domingo, 13 de mayo de 2007

O que é, afinal, a democracia?


José Samarago volta a sua Azinhaga natal, Concelho de Gôlega, no meio do Ribatejo para voltar a sua infáncia para deixar-se levar pela criança que foi. As Pequenas Memórias nao é simplesmente uma viagem a sua aldeia de nascimento e muitas coisas mais.
No día 27 de maio o povo espanhol tem eleiçoes autárquicas e regionais, a nossa democracia - ainda nova - meresce voltar a ler as palavras do Saramago, podemos tirar muitas coisas das suas palavras.
É preciso questionar a democracia para podermos reiventá-la e não permitir que seja pervertida pelo poder econômico e financeiro que não é nem eleito pelo voto popular nem controlado pelos cidadãos.
Em seu livro Política, Aristóteles começa por nos dizer o seguinte: “Na democracia, os pobres são reis porque são mais numerosos e porque a vontade da maioria tem a força da lei”. Numa segunda passagem, ele parece começar por restringir o alcance dessa primeira frase, em seguida o amplia, completando-o e terminando por estabelecer um axioma: “A eqüidade, no âmbito do Estado, exige que os pobres não detenham, de forma alguma, mais poder do que os ricos, que não sejam os únicos soberanos, mas que todos os cidadãos o sejam em proporção a seu número. Estão aí as condições indispensáveis para que o Estado garanta com eficácia a igualdade e a liberdade.”
Aristóteles nos ensina que os ricos, ainda que participem com toda legitimidade democrática do governo da Polis, continuarão sendo sempre uma minoria devido a uma proporcionalidade incontestável. Por um lado, ele está certo: desde os tempos mais remotos que possamos evocar, os ricos nunca foram mais numerosos que os pobres. Apesar disso, os ricos sempre governaram o mundo, ou manipularam as pessoas que o governavam. Mais do que nunca, essa é uma constatação atual. Note-se, de passagem, que, para Aristóteles, o Estado representa uma forma superior de moralidade...
O obstáculo de Roma

Não é fato que, no momento exato em que a cédula é introduzida na urna, o eleitor transfere para outras mãos a parcela de poder político que detinha até então?

Qualquer manual de direito constitucional nos ensina que a democracia é “uma organização interna do Estado por meio da qual a origem e o exercício do poder político cabe ao povo, permitindo essa organização ao povo governado que também governe, através de seus representantes eleitos”. Aceitar definições como essa, de tal pertinência que quase se confunde com as ciências exatas, corresponderia, quando transpostas para nossa era, a não levar em conta a infinita graduação de estados patológicos com os quais, a qualquer momento, nosso corpo pode ser confrontado.

Em outras palavras: o fato de que a democracia possa ser definida com muita precisão não significa que ela realmente funcione. Uma breve incursão na história das idéias políticas leva a duas observações, muitas vezes relegadas sob o pretexto de que o mundo muda. A primeira para lembrar que a democracia surgiu em Atenas, por volta do século V antes de Cristo; ela pressupunha a participação de todos os homens livres no governo da cidade; baseava-se na forma direta e os cargos eram efetivos, ou atribuídos, por meio de um sistema misto de sorteio e de eleição; e os cidadãos tinham o direito de voto e o de apresentar propostas nas assembléias populares.

É, no entanto - esta é a segunda observação - em Roma, a sucessora dos gregos, é que o sistema democrático não conseguiu se impor. O obstáculo veio com o poder econômico colossal de uma aristocracia latifundiária que via na democracia um inimigo direto. Apesar do risco de qualquer tipo de extrapolação, seria possível deixar de questionar se os impérios econômicos contemporâneos não seriam também adversários radicais da democracia, ainda que mantenham as aparências?
Abdicação cívica

As instâncias do poder político tentam desviar nossa atenção do óbvio: dentro do próprio mecanismo eleitoral, encontram-se em conflito uma opção política, representada pelo voto, e uma abdicação cívica. Não é fato que, no momento exato em que a cédula é introduzida na urna, o eleitor transfere para outras mãos – sem qualquer contrapartida, salvo promessas feitas durante a campanha eleitoral – a parcela de poder político que detinha até então enquanto membro da comunidade de cidadãos?

