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sábado, 30 de junio de 2007

Salazarismo


Antonio de Oliveira Salazar o mais grande português da historia, Os Grandes Portugueses , afinal já tem um Museu.
O Núcleo de Estudos de Oliveira Salazar (NEOS) existe há 16 anos e o seu presidente, Pinheiro Da Silva, um antigo deputado da Assembleia Nacional, do Governo Regional de Angola e Secretario Provincial da Educação durante o regime fascista, faz questão de demarcar-se do Partido Nacional Renovador (PNR). «Não somos xenófobos nem racistas. Salazar nunca o foi», referiu o responsável que não se coibiu de afirmar que os elementos do PNR e da Juventude Nacionalista «praticam a xenofobia e o racismo».

Pinheiro da Silva é ainda claro quanto aos partidos políticos de Portugal «São um embuste. Não queremos nada com os partidos, não somos democratas, somos nacionalistas», explicou defendendo que «Salazar nunca foi fascista nem existiu uma ditadura em Portugal».

Site do NEOS atacado por «brincalhões»

O objectivo do NEOS é repor a verdade histórica e ser fiel à memória do antigo ditador. Para a sua prossecução criaram um sítio na Internet povoado de documentos, artigos e imagens alusivas ao «Obreiro da Pátria». O
site, com um ano de existência, tem um pequeno Museu Virtual, «onde estão apenas dez por cento do conjunto de artigos que o NEOS possui», explicou o seu gestor, João Gomes. A ideia surgiu «há seis anos», contou o responsável, acrescentando que muitos dos documentos são seus, mas muitos outros foram-lhe enviados por outras pessoas.

O sítio foi atacado várias vezes nos últimos oito meses e chegaram a haver ameaças aos elementos do NEOS, mas «nunca tivemos medo» explicou João Gomes que acredita que os autores foram «apenas uns brincalhões que gostam de atacar sites e o nosso é naturalmente polémico. Queremos apenas evidenciar a verdade histórica de Salazar. As pessoas comem tudo que ouvem», aludiu.

Ao «amigo Fidel» e à Rússia nunca chamaram ditadores, porquê?»

O NEOS vai celebrar o aniversário de Salazar, no próximo sábado, dia 28 de Abril, com um almoço e uma ida à Igreja em Lisboa. Um evento que Pinheiro da Silva diz não ter qualquer ligação com a proibição da romagem à campa do antigo ditador, em Santa Comba Dão. «Já comemoramos a data há 16 anos», tantos quantos os anos que o NEOS já conta.

Por outro lado, Pinheiro da Silva mostrou-se apreensivo quanto ao possível Museu de Salazar em Santa Comba Dão. «Se for para repor a verdade história de Salazar somos a favor, mas tememos que seja contra», lamentou o responsável.

«Somos fiéis à memória de Salazar», explicou Pinheiro da Silva que assegurou que a «ditadura de Salazar foi uma invenção» dos comunistas que «chamam fascistas a todos que não são comunistas». Ao «amigo Fidel e à Rússia nunca chamaram ditadores, porquê?», pergunta.

O Presidente do NEOS foi ainda delegado à ONU por Portugal e assegurou que naquela organização os portugueses eram bem conhecidos e tratados, dado que os seus elementos «sabiam a segurança que existia no nosso país», ao «contrário de agora».

Havia a «verdadeira liberdade que agora é uma mentira»

Pinheiro da Silva sente saudade e tristeza em relação ao quadro político de agora e dava tudo para poder voltar ao tempo de Salazar, no qual, diz, «a verdadeira liberdade existia. Agora é uma mentira», acusa.

O responsável considerou que a liberdade de expressão não existe com a actual «censura camuflada». «Não havia censura, eu sempre tive liberdade para escrever o que queria, mas sempre soube o que não devia escrever», para não «atacar o Estado».

