
jueves, 17 de mayo de 2007
Debate en Canal Extremadura

martes, 15 de mayo de 2007
Con morgaño y a lo loco

lunes, 14 de mayo de 2007
Fátima com lotação esgotada

Milhares de peregrinos estrangeiros de 26 países participaram, no passado sábado e domingo, nas cerimónias religiosas da Peregrinação Internacional a Fátima integrados em grupos organizados, informou o Serviço de Peregrinos do Santuário.
Segundo o mesmo, Itália, Polónia, Alemanha, França e Espanha são os países com mais peregrinos inscritos.
Estão também inscritos no Serviço de Peregrinos grupos de África do Sul, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Cabo Verde, Canadá, Coreia do Sul, Costa do Marfim, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Estados Unidos da América, Holanda, Irlanda, Líbano, Reino Unido, República Democrática do Congo, Singapura, Suíça e Ucrânia.
domingo, 13 de mayo de 2007
O que é, afinal, a democracia?

Não é fato que, no momento exato em que a cédula é introduzida na urna, o eleitor transfere para outras mãos a parcela de poder político que detinha até então?
Qualquer manual de direito constitucional nos ensina que a democracia é “uma organização interna do Estado por meio da qual a origem e o exercício do poder político cabe ao povo, permitindo essa organização ao povo governado que também governe, através de seus representantes eleitos”. Aceitar definições como essa, de tal pertinência que quase se confunde com as ciências exatas, corresponderia, quando transpostas para nossa era, a não levar em conta a infinita graduação de estados patológicos com os quais, a qualquer momento, nosso corpo pode ser confrontado.
Em outras palavras: o fato de que a democracia possa ser definida com muita precisão não significa que ela realmente funcione. Uma breve incursão na história das idéias políticas leva a duas observações, muitas vezes relegadas sob o pretexto de que o mundo muda. A primeira para lembrar que a democracia surgiu em Atenas, por volta do século V antes de Cristo; ela pressupunha a participação de todos os homens livres no governo da cidade; baseava-se na forma direta e os cargos eram efetivos, ou atribuídos, por meio de um sistema misto de sorteio e de eleição; e os cidadãos tinham o direito de voto e o de apresentar propostas nas assembléias populares.
É, no entanto - esta é a segunda observação - em Roma, a sucessora dos gregos, é que o sistema democrático não conseguiu se impor. O obstáculo veio com o poder econômico colossal de uma aristocracia latifundiária que via na democracia um inimigo direto. Apesar do risco de qualquer tipo de extrapolação, seria possível deixar de questionar se os impérios econômicos contemporâneos não seriam também adversários radicais da democracia, ainda que mantenham as aparências?
As instâncias do poder político tentam desviar nossa atenção do óbvio: dentro do próprio mecanismo eleitoral, encontram-se em conflito uma opção política, representada pelo voto, e uma abdicação cívica. Não é fato que, no momento exato em que a cédula é introduzida na urna, o eleitor transfere para outras mãos – sem qualquer contrapartida, salvo promessas feitas durante a campanha eleitoral – a parcela de poder político que detinha até então enquanto membro da comunidade de cidadãos?
Pode passar pelo espírito de alguns leitores uma desagradável suspeita sobre minhas convicções democráticas, tendo em vista minhas notórias posições ideológicas... Defendo a idéia de um mundo verdadeiramente democrático que se tornaria realidade dois mil e quinhentos anos depois de Sócrates, Platão e Aristóteles. Essa quimera grega de uma sociedade harmoniosa, que não se dividiria em senhores e escravos, tal como a concebem os cândidos espíritos que ainda acreditam na perfeição.
A vontade política e o voto
Poderão dizer: mas as democracias ocidentais não são censitárias, nem racistas e o voto do cidadão rico e branco tem o mesmo valor nas urnas que o do cidadão pobre e de pele morena. Se confiássemos em tais aparências, teríamos atingido o supra-sumo da democracia.
Sob o risco de diminuir essas paixões, eu diria que as realidades brutais do mundo em que vivemos tornam ridículo esse cenário idílico e que, de uma ou de outra maneira, acabaremos por cair num organismo autoritário dissimulado sob os mais belos paramentos da democracia.
