jueves, 22 de febrero de 2007

Zeca Afonso. 20 anos da sua morte


Zeca Afonso. A voz do povo.

As palavras do Zeca fazem todo o sentido.
Quero relembrar Zeca Afonso como um marco para a cultura portuguesa e alguém que contribuiu para que todos nós tivéssemos uma formação cívica actuante.
Na sua honra e homenagem uma mosntra do seu pensamento:
Curioso é que nós passamos 40 ou 50 anos de uma vida a fazer determinadas coisas e um dia mais ou menos de repente, sem que renunciemos a nada do que fizemos, apercebemo-nos de que tudo deveria ter sido diferente. É apenas uma vaga sensação que se instala, sem que saibamos defini-la muito bem. No fundo sou muito mais contraditório e supersticioso do que quis admitir ao longo dos anos."

"Eu sempre disse que a música é comprometida quando o músico, como cidadão é um homem comprometido. Não é o produto saído desse cantor que define o compromisso mas o conjunto de circunstâncias que o envolve com o momento histórico e político que se vive e as pessoas com quem ele priva e com quem ele canta.
"Não me arrependo de nada do que fiz. Mais: eu sou aquilo que fiz. Embora com reservas acreditava o suficiente no que estava a fazer, e isso é o que fica. Quando as pessoas param há como que um pacto implícito com o inimigo, tanto no campo político como no campo estético e cultural. E, por vezes, o inimigo somos nós próprios, a nossa própria consciência e os alibis de que nos servimos para justificar a modorra e o abandono dos campos de luta."

" Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão, seja a que nível for."
E se de todas as bocas saísse hoje a palavra liberdade?
E se saíssemos das casas conforto, comodismo E na rua olhássemos a miséria de frente, A hipocrisia que alastra, O egoísmo do eu feito preocupação diária?
E se em vez de sobreviver Vivêssemos?
E se a indignação fosse decreto, Obrigatoriedade, dever cívico a cumprir?
E se a miséria fosse crime público E quem a permite, julgado e condenado pela lei?
E se disséssemos ao Zeca; Olha pá, tentámos manter Abril vivo Mas os cravos hoje são todos sintéticos como a liberdade.
Olha Zeca, a malta perdeu a memória Esqueceu a história e não vai em revoluções Senta-se no sofá e faz zapping ao mundo.
E o povo Zeca, já não ordena O povo, Zeca, esqueceu o que é fraternidade!
A 23 de Fevereiro de 1987, aos 57 anos, José Afonso, natural de Aveiro, morreu no Hospital de Setúbal, vítima de esclerose lateral amiotrófica.
Até sempre velho amigo e camarada. Grândola é a vila morena e lá sempre é 25 de abril.

Sarkozy pensa em Portugal?








Candidato presidencial está empenhado em envolver comunidade lusa.
Mais de um milhão de portugueses e luso-descendentes vivem actualmente em França.


O site oficial de Nicolas Sarkozy, candidato às eleições presidenciais francesas, vai apresentar semanalmente um vídeo em língua portuguesa com informações sobre a campanha, disse hoje à Lusa o presidente do comité português de apoio ao candidato.
Paulo Marques adiantou que os portugueses residentes em França podem ver, todas semanas, um vídeo com informações sobre Nicolas Sarkozy e a sua campanha.
«As imagens mostram o que foi feito durante uma semana», referiu, adiantando que o site oficial da campanha (www.sarkozy.fr) apresenta ainda vídeos em várias línguas.
O luso-descendentes Paulo Marques, autarca pela UMP (União para um Movimento Popular) em Aulnay sous Bois, arredores de Paris, salientou que a campanha de Nicolas Sarkozy está «muito empenhada» em envolver a comunidade portuguesa nas eleições.
De acordo com o luso-descendente, a sede de campanha está a aberta aos portugueses, que podem realizar várias iniciativas.
Nesse sentido, o comité português de apoio ao candidato vai organizar uma sessão de fados, encontros com empresários, movimento associativo e jovens, além de pretender promover um encontro entre Nicolas Sarkozy e os portugueses.
Por outro lado, Paulo Marques lançou hoje um apelo aos portugueses para que criem comités de apoio em várias cidades francesas.
Os comités, que o luso-descendente espera que surjam em Lyon, Bordéus, Marselha, Clemond Ferrand, Orleans e Lille, têm como objectivo realizar projectos em prol da vitória de Nicolas Sarkozy nas eleições de 22 de Abril.
Paulo Marques, que é também presidente da associação dos portugueses eleitos nas autarquias francesas (CIVICA), estima que cerca de 500 mil luso-descendentes de segunda e terceira geração possam votar para as presidenciais francesas.
«É difícil saber o número exacto de portugueses que votam, uma vez que têm a dupla nacionalidade e são considerados franceses, não havendo uma distinção», explicou, acrescentando que estes números são só uma estimativa.

É curioso, coitados portugas, que um homem nascido na Hungría tem agora muita preocupaçao pelos lusos que moram na França, mais é mesmo política, curiosa, mais política.



Ser uno más y no solo parecerlo.

No se trata de nada nuevo para los que ya lo conocian, eran muchos pero no la mayoría, pero si irrumpe en la sociedad extremeña cuando es elegido como candidato por el PSOE de Extremadura a la Presidencia de la Junta de Extremadura. Se trata de una persona atípica en la RES PUBLICA, aunque haya cincelado algo tan importante como nuestro Sistema Sanitario Público, marca impronta, establece un nuevo modo de ser, estar y aparecer frente a la ciudadanía.

Proximidad, cercanía, andarín impenitente, viajero incansable, bonachón, simpático, buen oidor, atento a cualquier sugerencia, buen conversador y en especial capaz de interiorizar las más cotidianas sensibilidades de los ciudadanos de a pie.

Como los antiguos viajeros del siglo XIX, como los escritores de literatura de andar y de ver, Guillermo Fernández Vara, se mezcla con el paisaje y con el paisanaje, oye, escucha con atención, pregunta, pide opinión, pide permiso para conocer la intimidad del hogar de ciudadanos, comparte mesa y mantel con ellos, reflexiona, recicla y procesa.

