobilista tinha sido condenado a seis meses de prisão e a dois anos de inibição de conduzir.

Conhecida a decisão, questionámos o presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACAM-M), Manuel João Ramos, que considera que o caso é «interessante. É a lei a tentar colmatar um problema que é estrutural». Presente nos fóruns europeus de discussão, através do Fundo Europeu de Vítimas da Estrada, Manuel João Ramos fala na possibilidade de os automóveis possuírem, de raiz, caixas negras que impeçam velocidades superiores às permitidas por lei. «Parece-me que é uma solução mais eficiente do que a via legal».

Sobretudo, realça Ramos, porque é «preciso prevenir os excessos da máquina». Se a «velocidade é uma das principais causas de sinistralidade», então «a via tecnológica é melhor do que a via legal».

«E se, de repente, aparece um alentejano?»

O dirigente da ACAM-M realça que na sua associação «não são fundamentalistas» e que se o veículo apanhado a 260 km/hora em Espanha circulasse numa via completamente livre e possuísse sensores de detecção de movimento, que o permitissem a abrandar se um peão ou outro carro se aproximasse, então se calhar a velocidade não é problema.

Porque «o perigo não é um acessório: está dentro do automóvel, é inerente à máquina», Manuel João Ramos ironiza com os comentários de Miguel Sousa Tavares que diz ser bom condutor e acelerar nas estradas solitárias do Alentejo. «E se lhe aparece de repente um alentejano?».

A 50 km/hora, 50 por cento de hipóteses de matar

É que, no que diz respeito à velocidade no interior das cidades ou na proximidade das localidades, o dirigente da ACA-M recorda que não há só automóveis a circular. Mas pessoas também. E revela que um «carro a 30 km/hora, se atropelar um peão, este tem uma probabilidade de 70 a 80 por cento de sobreviver; mas 50 km/hora só tem 54 por cento. Ou seja, sempre que andamos a cerca de 50 km/hora dentro da cidade temos 50 por cento de hipóteses de matar uma pessoa».

Alcino Cruz, presidente da Associação Portuguesa de Escolas de Condução (APEC), discorda dos limites estabelecidos nas cidades. «Pode ser perigoso guiar a 50 km/hora no Bairro Alto, mas já o mesmo não se aplica à Avenida Lusíada (também na capital). Em Espanha, uma mesma rua pode ter vários limites de velocidade, que é o que faz sentido».

Contrariando a opinião de Manuel João Ramos, Alcino Cruz comenta a decisão judicial em Espanha, considerando que «a velocidade não é a principal causa da sinistralidade rodoviária; e não há qualquer estudo que o prove».

Apanhado a mais de 200 km/hora

Recorde-se que o presidente da APEC foi apanhado a conduzir a mais de 200 quilómetros por hora na auto-estrada que liga Lisboa a Elvas (A6) em Setembro de 2002, mas acabou por não ter qualquer tipo de sanção, na sequência de ter recorrido da decisão da Direcção-Geral de Viação e da primeira instância do tribunal de Évora.

Velocidade em função das especificidades das vias

Apesar de concordar com a necessidade de impor limites à circulação, Alcino Cruz discorda que as velocidades sejam estabelecidas independentemente das especificidades das vias. «Acho que uma auto-estrada inteira não pode ter os mesmos limites. Nalguns troços poderia não haver limites máximos, noutros poderia ser de 180 km/hora e em caso de curvas esse limite deveria ser reduzido».
Publicado no Portugal Diário do 16/03/2007.
Coisas da Espanha e dos espanhóis.

jueves, 15 de marzo de 2007

Portugueses escravos em Espanha










Porém mais dos 13 dos 17 empregadores detidos eran portugueses.


Uma operação da Guardia Civil espanhola em várias localidades de Navarra libertou «de um regime de escravatura encoberta» 91 trabalhadores, a maioria portugueses, e deteve 17 exploradores dos operários, 13 dos quais portugueses.

Fonte policial confirmou à agência Lusa que a operação, de nome código «Lusa», foi conduzida ao longo dos últimos meses, contando com o apoio de cidadãos da região, sendo descrita como «a maior acção policial de sempre em Navarra contra a exploração laboral».

Entre os 91 trabalhadores contam-se, além dos portugueses, oito espanhóis, dois angolanos, um moçambicano e um polaco, descritos como «pessoas com profunda marginalização social e uma cultura reduzida».

Além de não receberem os seus salários, os trabalhadores «viviam em condições penosas», sendo obrigados a ter, por exemplo, que fazer as suas necessidades fisiológicas na via pública porque as residências disponibilizadas pelos intermediários «não tinham condições». «Viviam em condições quase de indigência», disse fonte policial.

Os 17 detidos eram responsáveis pelo recrutamento de trabalhadores em estações de transportes públicos e albergues em Lisboa e Porto, confiscando os salários que deveriam ser pagos aos trabalhadores.

Quando os trabalhadores recebiam os salários, os detidos obrigavam-nos a entregar de imediato o dinheiro ou a visar os cheques para que estes os depositassem no banco.

Vicente Ripa, delegado do governo em Navarra, disse aos jornalistas que além dos 17 detidos, foram ainda imputados sete empresários alegadamente envolvidos na exploração dos trabalhadores.

Falta ainda confirmar, segundo Ripa, se os empresários tinham ou não conhecimento que os trabalhadores não recebiam o dinheiro. «Em alguns casos, as próprias empresas meteram dinheiro nas contas do empregador-intermediário que deveria corresponder aos salários dos trabalhadores, pelo que se presume que tenha havido essa colaboração», afirmou.

As empresas pagavam aos trabalhadores um salário de seis euros por hora (nove horas diárias, com uma hora para almoço, de segunda a sábado), mas o intermediário só deixava que os trabalhadores recebessem por semana entre 10 e 15 euros, mais o alojamento, alguma comida e um volume de tabaco.

O intermediário ficava assim com mais de 300 euros por semana por cada trabalhador explorado, que carecia ainda de contratos com a Segurança Social.

Fonte policial disse que a operação foi dificultada por receio dos próprios trabalhadores, que «temiam a intervenção policial», possivelmente devido a ameaças.
Como é possível que portugueses possam fazer uma coisa dessas a outros portugueses, nao há palavras para....