O direito de voto, por exemplo, expressão de uma vontade política, também é um ato de renúncia a essa mesma vontade, pois o eleitor a delega a um candidato. O ato de votar, pelo menos para uma parcela da população, é uma forma de renúncia temporária à ação política pessoal, discretamente adiada até as eleições seguintes, quando os mecanismos de delegação de poder voltarão ao ponto de partida para tudo recomeçar de novo.
Vínculos reveladores
Essa renúncia pode constituir, para a minoria eleita, o primeiro passo de um mecanismo que muitas vezes autoriza, apesar das vãs esperanças dos eleitores, a determinação de objetivos que nada têm de democráticos e podem até ser autênticas ofensas à lei. Em princípio, não ocorreria a ninguém eleger como representantes no Parlamento pessoas corruptas, ainda que a triste experiência nos ensine que as altas esferas do poder, no plano nacional e internacional, são ocupadas por criminosos desse tipo ou por seus representantes. Nenhum exame ao microscópio dos votos depositados nas urnas permitiria tornar visíveis os vínculos reveladores das relações entre os Estados e os grupos econômicos cujas ações ilícitas – até de guerra – conduzem nosso planeta rumo à catástrofe.
Pensávamos ter avançado, mas, na realidade, recuamos. Falar de democracia se tornará cada vez mais absurdo se nos obstinarmos em identificá-la com instituições que respondem por partidos, parlamentos ou governos, sem proceder a um exame do uso que estes últimos fazem do voto que lhes permitiu o acesso ao poder. Uma democracia que não faz autocrítica está condenada à paralisia.
Qualifico-os assim porque não vejo outra forma de designá-los. Uma verdadeira democracia que, como um sol, inundasse todos os povos com sua luz, deveria começar pelo que temos à mão, ou seja, o país em que nascemos, a sociedade em que vivemos, a rua em que moramos.
A questão principal que se coloca para qualquer tipo de organização humana, desde que o mundo é mundo, é a do poder. E o principal problema é o de identificar quem o detém, de verificar por que meios o conseguiu, o uso que dele faz, os métodos que utiliza e quais são suas ambições.
Se a democracia realmente fosse o governo do povo, para o povo e pelo povo, terminaria o debate. Mas não é esse o caso. E só um espírito cínico se arriscaria a afirmar que o mundo em que vivemos vai às mil maravilhas.
Também se diz que a democracia é o menos ruim dos sistemas políticos e ninguém ressalta que essa constatação resignada de um modelo que se contenta em ser “o menos ruim” pode constituir um freio à busca por algo de “melhor”.
O poder democrático é, por sua natureza, sempre provisório. Depende da estabilidade das eleições, do fluxo das ideologias e dos interesses de classe. É possível ver nele uma espécie de barômetro orgânico que registra as variações da vontade política da sociedade. Porém, de maneira flagrante, só se computam as alternâncias políticas aparentemente radicais, que resultam em mudanças de governo, mas que não são acompanhadas por transformações sociais, econômicas e culturais tão fundamentais quanto o resultado da eleição faria supor.
Na realidade, chamar um governo “socialista”, ou “social-democrata”, ou ainda “conservador”, ou “liberal”, e denominá-lo “poder” não passa de uma operação estética barata. Trata-se de fingir dar nome a algo que não está ali, onde querem nos fazer crer que esteja. Pois o poder, o verdadeiro poder, está em outro lugar: é o poder econômico. É aquele do qual percebemos o contorno em filigrana, mas que nos foge quando tentamos aproximar-nos e contra-ataca se entende que desejamos limitar sua influência, submetendo-o às regras do interesse geral.
Aqui, apenas enuncio verdades elementares. Os estrategistas políticos, de toda e qualquer filiação partidária, impuseram um silêncio prudente para que ninguém ousasse insinuar que continuamos cultivando a mentira e aceitamos ser seus cúmplices.
O chamado sistema democrático parece, cada vez mais, um governo dos ricos e, cada vez menos, um governo do povo. Impossível negar o óbvio: a massa de pobres convocada a votar jamais é chamada a governar. Na hipótese de um governo formado pelos pobres, em que estes representassem a maioria – como Aristóteles o imaginou, em sua Política –, eles não disporiam de meios para modificar a organização do universo dos ricos, que os dominam, os vigiam e os oprimem.
A pretensa democracia ocidental entrou numa etapa de transformação retrógrada que ela é incapaz de deter e cujas conseqüências previsíveis serão sua própria negação. Não é necessário que alguém assuma a responsabilidade de liquidá-la; ela própria se suicida diariamente.
sábado, 12 de mayo de 2007
Ignacio Ramonet. Reconstruir