Finalizadas sus interminables jornadas de trabajo, con sus notas y con lo que ha aprendido pergeña la realidad de una sociedad viva, la interioriza, la traslada a la cotidianeidad de los ciudadanos, e intenta con la suma de esas experiencias vitales que su mensaje, cristalizado en propuestas, sea lo más próximo a lo que sienten, piensan y desean aquellos que siguen creyendo que el arte noble de dedicarse en cuerpo y alma a la cosa pública, al servicio de los ciudadanos no es una actividad para iniciados, para una casta de privilegiados llenos de múltiples titulaciones académicas o de masters en Universidades de relumbrón. No, es simplemente detenerse en el manierismo, en el detalle, en lo próximo, en lo cercano, en lo que no aparece nunca en los medios de comunicación social: la vida simple de nuestros conciudadanos.

Esa nueva forma de ser, de estar, de aproximarse a la ciudadanía le pueden hacer parecer como una rara avis en este mundo tan complicado, pero no es cierto hay muchos como él, pero en él esas peculiaridades adquieren unas características propias, una impronta con olor, color y sabor. Cristalino como el agua, nítido, leal, comprometido y asumiendo que necesita de los ciudadanos, que necesita que estos lo vean como lo que simplemente es: un ciudadano más.

Gracias Guillermo por ser como eres.

Lendas do Alentejo



Uma luz misteriosa.

As histórias de lobisomens e de bruxas eram vulgares no meio rural tradicional. Maus encontros com animais a horas tardias, doenças provocadas por mau querer (feitiçarias), filtros de amor (beberagens para atrair ou afastar paixões), visões, vozes, são elementos do vasto manancial do imaginário popular sobre forças maléficas.

Há, contudo, outro tipo de histórias que são comuns a várias aldeias e vilas do Alentejo.

É o caso da estranha luz que, de noite, acompanhava os viajantes (normalmente pastores, almocreves e, mais recentemente, tractoristas que de noite procedem às grandes charruadas). Era uma luz que seguia o caminhante sem, contudo, o incomodar. Conheci algumas pessoas que afirmavam terem sido seguidas por essa luz. A luz acompanhava o viajante, seguindo a seu lado, parando quando este parava, e acompanhando a velocidade da deslocação.
Nenhuma das pessoas que conheci, e que afirmavam ter estado em contacto com o fenómeno, esboçou qualquer reacção. Para essa passividade contribuiu seguramente o facto de ser conhecida a reacção da luz quando atacada.
O fim da história que apresentamos é relativamente benéfico. Com efeito, noutras descrições, que a tradição popular registra, a luz, quando hostilizada, conduz à morte do atacante.
História veridica: Algures na região de Beringel (Beja), o meu pai tinha um amigo que não acreditava em coisas estranhas, daquelas que se contam nas aldeias. Naquele tempo, corria o boato de que havia no campo uma espécie de luz de cor vermelha que andava de um lado para o outro, mas que não se deixava ver de perto.Amigos do meu avô afirmavam que já a tinham visto, e esse homem que não acreditava disse, na brincadeira: “Se eu a encontrar, desfaço-a toda aos bocados com o meu cajado” O que vos conto a seguir é a narração do próprio. “Numa noite, eu ia guinado a minha charrete e lá estava à minha frente a luz vermelha parada em cima do muro.
Saí, peguei no cajado e disse com ar forte e corajoso: Já que aí estás, então espera, que já vais ver o que é para a saúde! E assim dirigi-me até junto dela e tentei dar-lhe com o cajado, mas não consegui porque ela se desviou.Continuei à cajadada com ela, mas falhava sempre e ia ficando mais furioso. Voltei para a charrete quando ela se voltou contra mim. Não sei o que aconteceu (parecia que estava levando uma grande tareia) e desmaiei. Os cavalos voltaram para casa e eu fui na charrete como morto. Na manhã seguinte, a minha mulher, já preocupada, foi ver se eu estava dormindo na charrete.
Ela diz que eu estava com a roupa toda rasgada, todo cheio de sangue, que parecia morto. Mas estava apenas desmaiado. Depois a minha mulher tratou de mim e nunca mais quis ouvir falar dessa luz.”

Quo vadis Africa?


Sobre los prejuicios.

En nuestra España se dan y son comunes, como en otras muchas sociedades desarrolladas, algunos fenómenos generales y otros específicos tales como: atentados terroristas desde hace décadas ( el último a finales del 2006), cientos de mujeres asesinadas por sus parejas o exparejas, centenares de muertos en accidentes de tráfico, pederastas que utilizan incluso a bebés, ancianos tapiados en sus viviendas por el acoso inmobiliario, personas que malviven en la calle, prostitución de menores, suicidios de niños por el acoso escolar, maltratos en comisarías y cárceles, abandono de ancianos, drogadicción, adicción al juego, anorexia, bulimia, obesidad, depresiones, SIDA, televisión basura, intoxicaciones, inundaciones, incendios, desapariciones de menores, robos, atracos, maltratro de animales en las corridas de toros, enchufismo, amiguismo, corrupción, evasión de impuestos, piratería, racismo, machismo, errores médicos, alto índice de paro y precariedad laboral, desigualdades sociales y económicas, etc.

¿Qué ocurriría si estas fueran las únicas informaciones que llegaran de nuestro país, a través de los medios de comunicación, hasta otros países? Sin lugar a dudas, la imagen de España sería pésima.


Esto es lo que ocurre desde siempre con la información que se nos presenta del continente africano. Tragedias y más tragedias. Y claro que hay problemas, ¡enormes!, pero también hay muchas personas que estudian y trabajan para llegar a ser algo en esta vida. Hay un montón de personas que montan negocios, que comercian; hay una economía muy dinámica, exportaciones e importaciones, grandes flujos de población que se mueven buscando oportunidades, ciudades con mucha vida cultural, grandes universidades con estudiantes llenos de proyectos. Pero esto no llega a los medios de comunicación. Lo que necesitan los africanos es la confianza del mundo en sus posibilidades, no la piedad, la caridad ni la compasión. Hay que hacer un esfuerzo para cambiar esta imagen falsa de que todo lo africano es negativo, y luchar contra los prejuicios.


Para que África deje de ser el hermano pobre del mundo, hay una pregunta clave: ¿por qué los productos africanos no pueden competir en el mercado internacional?


martes, 20 de febrero de 2007

Em defesa da língua portuguesa


Em defesa da língua portuguesa.

