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martes, 21 de abril de 2009

35 anos de liberdade





Na minha qualidade de socio correspondente número 4 da Associação 25 de Abril assino o "apelo à participação" na manifestação do 25 de Abril, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Dito APELO lançado pela Associação 25 de Abril, que organiza todos os anos a manifestação, mereceu a concordância do PS, o partido do Governo, e por alguns dirigentes da chamada "ala esquerda", a começar por Manuel Alegre, e pelo fundador do partido Mário Soares. Outros subscritores são o PCP, Bloco de Esquerda, Verdes, as duas centrais sindicais, CGTP e UGT, JS e JCP, entre outros.
Mais de 600 personalidades de várias tendências de esquerda que assinam o documento. A lista completa-se com figuras como o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, o Nobel da Literatura José Saramago, Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, ou ainda Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda. Do PS os nomes somam-se: o líder parlamentar, Alberto Martins, a eurodeputada Ana Gomes, o presidente do partido Almeida Santos, o ex-líder Ferro Rodrigues, ou ainda o vereador lisboeta Marcos Perestrelo, e os deputados Vera Jardim e Vitalino Canas. Entre os apoiantes deste "apelo à participação" contam-se ainda o ex-líder do PCP Carlos Carvalhas, os capitães de Abril Vasco Lourenço e Otelo Saraiva de Carvalho, que reclamam "o direito inalienável à pluralidade das suas opiniões".
É tempo de refletir, de pensar, de responder à crise, facer um apelo a "novos paradigmas comportamentais e políticos". "Ultrapassada a tempestade, nada poderá ficar na mesma". O "sistema capitalista" parece "ter entrado em ruptura". Há "direitos conquistados durante gerações, pelos trabalhadores" que foram "gradualmente postos em causa". A crise económica mundial está a ter consequências em Portugal, onde os seus efeitos se somam às "vicissitudes de antigos desequilíbrios estruturais que vêm de muito longe e persistem".
Tudos nós temos que estar as 15.30 horas no día 25 no Rossio-Marqués de Pombal no desfile, depois de ter inaugurado o Monumento a nossa historia revolucionaria as 14 horas no Jardím Amália Rodrigues, cruzamento Marqués de Fronteira e Rua Castilho, meresce a pena lá estar.
¡ 25 de Abril sempre, mas com o povo !