El programa del candidato de la Unión por un Movimiento Popular (UMP) y las fuerzas que optó por congregar a su alrededor marcan una inflexión mayor: reflejan al primer Presidente francés a la vez neoliberal, autoritario, proestadounidense y proisraelí.
La confusión sistemática de una campaña marcada por referencias eclécticas, desde Juana de Arco a Léon Blum, no alcanza para disimular el muy marcado perfil político de Sarkozy. Si bien apela a un voluntarismo gracias al cual el Estado podría "proteger" a Francia y a los franceses, su programa económico y social se nutre de las viejas recetas thactcheristas y privilegia... a los privilegiados. En el mismo sentido, sus alabanzas republicanas no alcanzaron a borrar su visión esencialmente securitaria de la sociedad, en la que simplemente responde con la represión a las reivindicaciones de las categorías populares y la juventud. En una prolongación lógica de esta manera de pensar, sus opiniones sobre los orígenes genéticos de la pedofilia y del suicidio son claramente ilustrativas sobre la eugenesia rampante que lo inspira. Finalmente, a pesar de los esfuerzos que hizo por atenuar el efecto de la bendición solicitada al presidente George W. Bush, no renegó de su voluntad de acercamiento a la política estadounidense, incluso en Oriente Próximo, por no hablar del entierro del referéndum del 29 de mayo de 2005 sobre el Tratado Constitucional de la Unión Europea, anunciado mediante un procedimiento parlamentario...
El programa de Sarkozy es importante; la "clientela" que se lo compró no lo es menos. Desde este punto de vista, las grandes maniobras del periodo que separó a ambas vueltas electorales, destinadas a recuperar el electorado centrista de François Bayrou no borran de la memoria los meses de incitación al electorado de extrema derecha de Jean-Marie Le Pen. Con la excusa de "reconvertir" a la democracia a las tropas de este último, el candidato de la derecha hizo suyas las tesis de la extrema derecha: desde la propuesta de crear un Ministerio de la Inmigración y de la Identidad nacional a la recuperación de la consigna "Francia, o se la ama, o se la deja"; desde la caza a los indocumentados incluso en las puertas de las escuelas, a la abolición de la disposición de 1945 que protege a los menores; de la pseudo defensa de aquellos que "se levantan temprano" contra los "que se aprovechan" y los "asistidos"...
Ninguno de sus predecesores había llegado tan lejos para hacerse elegir: conviene medir correctamente la situación antes de celebrar el retroceso electoral del Frente Nacional de Le Pen...
Pero los esfuerzos de Sarkozy y los apoyos mediáticos masivos de los que se ha beneficiado no explican, por sí solos, su éxito. No más que los efectos perversos, verificados una vez más, de la elección presidencial por medio del sufragio universal: personalización, demagogia, voto útil... Pesó sobre todo la ausencia, frente a la derecha y la extrema derecha, de una auténtica alternativa política. Nunca desde 1969 había sido tan escaso el total de los votos de la izquierda en la primera vuelta (36,44%). ¡Y con razón! El Partido Socialista se dejó imponer por las encuestas una candidata, Ségolène Royal, que por cierto logró borrar el traumatismo de 2002, pero sin ofrecer a las fuerzas populares una perspectiva movilizadora. Aun más cuando a su lado, el Partido Comunista, la extrema izquierda y los ecologistas no se unieron para prolongar tanto las grandes movilizaciones sociales por la defensa de la Seguridad Social como de las jubilaciones; el envión del "No" en el referéndum del 29 de mayo de 2005 y la cólera de los suburbios. Más allá de las peleas de aparato y de personas, el centro de la cuestión es en primer lugar la incapacidad de pensar una política anticapitalista a la escala de Francia y de Europa.
Es sobre el terreno que hay que empezar a reconstruir, y sin demora. Porque si ganan las elecciones legislativas de junio próximo, la derecha y la extrema derecha en el poder intentarán hacer pasar por la fuerza su política de destrucción social: contrato de trabajo único a imitación del CNE (Contrato Nuevo Empleo); incremento del tiempo de trabajo; obligación de actividad a cambio de las protecciones sociales mínimas; limitación del derecho de huelga; rotura del Código del Trabajo; supresión de los derechos de sucesión y, por medio del "escudo fiscal", supresión del impuesto a las grandes fortunas; mayor desmantelamiento de los servicios públicos, de la protección social y de las jubilaciones; disminución progresiva del presupuesto de sanidad; no reemplazo de uno de cada dos funcionarios que se jubilen; liquidación del mapa escolar; nuevos cuestionamientos sobre las jubilaciones; caza a los inmigrantes, con el agregado de un llamamiento a la mano de obra "elegida" del Sur; relanzamiento de la Europa liberal y apoyo a la política estadounidense... La izquierda va a necesitar de todas sus fuerzas para resistir esta ofensiva sin precedentes, pero también para recuperar una perspectiva de cambio.
Le Monde diplomatique no es el órgano de un partido ni de una asociación. No es un periódico militante. Pero se compromete con valores que defiende desde hace décadas. Y es así, a su manera, que pretende contribuir a una arquitectura intelectual alternativa: esforzándose por hacer conocer mejor las realidades geopolíticas del mundo contemporáneo, informando sobre las experiencias sociales y políticas que se desarrollan, tomando su lugar en los debates de ideas en curso.
Para reconstruir.
viernes, 11 de mayo de 2007
Badajoz, se lo merece.