Meio milênio depois da descoberta das Américas e da criação e do desenvolvimento da América portuguesa é bom refletir sobre o produto cultural mais significativo deste processo: a língua portuguesa. Antes de este artigo ser escrito, a Mangueira - Salve a Mangueira! - já havia, na vanguarda da cultura popular brasileira lembrado disto, no belíssimo samba-enredo deste ano.
O Império colonial luso foi formado na mesma época acima citada, indo muito mais longe. Incluiu várias regiões da África e da Ásia. No que viria a ser o Brasil, o Império criou sua mais rica colônia sustentada pelo braço dos autóctones e dos africanos convertidos em escravos e imigrados forçados.
Na África, o mesmo Império organizou o tráfico de seres humanos e a produção de subsistência local. Na Ásia, permaneceu no Japão por um século, mordiscou as costas da Índia, do sudeste asiático e da velha China, chegando à Oceania, onde não se estabeleceu, mais se aproximou com algum interesse das costas australianas.
Como conseqüência destes e de outros problemas, a língua portuguesa tem quinhentos ou mais anos de presença nos quatro cantos do mundo. Mesmo que o português não tenha conseguido se consolidar em todos os lugares por onde passou, de algum jeito deixou sua marca que continua a reverberar. Hoje, sobretudo, a partir do seu maior contingente de falantes, isto é, do Brasil.
No tempo da diáspora mundializada, os falantes do português avançaram ainda mais. Eles estão por toda a parte através da emigração na direção de onde ainda existe trabalho e salários melhores.
Em alguns casos, esta língua, quando está fora do seu território original, contenta-se em ser uma fala da família e/ou da comunidade da mesma origem. As novas gerações dos filhos dos emigrantes para os países mais ricos estão a perdendo. As versões escritas e faladas do português são fundamentais para manter a comunicação viva desta língua no cérebro de todos os envolvidos.
As descobertas e os processos de colonização jamais foram um caminho de mão única. Os colonizadores sofreram influências dos colonizados. Estes últimos também descobriram novas culturas que chegaram por meio da nova língua de comunicação, imposta pelo poder colonial.
Não se sabe muito sobre os sentimentos dos ameríndios, dos africanos e dos asiáticos sobre a língua do colonizador português. Os vencedores construíram suas versões dos fatos. Pode-se imaginar a surpresa inicial e, no próximo passo, a revolta contra a opressão.
Com o tempo, a língua do colonizador transformou-se na principal língua de comunicação. Todavia, houve sempre a incorporação de palavras, costumes, acentos e outras características dos colonizados. Isto é o que aconteceu de modo muito evidente no Brasil e nas colônias portuguesas na África.
Há várias formas de falar e escrever o português. Todas as tentativas de se tentar criar uma forma única - a que seria justa e correta - não conseguiram sucesso. Não é possível impedir os povos de manejar as suas línguas de acordo com as suas histórias, culturas e interesses.
Não existe a possibilidade de um português perfeito. Isto é uma utopia negativa e desmobilizadora. O mesmo se pode dizer de um francês perfeito etc. As línguas são corpos vivos nas almas das pessoas que as utilizam por toda a vida. Fazem parte dos corpos biológicos dos que as conseguem falá-las, escrevê-las e retê-las em seus registros neurais.
A capacidade da língua portuguesa de se adaptar e de ser falada por culturas muito diferentes é a mesma do inglês e do francês. O português é uma língua de cultura, equivalente às demais línguas modernas. Isto quer dizer, que se pode falar de qualquer coisa simples ou complexa, usando-se a língua de Camões.
A vitória desta língua consiste na: força de mais do que 200 milhões de falantes; existência de uma vasta e complexa literatura; a presença de redes científicas que trabalham em português; incorporação do léxico e da sintática das experiências culturais européias, africanas, americanas e asiáticas; onipresença da música cantada em português e de vários outros artefatos da indústria cultural que fala o português.
A geografia da língua portuguesa foi, na origem, quase a mesma das grandes descobertas dos navegadores do mesmo país. As línguas dos autóctones foram substituídas com força no lado atlântico da América do Sul. Na Ásia, o pequeno tamanho da colonização e a resistência local impediram uma vitória lingüística total. Na África, a presença do português jamais obteve o esmagamento completo das línguas locais.
Hoje, como efeito da força das emigrações para os países ricos e de outros problemas da mundialização, esta língua está presente bem longe das viagens dos portugueses. É falada nos Estados Unidos, no Canadá, na França etc.
A geografia física determina a posição ocidental de Portugal. Este país seria um país do Ocidente. No nível físico, é isto mesmo. Portugal é um país europeu-ocidental. Hoje, muitos dos portugueses adoram o fato da incorporação de seu país ao Euro e a CEE. O passado de isolamento foi superado.
No sentido da cultura e da história, as coisas são bem diferentes. O Império colonial de Portugal incluiu partes da América do Sul, da África e da Ásia. Dois séculos antes das grandes descobertas e do início das colonizações, Portugal era parte de uma região européia bastante arabizada. A Idade Média de Portugal foi vivida, em grande parte, sobre a dominação árabe.
É possível perceber um resultado bastante complexo e mestiçado nos espíritos dos portugueses. Observe-se a existência, na cultura portuguesa, dos traços da complexidade geográfica do Império. É possível ver fortes vestígios das culturas dos colonizados e dos antigos dominadores dos colonizadores.
É bom lembrar o fato da grande duração do feudalismo português e da presença da cultura católica da Contra-Reforma, até o século XX.
O barroco português misturou-se, por exemplo, com as culturas do Brasil. Isto resultou no barroco brasileiro, ainda muito presente na cultura oral e, de modo impressionante, nos meios de comunicação atuais do Brasil.
O sucesso das telenovelas brasileiras em Portugal, por exemplo, está ligado a mesma árvore de origem das culturas de ambos países. Os gostos alimentares dos brasileiros e dos portugueses são próximos, no sentido da utilização dos produtos de origem européia, americana e oriental. Visitar um mercado de produtos orientais ou africanos é, no mesmo sentido, se aproximar de culturas comuns.
A língua portuguesa é a pátria de várias culturas do passado e do presente. No Brasil atual, pode-se ver o crescimento da pressão e da incorporação da língua inglesa pelo português brasileiro.
Em passado recente, pôde-se ver, até a década de 1960, ocorrer o mesmo com a língua francesa e sua influência no português do Brasil. Sabe-se que coisas semelhantes ocorreram nas ex-colônias lusófonas da África e no português de Portugal.
Chegam, hoje, tristes notícias de ameaças concretas do português desaparecer na Guiné Bissau, substituído pelo francês, e do inglês estar substituindo progressivamente o português de Moçambique.
A língua portuguesa continua e continuará a viver dentro das possibilidades de seu futuro histórico. Isto depende de nós. É preciso que exista o engajamento da vanguarda dos seus falantes, para fazer continuar sua história em muitos dos lugares do mundo onde ela é presente.
Não se pode aceitar o mundo com apenas uma língua de comunicação. Isto significa um mundo sem uma alma cultural e sem história. Proclama-se em qualquer língua a beleza do português, sua importância como meio de comunicação humano, que carrega a história de vários povos do mundo.
No presente, a diáspora dos trabalhadores de todas as profissões continua a semear a língua portuguesa em escala universal. Agora, não existem mais os limites geográficos do passado. Os novos limites são os das fronteiras econômicas da mundialização.
Mesmo assim, ainda há um risco, talvez mais forte do que no passado, da língua de Camões e de Saramago desaparecer ou ficar ainda mais frágil. Está disseminada a idéia do pensamento único e de uma única língua 'natural' desta maneira de ver o mundo.
Pode-se resistir!
Luis Carlos Lopes.