Agora Pinheiro Da Silva diz conhecer amigos que escrevem artigos para jornais que nunca são publicados por que «não são politicamente correctos».
Nada mais a apontar, o fascismo ainda vive entre nós.

jueves, 26 de abril de 2007

Salazarismo hasta en la sopa


"Férias Grandes com Salazar"
En los momentos de crispación política que se vive en Portugal, las celebraciones del 33 aniversario del 25 de abril presididas por primera vez - desde aquella fecha histórica - por un Presidente de la República de derechas, sin clavel rojo en la solapa, diciendo que hay que olvidar y cambiar la forma de conmemorar aquella gesta. La Policía de Seguridad Pública deteniendo a jóvenes que intentaban llenar de pintura un cartel de un partido racista y xenófobo, o el Alcalde de Lisboa ( de derechas) intentando inaugurar a las 4 de la tarde, hora del desfile cívico conmemorativo que pasa por ese recorrido, las inacabables obras del Túnel de la Plaza del Marqués de Pombal.
Salazar está de moda, el "saudosismo salazarista" impregna una sociedad facilmente manipulable, y ahora parece que la desmemoria hace mella en unos jóvenes que no saben nada, o que algunos pretendan que no sepan nada, y el "santo dictador" parece que es el nuevo Rey Don Sebastián, el "deseado", el maltratado por la historia y hay muchos Pios Moas dispuestos a reescribir la vida del siniestro personaje.
Entre las muchas actividades que retrotraen a la actualidad al "ditador fascista" está una obra de teatro que, casualidades de la oportunidad, fue estrenada el día 24 de abril en el Teatro da Politécnica, titulada Férias Grandes Com Salazar, coproducida por el Teatro Nacional Dona María II,Teatro das Beiras y la colaboración de la Junta de Extremadura.
La obra de la que es autor el dramaturgo pacense, Manuel Martínez Mediero ( la escribió en 1990), ya fue estrenada en 1997 en Idanha a Nova, estuvo más de un mes, siempre con todas las localidades vendidas, en la ciudad de Covilhã.

Nunca se estrenó en Lisboa, se cayó, como era obvio, de la programación de la EXPO 98 de Lisboa, y a pesar de los intentos de llevarla a la capital por razones muy evidentes este proyecto nunca cuajó. Este nuevo intento cuaja ahora, parece que el encargo de estrenarla en Lisboa se hizo hace más de un año antes de este nuevo revivival que sobre la figura de Salazar azota todo Portugal, y tiene el éxito asegurado al tener la publicidad gratuita que sobre el Dictador existe en la actualidad.

La prensa nacional española ya recogió el evento Manuel Martínez Mediero a El País , al igual que la propia portuguesa Martínez Mediero y José Carretas. Lo importante es que la obra sirva para refrescar la memoria a un desmemoriado pueblo que parece tener "saudades" del viejo Dictador Salazar, confío en que el surrealismo y la verdadera cara de innombrable (estoy harto de él) estén bien representados en la obra, cargada al parecer de fina crítica y acidez sobre la figura del fulano, como muestra la imagen de la fotografía superior en la que Cándido Gómez (el de la Candi2) vestido de Franco y Salazar cantan el himno nacional mezclado con el anuncio histórico del Cola Cao, aquel que era para desayunos y meriendas, lo tomaba el futbolista para meter goles, o era aquel negrito del África tropical que alegremente la cantaba.

Sirva esta obra, eso espero, para enterrar como decía Unamuno, con cien candados el sepulcro y la memoria de tan siniestro personaje.

Suerte y que así sea, pero que nunca sirva para desenterrar viejos saudosismos de un pasado que hizo que Portugal estuviera anclado en el atraso, la ignominia, la mentira, las guerras coloniales que desangraron varias generaciones de jóvenes, la tortura, la cárcel y la opresión de un régimen despótico dirigido por un beato pueblerino y obtuso.

lunes, 9 de abril de 2007

Fascismo nunca mais/Fascismo nunca más



Fascismo nunca mais … !

CONTRA A CRIAÇÃO DO MUSEU SALAZAR

La Unión de Resistentes Antifascistas de Portugal.

Parece que algunos sienten nostalgia del pasado, demasiada, el sábado en Santa Comba Dao, en su Auditorio Municipal se concentraron más de 300 personas, convocadas por la URAP, para mostrar su oposición a la creación del Museo que el Ayuntamiento, de derechas como no podía ser de otra manera, pretende crear en Vimeiro, la aldea donde nación el Dictador.

De um lado empunharam-se cravos vermelhos, proferiram-se palavras de ordem antifascistas e cantou-se a ‘Grândola Vila Morena’. Do outro, entoou-se o Hino Nacional, fizeram-se saudações fascistas e gritou-se ‘Viva Salazar’. A dividir os dois grupos de manifestantes, que se concentraram ontem à tarde em Santa Comba Dão, esteve um cordão policial que não deixou espaço da manobra para eventuais confrontos físicos.