jueves, 10 de mayo de 2007
Avanti tutta

martes, 8 de mayo de 2007
Fotos nas Ruas em Estremoz

A cidade alentejana de Estremoz é «invadida» este mês com exposições de fotografia, espalhadas por espaços culturais, mas também pelas ruas e às portas das lojas, no decorrer de um certame dedicado à «Imagem».
O Vereador da Cultura e Vice Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Dr. João Carlos Rodrigues Fragoso Chouriço disse que a iniciativa está inserida num projecto autárquico designado por «Meses Temáticos».
Algumas exposições de fotografia estão nas ruas e às portas das lojas, para que as pessoas que habitualmente não vão às salas de exposição e aos museus também tenham hipótese de desfrutar das imagens.
Com o objectivo de «levar a imagem às pessoas», as exposições ao ar livre estão patentes na Rua 31 de Janeiro e no Rossio Marquês de Pombal, na área dos principais cafés da cidade. A intenção, explicou o autarca, «passa por levar as pessoas a percorrer a cidade para apreciar as imagens que estão expostas em diferentes espaços».
O «Mês da Imagem» conta com uma exposição fotográfica que inclui trabalhos do sétimo Prémio de Fotojornalismo, promovido pela revista Visão e pelo BES. O programa apresenta ainda actividades relacionadas com a educação pela imagem, num projecto que pretende fazer uma aproximação e contacto regular dos jovens alunos com a linguagem cinematográfica, sobretudo com o cinema português realizado por uma nova geração de cineastas.
Uma das actividades, «Europa em curtas para crianças», incluiu um programa de filmes de animação adequado a crianças a partir dos três anos, que pretende ser um testemunho da riqueza do cinema de animação europeu.
lunes, 7 de mayo de 2007
C´est la Democratie