viernes, 16 de febrero de 2007

Nuevos Tiempos


Nuevos tiempos para una tarea ilusionante.


Hoy en Mérida el Comité Regional del PSOE de Extremadura ha elegido por unanimidad de todos sus componentes a los candidatos a la Asamblea de Extremadura para las Elecciones del día 27 de mayo.

Como no podía ser de otra manera este más que centenario PSOE ha dado una vez más, uno ya ha perdido la cuenta, señas de un vigor y de una democracia interna a prueba de cualquier tipo de análisis. Con la imagen en la retina de la figura de Juan Carlos Rodríguez Ibarra, única e irrepetible, todos y cada uno de los miembros del Comité Regional han escenificado una lección de madurez, compromiso y especialmente de seguir apostando por la tarea que empezamos hace más de 24 años.
Lola Pallero, por la circunscripción de Cáceres, y Guillermo Fernández Vara por la de Badajoz son las cabezas de nuestra oferta electoral.
Firmes en nuestras convicciones, unidos en un proyecto ilusionante y con la mirada puesta en un futuro prometedor, uno hoy se siente orgulloso de llevar en este PSOE más de 31 años de militancia, porque hemos demostrado a todos, en especial a nosotros mismos, que la generosidad, la entrega y la ilusión en un candidato como Guillermo Fernández Vara nos permite seguir sembrando nuevas semillas de esperanza e ilusión en esa tarea emocionante de seguir contruyendo una Extremadura de todos y para todos.
Hoy soy feliz, dichoso y he recargado mis pilas, mereció la pena y todos a una sembraremos nuestra tierra de nuevas semillas que germinarán y harán que esta tierra siga sintiéndose orgullosa de ella misma.


miércoles, 14 de febrero de 2007

Resultados de mis pesquisas

Colaborando con la justicia para el juicio del 11-M , que empieza mañana.

Como uno cree, honestamente, que hay que ayudar a la justicia en el esclarecimiento de tan importante affaire, he recopilado algunos datos que pongo a disposición de la Sala por si le son de utilidad. Lo hago de forma desinteresada y además porque quiero que se sepa la verdad.

Ahí va el resultado de mis arduas pesquisas:

1.- La Guardia Civil dice ahora que el egipcio avisó al chino de que había dejado una casete del Koala en la kangoo del australiano (quien luego resultó ser asturiano).

2.- El jefe de los Tedax no informó de que encontraron Betadine en un establecimiento con el símbolo de la serpiente enroscada a una copa.

3.- Los Tedax hallaron restos de Zinedine en el pecho Materazzi.

4.- Entre los escombros del piso de Leganés se encontró un resguardo del zapatero.

5.- Los servicios secretos marroquíes están más limpios que los aseos de la estación de Atocha.

Alá, Al Kaeda... ¡Uy! perdón, quería decir 'Hala, ahí queda eso'

Sejuela, enfermedad imparable.


La Sejuela, enfermedad imparable. ¡Hágase un autotest!


Por favor, es muy importante hacerse este auto examen ante la aparición de la Sejuela. El diagnóstico a tiempo puede ayudarnos a combatirla.SINTOMAS QUE DEFINEN LA APARICION DE ESTA PATOLOGIA:

1.- Si un café te produce insomnio.

2.- Si una cerveza te lleva directo al baño.

3.- Si todo te parece muy caro.

4.- Si cualquier tontería te altera.

5.- Si todo pequeño exceso en las comidas provoca aumento de peso.

6.- Si la mitad de la cuenta de la farmacia es de Viagra.
7.- Si el chorizo te cae pesadísimo, el picante te irrita y el ajo se repite.

8.- Si la sal te sube la presión.

9.- Si le pide al camarero una mesa lo más lejos posible de la música y de la gente.

10.- Si amarrarte los zapatos te da dolor de cintura.

11.- Si la TV te adormece.

12.- Si no toleras la música a alto volumen y piensas que es para muchachos.

13.- Si te dicen "señora" o "señor" en todos lados.

¡Todos esos síntomas son prueba irrefutable de que padeces de Sejuela! Sejuela ... Se jue la... juventud

Pruebe y comprobará si padece esta enfermdad.

martes, 13 de febrero de 2007

Cantares alentejanos


Piadas de Alentejanos.

Los alentejanos, gente honesta y trabajadora, luchadora y combativa, han visto que su forma de ser y vivir ha sido siempre motivo de chanzas y chistes. Magníficos cantantes han incorporado a un nuevo compadre para su Coro. ¿Lo conocen, miren y a lo mejor lo descubren?.

Para dejar un pequeño recuerdo, ahí van algunos pequeños chistes (anedotas o piadas) para ilustrar este costumbre.

Con cariño y admiración a un pueblo tan noble.

Sabem como é que os alentejanos andam de bicicleta?
mãos na guiadera
pés na pidalera
cú na sentadera
cornos n'azinhera.


Sabem porque é que os alentejanos não comem iogurtes?
Porque quando chega ao estômago, já passou o prazo de validade...