António Oliveira Salazar morreu há 37 anos, mas continua a alimentar ódios e a despertar paixões. Desta vez, a razão dos protestos prende--se com a intenção da Câmara Municipal de Santa Comba Dão de criar um Centro de Estudos e Museu do Estado Novo, na antiga casa do ditador, no Vimieiro.Indignada com a ideia, a União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) organizou uma “sessão pública de afirmação das ideias antifascistas”, onde apresentou uma petição para requerer à Assembleia da República que impeça a instalação do Museu.O encontro, que teve o apoio do PCP e contou com a participação de cerca de 300 pessoas, decorreu no auditório municipal de Santa Comba Dão.Os discursos, transmitidos para o exterior por uma instalação sonora, foram dominados pelas críticas à eventual criação do núcleo museológico. Segundo disseram, a concretizar-se, o centro de estudos “não seria um factor de efectivo desenvolvimento do concelho, nem o pagamento de qualquer dívida de Santa Comba Dão a um filho da terra, mas uma organização centrada na propaganda do regime corporativo-fascista do Estado Novo do ditador Salazar”.Aurélio Santos, coordenador da URAP, foi mais longe. “Não se pode criar um local de peregrinação e exaltar a figura de um ditador, tentando falsear e branquear um período tenebroso da História de Portugal”, referiu.As forças de segurança chegaram a temer contra-manifestações de movimentos neonazis, mas apenas a população se concentrou em força no Largo do Balcão, frente ao auditório. Mantidos à distância por um forte dispositivo policial, os locais não se cansaram de apupar os membros da URAP. Os ânimos chegaram a exaltar-se quando os antifascistas se preparavam para abandonar o auditório, mas a GNR – que mobilizou um dispositivo com cerca de uma centena de homens – evitou os confrontos. “Salazar foi um grande homem. Se não for a câmara a fazer o museu fazemo-lo nós”, gritava um popular, visivelmente irritado com os discursos da URAP.A maioria da população parece estar a favor do projecto e ontem deu provas disso. “Se não quiséssemos o Museu Salazar, não era preciso vir gente de fora. Nós sabíamos lutar por isso”, afirmava outro morador, erguendo a mão numa espécie de saudação fascista, na direcção dos manifestantes.

UNS CONTRA, OUTROS A FAVOR- O momento mais ‘quente’ da tarde viveu-se quando os resistentes antifascistas se preparavam para sair de Santa Comba Dão. Um grupo de jovens levantou os braços e fez a saudação fascista em direcção à facção contrária, gritando, ao mesmo tempo, “Viva Salazar”. - “Santa Comba merece muito mais do que ficar no mapa turístico de saudosistas de uma ideologia repudiada e condenada pela História”, afirmou Alberto Andrade, um dos membros da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) que discursou na sessão pública.-

O jovem Ricardo Costa, de 24 anos, classificou de “absurda” a manifestação dos antifascistas. “Concordo plenamente com a criação do museu. Era bom para desenvolver o turismo e para ajudar a compreender a nossa História”, disse.-

De cravos vermelhos na mão e punho cerrado no ar, os manifestantes antimuseu gritaram: “Fascismo nunca mais, 25 de Abril sempre”.

Apesar dos assobios da população, entoaram várias vezes a canção da revolução, ‘Grândola Vila Morena’.