jueves, 3 de mayo de 2007
Ségolène Royal. Présidente de la France

miércoles, 2 de mayo de 2007
Não gostamos de meninos gordos


A quantidade de energia ingerida superior à gasta pelo organismo é um dos factores que está na origem da obesidade, sublinha o Governo, que pretende apostar na prevenção e combate como uma prioridade política dos ministérios da Educação e da Saúde.
Em Portugal, cerca de 32 por cento das crianças entre os sete e os nove anos de idade tem excesso de peso e 11 por cento é obesa. Além disso, 24 por cento das crianças em idade pré-escolar apresenta excesso de peso e sete por cento obesidade, de acordo com dados do Ministério.
Na idade adulta, os dados são ainda mais preocupantes, uma vez que metade da população tem excesso de peso e 15 por cento é obesa, estimando-se que os custos directos da obesidade absorvam 3,5 por cento das despesas totais de saúde.
«Tornam-se necessárias acções de grande impacto mediático para alertar a população para a gravidade do problema, sendo também essencial encontrar e disponibilizar soluções» ao nível dos cuidados primários e hospitalares, lê-se no documento de apresentação.
O Governo reconhece ainda a necessidade de intensificar trabalhos de investigação científica e aplicada, mobilizando energias, recursos e meios, «nomeadamente nas instituições académicas e no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em articulação com centros de saúde e hospitais».
Com este instrumento, o Ministério da Saúde afirma que será possível diminuir e prevenir doenças crónicas de elevada prevalência como a diabetes e a doença cardiovascular, conseguindo ganhos na prevenção de outras doenças como cancro e doenças osteo-articulares.
Nesta plataforma colaboram representantes dos ministérios da Saúde, da Educação, da Economia, da Agricultura e da Associação Nacional de Municípios Portugueses, bem como de associações da sociedade civil.
Entre as acções a desenvolver está a tradução e divulgação da Carta Europeia de Combate à Obesidade e a edição da Carta Portuguesa. Carta Europeia de luta contra a Obesidade ( en inglés).
Controlar, através de proposta de lei, o perfil nutricional (quantidade de calorias, sal, açúcar e gorduras) dos alimentos produzidos pela indústria alimentar, bem como a informação contida na rotulagem das embalagens é outro objectivo.
Ao nível da prestação dos cuidados de saúde, deverão alguns centros de saúde desenvolver um programa experimental de consultas com médicos, nutricionistas, fisiologistas do exercício, psicólogos e enfermeiros.
No âmbito da plataforma, será também criado um módulo apropriado de aconselhamento no Centro de Atendimento Telefónico do Serviço Nacional de Saúde.
A plataforma propõe-se igualmente definir e promover um menu saudável, à semelhança do turístico, e atribuir um prémio aos estabelecimentos que o adoptem, através de um concurso anual.
Aos municípios pede-se que adoptem orientações em matéria de urbanismo promotoras da actividade física, prevendo nos Planos Directores Municipais (PDM) locais públicos para a prática de exercício, actividades físicas e desportivas, entre parques, passeios pedonais e ciclovias.
Criar gabinetes nos municípios com competências em matéria de alimentação que supervisionem a alimentação pré-escolar e escolar é outra medida preconizada.
Os obesos têm menos empregos, menos amigos e mais dificuldade em casar. As mulheres são as mais afectadas por uma exclusão que vem de todos os sectores da sociedade. O Ministério da Saúde apresentou esta quarta-feira uma plataforma para mudar comportamentos e combater a «epidemia do século».
A obesidade é uma doença com pesadas consequências sociais. Para além de todas as complicações físicas, a «gordura a mais» leva os outros a «pôr de lado» crianças, adultos, idosos, homens e mulheres. «As pessoas não gostam de gordos. São segregados pela sociedade» concluiu João Breda, nutricionista e coordenador da Plataforma Contra a Obesidade.
Na apresentação efectuada pelo responsável foram divulgados dados que ilustram a exclusão social de que os gordos são vítimas. A rejeição começa logo nos mais novos. Cerca de sete por cento das crianças, quando questionadas, recusam a ideia de ter um melhor amigo com excesso de peso. Também existem estudos que indicam piores resultados escolares entre os jovens com excesso de peso, assim como um menor acesso ao ensino superior.
Nas empresas os casos de exclusão também são comuns. Cerca de 80 por cento dos directores gerais de companhias do Reino Unido admitiram ter preconceitos contra os obesos e 93 por cento admitiram que, em igualdade de qualificações, dariam emprego a um candidato não obeso, em detrimento de um gordo.
«As atitudes negativas chegam a vir dos profissionais de saúde», salientou João Breda. A gordura atinge todos, mas o sexo feminino sofre mais na carteira. As mulheres obesas recebem, em geral, menos nove por cento do rendimento salarial e, como consequência, recebem três vezes mais apoios da Segurança Social e da Saúde.
Nas relações íntimas os dados comprovam o que muitos experimentam na pele. Ter um namorado ou um marido é mais difícil para os obesos. Os gordos têm menos 20 por cento de probabilidade de ter uma relação amorosa. A falta de auto-estima e a depressão são consequências directas. A obesidade «é um pesado fardo na auto-estima e sobre a vontade de viver», salientou o ministro da Saúde, Correia Campos.
Segundo o nutricionista João Breda, está instalado um novo paradigma social, em que os mais pobres têm maior risco de serem obesos, ao apresentarem piores hábitos alimentares e menor actividade física.
A obesidade tem consequências mais graves para as mulheres, para os que são obesos desde crianças e para aqueles que são mais gordos. A epidemia que, para Correia Campos é uma doença «evitável», é também responsável por dois a oito por cento dos custos de Saúde e por 10 a 13 por cento da mortalidade em diferentes países da Europa.
lunes, 30 de abril de 2007
Doña Rosa sostenella y no enmendalla