Porque é que os Alentejanos gostam de tomar a bica na casa de banho?
Para tomarem a bica com cheirinho.


Porque é que os Alentejanos agora vivem em casas redondas?
Para os filhos não poderem cagar nos cantos.


Com amizade e muito carinho a tudo o povo alentejano.

O coração tem três portas

Dulce Pontes.
O coração tem três portas já é disco de ouro!

O primeiro album inteiramente produzido por Dulce Pontes. As três portas de um coração português: Fado, Folclore/Música popular Portuguesa e Música de inspiração medieval/ Fado de Coimbra. Uma paleta sonora de música de raíz portuguesa, onde é proposta uma viagem que atravessa vários estados de espírito no sentido de cumprir o propósito de nos fazer atravessar essas "portas abertas á emoção".O primeiro CD é testemunho do encontro sempre desejado com o público que Dulce tanto ama. Só poderia ter sido gravado ao vivo. O fado vive mais nesse encontro directo, quando se desnuda, partilha feridas e exalta a esperança cantando a tristeza ou sorri de cumplicidade face a uma "A velha tendinha" relembrando Herminia Silva. De forma gradual e subtil o primeiro CD vai-se aproximando do folclore e da música popular portuguesa. Dulce segue as pegadas do grande mestre José Afonso criando uma atmosfera ora tradicional , ora vanguardista. Termina ao piano no seu mais íntimo fôlego, onde instrumento e voz são um só. O segundo CD foi gravado na Igreja de Santa Maria em Óbidos e nesse "castelo mágico" que é o Convento de Cristo em Tomar. Procurou as acústicas arquitectónicas de cada sala, elegendo cada uma delas em função da característica musical de cada tema, com o objectivo final de os servir e valorizar. Totalmente gravado ao vivo e a nú, revelando a sua formação clássica, consegue transmitir uma espiritualidade sem nome ou rito. Apenas o coração. O DVD possui um making-off , registo das gravações de Óbidos e Tomar e de um Concerto em Istambul. Penso que valeu a pena a espera...

Ignacio Ramonet


Ignacio Ramonet: un hombre honesto.

Ignacio Ramonet, director de Le Monde diplomatique, es una de las cabezas mejor organizadas que existen en el mundo de la cultura. A él conviene lo que el presidente Burguiba dijo del joven Béchir Ben Yahmed, que tantos éxitos periodísticos cosecharía al frente de Jeune Afrique, "sabe terminar bien una frase... porque su cabeza está bien estructurada".

Español reciclado en la Francia del esprit y de la grandeur, de Montaigne y de Voltaire, es un ciudadano universal con la mayor capacidad de seducción en sus certeros análisis de la realidad social.
El periódico que dirige y sus libros son referentes obligados en geopolítica y estrategia internacional así como en teoría de la comunicación audiovisual de cuya cátedra, en París-VII, es maestro de prestigio.
Ante esta época del calamar, en la que todo parece convertirse en tinta y se publican libros como hongos aunque uno tenga que abandonarlos nada más abrirlos porque están huecos y sin substancia, es refrescante acercarse a fuentes tan claras y ricas como los escritos de Ramonet. Un mundo sin rumbo, La tiranía de la comunicación, Télévision et pouvoirs, Nouveaux pouvoirs, nouveaux mâitres du monde y su formidable participación en Pensamiento crítico vrs. pensamiento único, entre otros, se encuentran entre las mejores obras que abordan el poder de los medios de comunicación de masas y la tiranía de quienes manipulan las vidas de millones de seres al controlar la economía por medio del pensamiento único "esa especie de doctrina viscosa que, insensiblemente, envuelve cualquier razonamiento rebelde, lo inhibe, lo perturba, lo paraliza y acaba por ahogarlo". Él fue quien lanzó el concepto y la expresión de pensamiento único que tanta fortuna habría de alcanzar.
Pocos analistas han estudiado tan certeramente lo que denominó la "geopolítica del caos" que, desde el final de la guerra fría, en 1989, se ha expandido en el mundo sumiendo en la violencia a un enorme número de países: más de sesenta conflictos han provocado centenares de miles de muertos y más de diecisiete millones de desplazados. Denuncia que los conflictos, la violencia y las convulsiones no son exclusivamente militares pues otras guerras se desarrollan a escala planetaria, donde se ahonda el abismo de las desigualdades y las transnacionales amplían su poder ante la impotencia de los Estados, los sindicatos, los partidos y los movimientos sociales junto con la mismos medios de comunicación social que habían apostado por la libertad y por la esperanza.
Hace 20 años había publicado La golosina visual que acaba de reeditar en versión actualizada dada la irrupción de Internet y la progresiva desaparición de la información de calidad. En ella, Ramonet analiza el impacto de la megafusión de AOL (que valía 5.200 millones de dólares) con el conglomerado Time-Warner-CNN-EMI (26.600 millones) presentándolo como una de las aberraciones de la nueva economía: AOL absorbió a Time-Warner a pesar de tener ésta un valor muy superior antes de la descomunal valorización en Bolsa de ambas.
Con esa fusión Internet se convierte en una amenaza para los medios de comunicación tradicionales pues "integra la televisión, el cine, la edición, la música, los videojuegos, la información, los datos bursátiles, el deporte, la banca personalizada, la venta anticipada de localidades para espectáculos o billetes de avión, la mensajería electrónica, etc. Internet es ya el único ente capaz de suministrar 24 horas sobre 24 y 7 días sobre 7, informaciones, conocimientos, distracciones, ocio, servicios y compras".
Acostumbrados a las tres funciones de la televisión: informar, educar y distraer, lo novedoso y alarmante es que, con Internet, estas tres funciones se conviertan en: vigilar, anunciar y vender. Vigilar, porque cada intervención sobre la red deja un rastro que los amos de Internet podrán manipular. Anunciar, porque la economía de Internet es esencialmente publicitaria. Vender, porque ese será el objetivo principal de Internet.
El capital del nuevo medio de comunicación son los internautas que entran en un portal de acceso a la red. Antes los media vendían información a los ciudadanos. Ahora, a través de la red, venden consumidores a los anunciantes. "Se trata de una revolución copernicana", dice Ramonet. Y si la información se ofrece gratis ¿por qué los medios van a correr con muchos gastos para obtenerla?
Recuerda nuestro autor que en los medios siempre se han dado trucajes y mentiras, pero su número se ha desbordado. Y cuenta una serie de casos llenos de interés y que pueden servirnos como aviso de los que nos espera.
Impresionan las palabras con las que concluye la Introducción: "Hoy sabemos, con espanto, que nuestra sumisión y el control de nuestros espíritus no serán conquistados por la fuerza sino a través de la seducción, no como acatamiento de una orden, sino por nuestro propio deseo, no mediante el castigo, sino por ansia de placer..."
Por eso, dice, es urgente recordar el grito de alerta lanzado ya hace tiempo, en 1931, por Aldous Huxley: en una época de avanzada tecnología, el riesgo más grande para las ideas, la cultura y el espíritu, llegará antes de un enemigo de rostro sonriente que de un adversario que inspire odio y terror.