Petição contra a concretização
do Museu Salazar
em Santa Comba Dão


Excelentíssimo Senhor
Presidente da Assembleia da República
Os cidadãos abaixo assinados vêm, por intermédio desta petição, solicitar a V. Exª e à Assembleia da República que tenham em devida conta os seguintes factos.
A Câmara Municipal de Santa Comba Dão, como é público e resulta de declarações do seu Presidente e de documentos assinados entre a Autarquia e um dos herdeiros de Oliveira Salazar, prepara-se para concretizar na casa onde viveu o falecido «Presidente do Conselho» da ditadura fascista, um Museu Salazar, ou do Estado Novo.
Este projecto assume o objectivo de materializar um pólo de saudosismo fascista e de revivalismo do regime ilegal e opressor, derrubado pelo 25 de Abril de 1974.
O Museu Salazar, se por hipótese absurda e inadmissível alguma vez se viesse a concretizar, não seria um factor de efectivo desenvolvimento do concelho, nem o pagamento de qualquer dívida de Santa Comba Dão a um «filho da Terra», porque esta nada lhe deve senão opressão e atraso económico e social, como aliás todo o país. E não seria um organismo «meramente científico», mas sim, objectivamente, uma organização centrada na propaganda do regime corporativo-fascista do «Estado Novo» e do ditador Salazar.
A Constituição da República proclama no seu preâmbulo: «A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista. Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início duma viragem histórica da sociedade portuguesa».
A mesma Constituição, no seu Artigo 46.º, n.º 4, proíbe as «organizações que perfilhem a ideologia fascista» e a Lei 64/78 define-as como as que « ... mostrem ... pretender difundir ou difundir efectivamente os valores, os princípios, os expoentes, as instituições e os métodos característicos dos regimes fascistas ..., nomeadamente ... o corporativismo ou a exaltação das personalidades mais representativas daqueles regimes ...», proibindo-lhes o exercício de toda e qualquer actividade.
A esta luz, os cidadãos abaixo assinados, consideram que o Museu Salazar, ou do Estado Novo, não pode concretizar-se, porque constituiria uma afronta a todos os portugueses que se identificam com a democracia e o seu acto fundador do 25 de Abril e, por isso, solicitam à Assembleia da República – em defesa do Regime Democrático Constitucional e da Lei – que condene politicamente o processo em curso, que visa materializar o Museu Salazar, e tome as medidas que julgue adequadas para impedir esse intento.

Para assinar clique.

assinatura contra o museu

Parece que hay mucho desmemoriado, mucho nostálgico, mucho huérfano que busca en las sombras negras del Estado Novo, en aquella dictadura cruel y despiadada, la vuelta a un pasado que ya no volverá.

25 de abril siempre. Viva la libertad.


martes, 27 de marzo de 2007

Antonio de Oliveira Salazar






Os grandes portugueses da história.
No passado Domingo, dia 25 de Março os telespectadores escolheram entre os 10 finalistas o "Grande Português". Nao é um sonho, nem uma história de doidos e malucos, é, simplesmente, que os telespectadores da RTP1 quiseram classificar a o ditador Salazar como "o maior português de sempre".
E são os seguintes os resultados finais da votação:
1º António de Oliveira Salazar - 41,0%
2º Álvaro Cunhal - 19,1%
3º Aristides de Sousa Mendes - 13,0%
4º D. Afonso Henriques - 12,4%
5º Luís de Camões - 4,0%
6º D. João II - 3,0%
7º Infante D. Henrique - 2,7%
8º Fernando Pessoa - 2,4%
9º Marquês de Pombal - 1,7%
10º Vasco da Gama - 0,7%
Nº total de votos válidos recebidos: 159.245
Nº total de chamadas recebidas: 214.972
O ditador António de Oliveira Salazar, mentor do regime fascista que durou 48 anos (1926-1974) foi o escolhido de 41% das pessoas que ligaram para a Rádio e Televisão de Portugal (RTP), emissora pública e organizadora do concurso.
O resultado foi anunciado a exatamente um mês dos 33º aniversário da Revolução dos Cravos e da restauração da democracia (25 de abril de 1974).

No mesmo dia, o continente celebrava os 50 anos da União Européia, o mais bem sucedido projeto de integração entre nações. Projeto que foi rejeitado por Salazar, nos anos 50, mas ao qual se integrou Portugal em 1986.
Ainda mais, o Presidente da Câmara Muncipal de Santa Comba Dão, terra de nascimento do Salazar, João António de Sousa Pais Lourenço (PPD/PSD.CDS-PP) justifica a criação de um museu na terra natal do ditador “O projecto (do museu) é muito objectivo e muito sério. É um projecto dos santacombadenses e, penso eu, até do País, independentemente de qualquer concurso sobre grandes portugueses”, disce o autarca.
No Diário de Notícias de hoje, José Medeiros Ferreira no artigo intitulado: "O ano zero do neo-salazarismo" aponta o que se está a passar.
Mas, depois dos esforços sistémicos para se demonstrar que o fascismo nunca existiu, vamos agora assistir à negação do neo-salazarismo? Pergunta-sé, a o fim do artigo, o Professor Medeiros.