domingo, 29 de abril de 2007
La Fiesta del Trabajo Nazional

A justiça social, o combate ao capitalismo selvagem, mas também o combate à luta de classes, são "bandeiras" que os Nacionalistas reclamam para si. Nessa medida, a nossa jornada não é sectária, mas integral.
jueves, 26 de abril de 2007
¿Quién dijo miedo?
Uno se queda patidifuso, pasmao, onnubilado y mirando para Coria ( con permiso de los caurienses) al encontrarse en estas redes malignas - las controla el Diablo - cosas como la que hace de entradilla en este comentario. No se trata de una boutade, ni de una pasada mañanera con las copitas de Ojén, o darle al aguardente bagaçeira más de la cuenta, no, se trata de una realidad emanada de un pío y santo centro del Saber Ilustrado como es la Universidad Católica San Antonio de Murcia, lugar al que hay que llevar a los hijos que están en edad de aprender porque de allí, a un módico precio, te salen tus hijos no solo formados y titulados sino con un puesto de trabajo asegurado para toda la vida. De tan sacro y pío lugar tan solo salen personas dignas, honestas, formadas, capacitadas y llamadas a la GLORIA.
Un baranda de la prestigiosa Université, llamado el pavo por más señas, el muy insigne, docto, muy pío y santo Doctor Don José Abellán Alemán, Catedrático de Riesgo Vascular, ha largado sin cortarse un pelo que: "las mujeres que trabajan incrementan el riesgo de infarto de sus parejas", se sobreentiende que son parejas de las de toda la vida, casadas, bendecidas, sumisas, amantísimas, las otras - esas extrañas - no cuentan, que cosas tiene usted ,del nefando pecado nada de nada en ese centro sacro del saber.
El nota, después de haber largao, se ha quedado tan ancho y ha explicado a los parroquianos y usuarios de tan afamada Universidad (muito Católica toda ella) que "la competitividad en la pareja es un factor de riesgo" y como es muy espabilado y docto, aclaró a tan selecto, fino y pío auditorio que se trata de un estudio realizado por la insigne Doctora Alonso (que salvo que sea Carmelita Descalza o Calzada con sandalias Gorila, aquellas que duraban toda la vida- estas al estar casadas con el Señor no tienen ese riesgo-, o esté solteira) y que la susodicha Doctora va a leer, en breves fechas, en la UCAM (así se abrevia tanto ringorrango), el fruto de sus desvelos, horas de estudio e investigación. La finalidad del precitado pío y santo estudio ha estado centrado en el sentimiento religioso y la conflictividad en la pareja, bajo la supervisión del Doctor Don José Abellán Alemán.
Para evitar equívocos el nota se despacha espetando al pío auditorio que: "para que el hombre esté sano su mujer debe quedarse en casa" ( me extraña que la mujer del Nota, si es casado, esté en casa salvo que sea numerario de la OBRA) y añade unas gotitas de perlas cultivadas - de esas buenas (no las que te compras en Mallorca y son de chichi-nabo) que te quedan el cuerpo cortado. Ojo al Nota:
- "Lo que más protege al hombre de riesgos cardiovasculares es estar casado con una mujer que tenga dinero, cierto nivel de estudios y que no trabaje fuera de casa".
- "Esto es así porque ese sentimiento religioso (no lo sabía, si es que haber estudiado en la Extremadura University no mola frente a lo que se aprende en esa Universidad Católica) aumenta la secreción de endorfinas y de neurotransmisores que combaten la ansiedad y reducen el riesgo de infarto".
Abreviando, que es gerundio, el peazo de Catedrático afirma, solemnemente, que el objetivo de tan encomiable estudio de la Doctora Alonso es el de poder difundir y presentar los avances que hay en la evaluación, detección, control y en la asistencia (¿espiritual o letrada al detenido?) de los pacientes cardiovasculares. A tan magno evento están invitadas todas las fuerzas vivas de la Comunidad Autónoma de Murcia (prelados, cancilleres, boticarios, catedráticos, nuncios apostólicos, altos mandos militares de tierra, mar y aire, constructores de urbanizaciones, altos ejecutivos y empresarios de tronío de la huerta) y de parte del territorio nacional y de una nutrida representación de los Estados Pontificios. En total 91 ponentes largarán sobre el tema de marras, de los que la mitad son de Murcia y la otra mitad de fuera ( por aquello de la Ley de la Paridad).
El baranda despidió tan magna presentación diciendo que: "los países mediterraneos han sido siempre los que más baja tasa han tenido en la incidencia de las cardiopatías isquémicas (vamos que te de el yu-yu) porque son los que han tenido una dieta, un estilo de vida, unas costumbres muy sanas, pero que se han ido perdiendo y que es necesario recuperar". En Murcia y en España se ha perdido la dignidad, el saber estar, la educación, las buenas maneras, la sumisión, el amor conyugal, y estar con un pavo hasta que la muerte los separe, pero cuidado, está prohibido trabajar porque te cargas al marido y eso no está nada bien.
Uno no sabe si cortarse las venas o dejárselas crecer, ante tanto ilustrado y culto prócer, pero la verdad es que a algunos parece que las neuronas les practican slalom gigante dentro de su cerebro.
Lo dicho, Don José Abellán Alemán y su aplicada alumna la Doctora Alonso, marcarán un antes y un después en esto del curro femenino, toditas a casa o al club hípico, para no darle disgustos a su maridito.
Pa vernos matao.
Salazarismo hasta en la sopa