En un aeropuerto español hay un espléndido mural con estas palabras: "Lo que se ve es visión de lo invisible". Ramonet prefiere citar a René Char: "Si el hombre a veces no cerrara soberanamente los ojos, acabaría por no ver lo que vale la pena contemplar". El Buda dice en el Dharmapada que no dejemos escapar el instante.

lunes, 12 de febrero de 2007

¿Que será primero el huevo o el fuero?


De las ceremonias de comer y cagar.

El comer y el cagar forman parte del mismo proceso fisiológico, constituyendo los puntos terminales. Por un extremo entran los alimentos; por el otro se expulsan los desechos. Sin embargo, las ceremonias son muy distintas. Comemos en grupo, cagamos en solitario. Naturalmente, se invocan razones de higiene. Pero cabe preguntarse si serán válidas en el futuro, pues los churros saldrán totalmente esterilizados.


Y bien, las posibilidades son variadas. Veamos. Puede que se siga cagando en solitario y también se coma en solitario, llenos de vergüenza de hacerlo en grupo; o que ambas funciones se cumplan en solitario o ambas en grupo, y limpiarse el culo sea un acto tan elegante como hoy limpiarse la boca, ni el material habrá que cambiarlo, servilletas de papel y papel de baño son una y misma cosa. Sin contar que "¡vete a la mierda!" ya no se entenderá como insulto y sí el "¡vete a los espaguetis!" o el "¡vete al filete!" o el "vete a la ensalada!".


El tiempo lo dirá.

Nuevos Tiempos


Nuevos tiempos.

El portavoz de la Comisión Ejecutiva Regional del PSOE de Extremadura, Francisco Fuentes, ha explicitado hoy las líneas maestras de las listas que el PSOE en coalición con los Regionalistas presentarán a las próximas Elecciones Autonómicas de mayo. Esas líneas se concretizan en tres parámetros muy nítidos: continuidad, paridad y renovación importante, continuidad con la tarea bien hecha, paridad entre sexos, renovación marcada por la necesidad de dar entrada a nuevas personas dispuestas a seguir en la ardua tarea de mejorar más y mejor esta Extremadura.

No existe mejor barómetro para marcar las buenas vibraciones que se producen dentro de los socialistas extremeños y la mejor forma de visualizar de que nadie quede atrás en esta nueva e ilusionante etapa.



La mano que mece la cuna


La mano que mece la cuna.

Aznar ha escrito una carta a The Times para mostar su indignación por la publicación de la entrevista con el asesino de 25 personas, Iñaki De Juana Chaos. El ex presidente del Gobierno intenta dar lecciones al director del periódico que, paradójicamente, forma parte de News Corporation, del que el mismo Aznar es miembro.


"Estimado director, querido amigo,
"Quiero expresar mi asombro y mi más amplio pesar por la publicación en The Times, un periódico de gran reputación e influencia, de la entrevista al terrorista de ETA Ignacio de Juana Chaos. De Juana, que ha decidido empezar voluntariamente una huelga de hambre, es responsable de la muerte de más de 25 personas y de muchos otros crímenes. En cualquier caso, su publicitado dolor no puede ser comparado con el dolor que ha causado a las familias de las víctimas".
"Siempre he mantenido, tanto en público como en privado, que este tipo de entrevistas son publicidad gratuita para los terroristas y sus obvios intereses. ETA es conocida en todo el mundo como un grupo terrorista, responsable de miles de actos criminales y víctimas. Llamar a ETA grupo `separatista´ es como llamar a Al Qaeda grupo religioso".
"Este terrorista ha sido condenado por la Corte Española de Justicia. No hay razón para hablar de `sentencia política´ por que solo se ha aplicado estrictamente la Ley".
"Para mí y para la gran mayoría de la sociedad española la huelga de hambre no es un dilema sino una simple elección. Y para mí y para la gran mayoría de los españoles no hay ningún dilema en decidir luchar y defenderse del terror, en aplicar la Ley. Ésta es nuestra responsabilidad y deber. Siempre he trabajado por ello y continuaré haciéndolo con mis mejores esfuerzos".
Suyo sinceramente,

¿Pero ETA no era comocida en el mundo entero como "el movimiento vasco de liberación", a quien el gobierno (entonces del PP) y Aznar "personalmente" autorizaron "contactos"?.

Por cierto, "porque" [sentencia política´ POR QUE solo se ha aplicado estrictamente la Ley"]debe actuar como conjunción causal y va todo juntito. Además, sólo en esta oración debe funcionar como un adverbio, no como un adjetivo.

Como estarán las cosas y seguro que su Jefe, Rupert Murdoch, no se lo tiene en cuenta, es un tierno momento de aquel que parece morder la mano que le da de comer.

domingo, 11 de febrero de 2007

Vitoria do SIM. Portugal aposta pela mudança.


Vitoria do SIM.

Con 2.238.053 votos favorables al SI (59,25%) frente a 1.539.078 votos favorables al NO (40,75%) las cosas cambian en Portugal con respecto al Referéndum celebrado en 1.998 donde el triunfo correspondió al NO.

