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domingo, 22 de marzo de 2009

Os dois tem o nome de Zé




Um deles é Zé Ratzinger e o outro é Zé Cardoso Sobrinho. O Ratiznger é o Papa de Roma e agora mudou o nome e chama-sé Bento XVI. O Cardoso é Arcebispo de Olinda e Recife lá no Nordeste brasileiro. Son filhos da mesma Igreja, a Católica, Apostólica e Romana. O Zé Cardoso tornou-se bastante conhecido pela sociedade brasileira no início do mes março de 2009, ao declarar a excomunhão da mãe e da equipe médica responsáveis realização de aborto em uma menina de 9 anos, vítima de abuso sexual pelo padrasto, que engravidara de gêmeos. O Código de Direito Canônico, ao tratar da excomunhão, afirma que quem pratica aborto incorre em excomunhão latae sententiae, ou seja, o fiel incorre em excomunhão ao praticar conscientemente o ato condenado pela Igreja. Segundo Zé Cardoso, para incorrer na penalidade é preciso maioridade, portanto a pena não se aplica à menina. O Direito Canônico não prevê tal sentença para o estuprador. Segundo Cardoso, o estupro é um pecado gravíssimo e o aborto é mais grave do que o estupro.
O Bento XVI anda nas terras de Angola a evangelizar a os coitadinhos pretinhos para que nao usem a camisinha e sejam bons e teimosos de Deus.
O padrasto da coitada menina, Jailton José da Silva, foi indiciado e está preso.
Zé Cardoso diz do estuprador: "Ele cometeu um crime hediondo, mas não está incluido na excomunhão. Existem tantos outros pecados graves. Mais grave do que isso, é o aborto, eliminar uma vida inocente".
Eu excomungou-me propriamente há muitos anos porque sou livre das suas leis e as suas injustiças e estou muito contente de viver plenamente a minha liberdade e fico pasmado com estes dois Zés.
Há um blog que visa difundir o Manifesto Contra Excomunhão efetuada pelo Arcebispo de Olinda. Queremos facilitar a comunicação para que o mesmo seja levado às autoridades federais, estaduais, municipais e eclesiásticas. Também busca prestar solidariedade à família e à Equipe Médica que foram arbitrariamente excomungadas da Igreja Católica. ASSINE, PARTICIPE...

sábado, 3 de febrero de 2007

REFERENDUM DO ABORTO














PS apela ao voto no “sim” contra o aborto clandestino e a prisão

O “PS está mobilizado” para o voto “sim” no referendo de 11 de Fevereiro para acabar com o aborto clandestino, “uma vergonha nacional”, e a pena de prisão das mulheres, afirmou hoje o dirigente socialista António Costa, em conferência de Imprensa, realizado na sede nacional do Largo do Rato.


António Costa, que se encontrava acompanhado pelos camaradas Maria Manuela Augusto e Pedro Nuno Santos, respectivamente, presidentes do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas e da Juventude Socialista, afirmou que é preciso votar “sim” para alterar a actual lei que já provou à sociedade ser ineficaz, apenas “promovendo a clandestinidade do aborto, praticado sem condições de segurança”.

E lembrou, a propósito, que em Portugal são praticados 18 mil abortos clandestinos por ano, sendo que 18 por cento dos óbitos maternos ocorrem na sequência de complicações pós-aborto, segundo dados da Associação de Planeamento Familiar.

Segundo António Costa, a lei portuguesa ainda é das mais restritivas da Europa e deve aproximar-se das soluções em vigor nos países mais desenvolvidos, que partilham os nossos valores. Por isso, frisou, “o voto no ‘sim’ também faz parte integrante da modernização do país”.

Outra das razões avançadas pelo dirigente socialista para o voto no “sim” é pôr termo à prisão, porque o aborto “não se trata com prisão”, já que é “uma questão de saúde e de apoio social”.

Salientando que “não é aceitável que se criminalizem consciências”, António Costa criticou ainda a falsa solução daqueles que afirmam ir votar “não” mas ao mesmo tempo dizem ser contra a pena de prisão. “Não há crime sem pena. Quem não quer a pena de prisão deve votar ‘sim’”, disse.

O dirigente socialista fez ainda um apelo à participação no referendo, manifestando a sua convicção de que “os portugueses saberão decidir bem”, ou seja, depositando nas urnas o voto no “sim”.