Nunca se estrenó en Lisboa, se cayó, como era obvio, de la programación de la EXPO 98 de Lisboa, y a pesar de los intentos de llevarla a la capital por razones muy evidentes este proyecto nunca cuajó. Este nuevo intento cuaja ahora, parece que el encargo de estrenarla en Lisboa se hizo hace más de un año antes de este nuevo revivival que sobre la figura de Salazar azota todo Portugal, y tiene el éxito asegurado al tener la publicidad gratuita que sobre el Dictador existe en la actualidad.
La prensa nacional española ya recogió el evento Manuel Martínez Mediero a El País , al igual que la propia portuguesa Martínez Mediero y José Carretas. Lo importante es que la obra sirva para refrescar la memoria a un desmemoriado pueblo que parece tener "saudades" del viejo Dictador Salazar, confío en que el surrealismo y la verdadera cara de innombrable (estoy harto de él) estén bien representados en la obra, cargada al parecer de fina crítica y acidez sobre la figura del fulano, como muestra la imagen de la fotografía superior en la que Cándido Gómez (el de la Candi2) vestido de Franco y Salazar cantan el himno nacional mezclado con el anuncio histórico del Cola Cao, aquel que era para desayunos y meriendas, lo tomaba el futbolista para meter goles, o era aquel negrito del África tropical que alegremente la cantaba.
Sirva esta obra, eso espero, para enterrar como decía Unamuno, con cien candados el sepulcro y la memoria de tan siniestro personaje.
Suerte y que así sea, pero que nunca sirva para desenterrar viejos saudosismos de un pasado que hizo que Portugal estuviera anclado en el atraso, la ignominia, la mentira, las guerras coloniales que desangraron varias generaciones de jóvenes, la tortura, la cárcel y la opresión de un régimen despótico dirigido por un beato pueblerino y obtuso.
martes, 24 de abril de 2007
Hoy es 25 de abril