El Primer Ministro y Secretario General del Partido Socialista hizo las siguientes declaraciones con respecto al resultado:

Referendo IVG
Declaração do Secretário Geral do Partido Socialista
Eng. José Sócrates
11 de Fevereiro de 2007
Quero começar por saudar todos os portugueses que votaram neste referendo.
Tivemos hoje uma participação francamente superior à do referendo de 1998.
Os portugueses deram com o seu voto um bom contributo para a dignificação
da democracia portuguesa.
O Povo falou e falou de forma clara. O resultado deste referendo vem reforçar
a legitimidade da opção política e legislativa que estava em causa nesta
consulta popular.
Mas quero também saudar todos aqueles que fizeram campanha neste
referendo. De um lado e do outro. Todos os cidadãos que se organizaram em
movimentos pelo sim e pelo não e que se bateram pelas suas convicções.
Todos deram um valioso contributo cívico para a democracia e permitiram um
debate aberto, esclarecedor e conclusivo.
Como sempre disse durante a campanha este referendo não se destinava a
derrotar ninguém. Este referendo destinouse a apurar a vontade dos
portugueses sobre a despenalização da IVG até às 10 semanas. É essa
vontade que agora nos compete respeitar.



Referendo do Aborto . Hoje é a data


Jorge Sampaio preside a mesa de voto.

O antigo Presidente da República está a presidir à mesa de voto instalada na Escola Marquesa de Alorna, em Lisboa. Jorge Sampaio afirma que se trata de um dever cívico e apela a outras figuras de peso na vida política nacional para fazerem o mesmo.

O cidadão Jorge Sampaio foi o segundo eleitor a votar na 4ª secção de voto da Escola Marquesa de Alorna, a mesma onde assume funções de presidente da mesa. Antes dele, às 8h00 em ponto, votou uma mulher, Maria José Ritta. Jorge Sampaio é o primeiro ex-presidente da República a assumir a presidência de uma mesa de voto. Não nega que gostava de ver outras figuras políticas seguir-lhe o exemplo. Não foi a primeira vez que Jorge Sampaio assumiu estas funções. Antes de ter sido Presidente da República já tinha trabalho nas eleições em que Ramalho Eanes foi eleito. Admite voltar a fazê-lo se o convidarem novamente.

viernes, 9 de febrero de 2007

Crear riqueza en Extremadura:SI


Crear riqueza en Extremadura: SI


Ante la polémica suscitada en el seno de la sociedad extremeña sobre la posibilidad de crear una Refinería en Tierra de Barros, me gustaría hacer algunas reflexiones, con el ánimo de clarificar el estado de la cuestión.
Parto de la base de que la afirmación de que la única manera de erradicar el subdesarrollo y el atávico atraso es creando riqueza, y ese principio me parece irrebatible. ¿Cómo oponerse a que una Comunidad Autónoma genere riqueza, si eso implica el surgimiento de nuevas empresas y nuevos empresarios, y también nuevas fuentes de trabajo y nuevos asalariados que con sus ingresos estimularían los circuitos de producción y consumo de mercancías, forjando así un mercado interno vigoroso que desembocaría en un crecimiento económico general?. Habría que estar loco para oponerse a semejante cosa.

Parece que el obstáculo para que la afirmación mencionada se haga realidad, surge cuando las oligarquías se oponen pensando que sólo su grupo reducido de elites propietarias de medios de producción son los escogidos por el destino para crear la riqueza que potencie el desarrollo. Han tenido casi más de dos siglos para lograrlo y no lo han hecho porque las medidas que adopta para asegurarse el monopolio de esta tarea, consisten en impedir que nuevos empresarios y nuevas empresas, fuera de férula oligárquica, surjan produciendo la nueva riqueza, con lo que (sin competencia a la vista) se toma todo el tiempo del mundo para impulsar o no iniciativas modernizadoras, provocando así el atraso que nos agobia.
Un sector moderno de esa oligarquía, imbuido de la ideología neoliberal, también repite que la pobreza sólo puede erradicarse creando riqueza. Los empresarios que lo conforman tienen un horizonte un poquito más amplio que el de sus padres y abuelos oligarcas, pero, deslumbrados como están por las modas teóricas neoconservadoras, creen que la creación de riqueza sólo puede lograrse privatizando el Estado como regulador de ciertas actividades económicas y servicios sociales, y trasladando el control de la economía y la política a una iniciativa privada oligárquica y paraoligárquica.

La propuesta que se debate es el fruto de una realidad emergente, y nueva en nuestra Comunidad Autónoma, que consiste en crear riqueza produciendo más empresarios y más empresas, ampliando hacia las capas medias esta función y no restringiéndola al círculo oligárquico; también en reconocer en la Junta de Extremadura a una estructura reguladora de la política y la economía cuya función primordial es marcar las políticas generales y ser cooperadora necesaria de todo aquello que suponga creación de riqueza y desarrollo bajo la aplicación de su pacto con la ciudadanía, refrendado a través de la libre expresión de la misma en los procesos electorales, y que se concreta en un programa de medidas de amplio calado, eso sí , con un color, sabor y olor determinado que impregna la ideología del mismo. Enfrente, en una extraña mezcla de cóctel explosivo: conservacionistas, paisajistas, nuevos oligarcas, los izquierdistas de salón y una pléyade de viejos grupos de poder que si están dispuestos a ampliar el nuevo cupo de empresarios, pero sólo dentro de la esfera de los parientes sanguíneos y políticos de la oligarquía de toda la vida, y en reducir el papel de la Junta de Extremadura a una mera oficina gerencial que haga cumplir “ la majestad de la ley” de sus negocios y las reglas claras (libres de controles públicos) que los rigen y que imponen ellos mismos.
Estamos ente una oportunidad única, oportunidad que puede permitir la creación de nuevos empresarios y nueva riqueza, por ello es más necesario que nunca que los que siempre miran con anteojeras el futuro de esta región, permitieran que brotara de forma espontánea la convergencia política en torno a algo que es de interés regional, y todos juntos dedicarnos a la noble tarea de crear riqueza por esa vía y Extremadura – que ahora cuenta con empresarios y los recursos para lograrlo – podría finalmente despegar dejando atrás viejas frustraciones y mucha amargura acumulada. El único obstáculo está a la vista. Es viejo por oligárquico, y nuevo por neoliberal, azucarado con un grupo de corifeos de toda clase y condición.
Es obvia y urgente la necesidad de tener claro cuál es el proyecto económico extremeño en el que la ciudadanía entera y sus organizaciones representativas propongan soluciones a sus problemas para que esas propuestas sean la base de un análisis exhaustivo de nuestras carencias y posibilidades, el cuál genere la formulación de una visión compartida del modelo de nuestra Comunidad Autónoma y del sistema productivo que queremos. Esta propuesta necesita el apoyo y el interés de todos y cada uno de los sectores sociales, sólo así será atractiva para todos, en especial para esas nuevas generaciones de jóvenes extremeños que anhelan prosperar en Extremadura y no fuera de ella.