O papel de advogado do diabo que assumo pode parecer imprudente. Mais um motivo para que examinemos o que vem a ser a nossa democracia e qual a sua utilidade, antes de pretendermos – uma obsessão de nossa época – torná-la obrigatória e universal. Essa caricatura de democracia que, como missionários de uma nova religião, procuramos impor ao resto do mundo não é a democracia dos gregos, mas um sistema que os próprios romanos não teriam hesitado em impor em seus territórios. Este gênero de democracia, deteriorado por mil parâmetros econômicos e financeiros, teria conseguido, sem dúvida alguma, mudar a opinião dos latifundiários do Lácio, que se teriam tornado os mais ferrenhos dos democratas...

Pode passar pelo espírito de alguns leitores uma desagradável suspeita sobre minhas convicções democráticas, tendo em vista minhas notórias posições ideológicas... Defendo a idéia de um mundo verdadeiramente democrático que se tornaria realidade dois mil e quinhentos anos depois de Sócrates, Platão e Aristóteles. Essa quimera grega de uma sociedade harmoniosa, que não se dividiria em senhores e escravos, tal como a concebem os cândidos espíritos que ainda acreditam na perfeição.

A vontade política e o voto

Poderão dizer: mas as democracias ocidentais não são censitárias, nem racistas e o voto do cidadão rico e branco tem o mesmo valor nas urnas que o do cidadão pobre e de pele morena. Se confiássemos em tais aparências, teríamos atingido o supra-sumo da democracia.

Sob o risco de diminuir essas paixões, eu diria que as realidades brutais do mundo em que vivemos tornam ridículo esse cenário idílico e que, de uma ou de outra maneira, acabaremos por cair num organismo autoritário dissimulado sob os mais belos paramentos da democracia.

O direito de voto, por exemplo, expressão de uma vontade política, também é um ato de renúncia a essa mesma vontade, pois o eleitor a delega a um candidato. O ato de votar, pelo menos para uma parcela da população, é uma forma de renúncia temporária à ação política pessoal, discretamente adiada até as eleições seguintes, quando os mecanismos de delegação de poder voltarão ao ponto de partida para tudo recomeçar de novo.

Vínculos reveladores

Essa renúncia pode constituir, para a minoria eleita, o primeiro passo de um mecanismo que muitas vezes autoriza, apesar das vãs esperanças dos eleitores, a determinação de objetivos que nada têm de democráticos e podem até ser autênticas ofensas à lei. Em princípio, não ocorreria a ninguém eleger como representantes no Parlamento pessoas corruptas, ainda que a triste experiência nos ensine que as altas esferas do poder, no plano nacional e internacional, são ocupadas por criminosos desse tipo ou por seus representantes. Nenhum exame ao microscópio dos votos depositados nas urnas permitiria tornar visíveis os vínculos reveladores das relações entre os Estados e os grupos econômicos cujas ações ilícitas – até de guerra – conduzem nosso planeta rumo à catástrofe.
A experiência confirma que uma democracia política que não se baseia numa democracia econômica e cultural de pouco adianta. Desprezada e relegada a ser o depositário de fórmulas obsoletas, a idéia de uma democracia econômica deu lugar a um mercado triunfante que beira a obscenidade. E a idéia de uma democracia cultural foi substituída por uma massificação industrial das culturas, não menos obscena, um pseudo-caldeirão que serve apenas para mascarar a predominância de algumas delas.
Democracia paralisada

Pensávamos ter avançado, mas, na realidade, recuamos. Falar de democracia se tornará cada vez mais absurdo se nos obstinarmos em identificá-la com instituições que respondem por partidos, parlamentos ou governos, sem proceder a um exame do uso que estes últimos fazem do voto que lhes permitiu o acesso ao poder. Uma democracia que não faz autocrítica está condenada à paralisia.
Não concluam que sou contra a existência de partidos: sou militante de um deles. Nem pensem que abomino parlamentos: eu os apreciaria mais se se dedicassem mais à ação do que à palavra. E também não imaginem que sou o inventor de uma receita mágica que permitirá aos povos que vivam felizes sem governos. O que me recuso a admitir é que só seja possível governar e desejar ser governado segundo os modelos democráticos vigentes, incompletos e incoerentes.

Qualifico-os assim porque não vejo outra forma de designá-los. Uma verdadeira democracia que, como um sol, inundasse todos os povos com sua luz, deveria começar pelo que temos à mão, ou seja, o país em que nascemos, a sociedade em que vivemos, a rua em que moramos.
Se essa condição não for respeitada – e não o é – todos os raciocínios acima citados – ou seja, o fundamento teórico e o funcionamento experimental do sistema – serão viciados. Purificar as águas do rio que atravessa a cidade de nada adiantará, se o foco da contaminação se encontra na nascente.
Eleição sem transformação

A questão principal que se coloca para qualquer tipo de organização humana, desde que o mundo é mundo, é a do poder. E o principal problema é o de identificar quem o detém, de verificar por que meios o conseguiu, o uso que dele faz, os métodos que utiliza e quais são suas ambições.