Hoy tenemos los recursos y la gente para impulsar un proyecto multiclasista de generación de riqueza que expanda las capas medias y eleve la calidad de vida de los trabajadores estimulando la inversión en la capacitación laboral de todos los sectores sociales. Urge por ello reencauzar el debate social hacia la convergencia en esta tarea de generación de riqueza mediante la libertad emprendedora de todos los ciudadanos y no sólo de las elites que siempre han detentado el capital pero que nunca lo han arriesgado por esta tierra.
No me cabe la menor duda que esta iniciativa en Tierra de Barros es sólo la punta del iceberg de otras muchas que están larvadas y gestándose en nuestra sociedad, apostar por ella significa que las otras aflorarán y permitirán a Extremadura crecer económicamente. Es la hora de pasar de lo formal a lo concreto y de la teoría a la práctica y dar una oportunidad a un proyecto, que una vez pase todos los controles y cautelas legales, generará en cascada muchos otros y del cuál nadie en su sano juicio querrá quedarse fuera.
Esa es la apuesta y yo me quedo con la idea clara de que Extremadura debe apostar por la riqueza y el desarrollo, nuestro futuro depende de ello.

miércoles, 7 de febrero de 2007

Los Idus de marzo


Crisis en el Ayuntamiento de Badajoz.
Estaba cantado, tardaría mas o menos tiempo, pero la manzana madura se desprendió del árbol y Miguel Celdrán y sus boyss se han encontrado con una papeleta difícil de digerir a pocos meses de las Elecciones Municipales.
Casi próximo a cumplir los 67 años, el Alcalde de la ciudad se siente más joven, fuerte y con brios para afrontar un nuevo mandato, ya serían 4, y no tiene empacho en decir que todo es por su ciudad, que la ama, que la quiere y que la ha convertido en una joya. Los que democraticamente aceptamos, no podría ser de otra manera, que este Señor sea nuestro Alcalde percibíamos que tarde o temprano se rompería el cántaro y como decía el malogrado Carlos Cano " la que armaron, la que liaron con la salia de la masonería y la subversión, la pelota, los toros y las quinielas, el seilla, las letras y el televisor", pero como parece que no hay mal que cien años dure ya está cerrada la crisis y repartida la "carga de leña" del fugido Concejal Monterde entre afines, se apresta de nuevo a seguir siendo el más salao de los Alcaldes posibles, formará una lista a su antojo y dejará hacer a los manijeros de la "cosa municipal", pero confío en que la ciudadanía esta vez entienda que ya va siendo hora de que entren aires nuevos en ese Palacio Municipal, no es cuestión de tiempo, ni tampoco de alternancia, es cuestión de que otra "forma de ser", "estar" y "hacer" haga que nuestra ciudad recupere el fuelle, yo así lo creo y espero que los míos obtengan la confianza de los ciudadanos.
Pero tengo muy claro que hay que ganársela y no me cabe duda que ahora podemos, podemos porque tenemos una persona que quiere ganarse la confianza y se va a dejar en el intento lo mejor de si mismo, muchos con él pondremos nuestro granito de arena para recuperar aquel viejo slogan : Badajoz bien se merece un Alcalde SOCIALISTA.

Una recusación muy interesada

Pablo Pérez Tremps recusado.

Si entramos en el debate, hemos de marcar el campo. Una cosa es la recusación de Pérez Tremps, magistrado del Tribunal Constitucional, y otra cosa es su dimisión.Lo primero ya está consumado. Lo segundo, está por ver. La recusación es discutible pero lo suyo es acatarla como decisión del alto tribunal. La previsible dimisión solo depende del magistrado. Es una decisión personal, por más que formalmente esté previsto su rechazo por parte de la presidenta.
Son las generales de la ley. Pero nadie es inocente en un asunto politizado hasta la última coma del discurso, y en este proceso viene firmado por el PP, pues ya habrán reparado ustedes en que el problema no es el individual de un magistrado recusable sino el corporativo de un tribunal cuya voluntad se define por las afinidades políticas de sus miembros.
De tal suerte que si el PP, como se está viendo, se opone con todas sus fuerzas a una eventual dimisión del recusado no es por amor al Derecho ni a las reglas del juego. Si el PP se rasga las vestiduras ante una previsible dimisión del magistrado, tampoco es por el respeto que le merece el profesor Pérez Tremps una vez apartado del "Estatut".
Nada de eso. Si el PP carga preventivamente la escopeta contra su dimisión es por un cálculo previo de las voluntades de los magistrados cuando al Tribunal le llegue la hora de decidir sobre la constitucionalidad del Estatuto de Autonomía de Cataluña. Como el paso siguiente a la dimisión sería la sustitución y el nombramiento es uno de los dos correspondientes a propuesta del Gobierno, es obvio que el sustituto sería igual o más afín a las tesis del PSOE. Y eso supondría volver al equilibrio del 6 a 6 con voto de calidad de la presidenta, donde las tesis del PP llevarían las de perder.
De ahí los muy fundados temores del principal partido de la oposición, cuyo portavoz, Eduardo Zaplana, se ha explicado con meridiana claridad: "No creo que se atrevan a tanto". Se refiere a los socialistas, anticipando que si Pérez Tremps dimite sólo será por presión del PSOE y no por real gana del magistrado. Todo un proceso de intenciones que, naturalmente, no acepta si, en sentido contrario, se sostiene que la recusación de Pérez Tremps, impulsada por el PP, ha sido meramente instrumental y orientada a alterar la relación de voluntades en el Tribunal respecto a la constitucionalidad del "Estatut".
La cosa se complica aún más si se da la curiosa circunstancia de que el magistrado ponente de la recusación, Rodríguez Zapata, también ha realizado estudios jurídicos previos relacionados con los contenidos del "Estatut". Y más o menos en las mismas fechas que Pérez Tremps, cuando ninguno de los dos eran aún magistrados del Tribunal Constitucional.
Hago mías, prestadas por supuesto, las palabras de Javier Pérez Royo respecto al tema: "la recusación del magistrado del Tribunal Constitucional Pablo Pérez Tremps es una “desvergüenza absoluta”.
Tengo muy claro que lo que no consiguieron con los votos lo intentan conseguir con las togas.