Se a democracia realmente fosse o governo do povo, para o povo e pelo povo, terminaria o debate. Mas não é esse o caso. E só um espírito cínico se arriscaria a afirmar que o mundo em que vivemos vai às mil maravilhas.

Também se diz que a democracia é o menos ruim dos sistemas políticos e ninguém ressalta que essa constatação resignada de um modelo que se contenta em ser “o menos ruim” pode constituir um freio à busca por algo de “melhor”.

O poder democrático é, por sua natureza, sempre provisório. Depende da estabilidade das eleições, do fluxo das ideologias e dos interesses de classe. É possível ver nele uma espécie de barômetro orgânico que registra as variações da vontade política da sociedade. Porém, de maneira flagrante, só se computam as alternâncias políticas aparentemente radicais, que resultam em mudanças de governo, mas que não são acompanhadas por transformações sociais, econômicas e culturais tão fundamentais quanto o resultado da eleição faria supor.
Operação estética barata

Na realidade, chamar um governo “socialista”, ou “social-democrata”, ou ainda “conservador”, ou “liberal”, e denominá-lo “poder” não passa de uma operação estética barata. Trata-se de fingir dar nome a algo que não está ali, onde querem nos fazer crer que esteja. Pois o poder, o verdadeiro poder, está em outro lugar: é o poder econômico. É aquele do qual percebemos o contorno em filigrana, mas que nos foge quando tentamos aproximar-nos e contra-ataca se entende que desejamos limitar sua influência, submetendo-o às regras do interesse geral.
Em termos mais claros: os povos não elegeram seus governos para que estes os “ofereçam” ao mercado. Mas o mercado condiciona os governos para que estes lhe “ofereçam” seus povos. Em nossa época de globalização liberal, o mercado é o instrumento por excelência do único poder digno desse nome: o poder econômico e financeiro. Este não é democrático, pois não foi eleito pelo povo, não foi gerado pelo povo e, principalmente, não tem por objetivo a felicidade do povo.
Governo dos ricos

Aqui, apenas enuncio verdades elementares. Os estrategistas políticos, de toda e qualquer filiação partidária, impuseram um silêncio prudente para que ninguém ousasse insinuar que continuamos cultivando a mentira e aceitamos ser seus cúmplices.

O chamado sistema democrático parece, cada vez mais, um governo dos ricos e, cada vez menos, um governo do povo. Impossível negar o óbvio: a massa de pobres convocada a votar jamais é chamada a governar. Na hipótese de um governo formado pelos pobres, em que estes representassem a maioria – como Aristóteles o imaginou, em sua Política –, eles não disporiam de meios para modificar a organização do universo dos ricos, que os dominam, os vigiam e os oprimem.

A pretensa democracia ocidental entrou numa etapa de transformação retrógrada que ela é incapaz de deter e cujas conseqüências previsíveis serão sua própria negação. Não é necessário que alguém assuma a responsabilidade de liquidá-la; ela própria se suicida diariamente.
O tabu da democracia

O que fazer? Reformá-la? Sabemos que reformar, como bem disse o autor do Il Gattopardo , nada mais é do que mudar o necessário para que nada mude. Renová-la? Que época do passado teria sido suficientemente democrática para que valesse a pena a ela retornar para, a partir dali, reconstruir com novos materiais aquilo que estivesse no caminho da perdição? A da antiga Grécia? A das repúblicas mercantis da Idade Média? A do liberalismo inglês do século XVII? A do século do Iluminismo francês? As respostas seriam tão fúteis quanto as perguntas...
O que fazer então? Paremos de considerar a democracia como um valor adquirido, definido de uma vez por todas e intocável para sempre. Num mundo em que estamos habituados a debater qualquer assunto, um único tabu persiste: a democracia. Salazar (1889-1970), o ditador que governou Portugal por mais de quarenta anos, afirmava: “Não se questiona Deus, não se questiona a pátria, não se questiona a família”. Nos dias de hoje, Deus é questionado, a pátria é questionada e, se não questionamos a família, é porque ela própria se encarrega de fazê-lo. Mas não se questiona a democracia.
Então, digo: questionemos a democracia em todos os debates. Se não encontrarmos um meio de a reinventar, não perderemos apenas a democracia, mas a esperança de ver um dia os direitos humanos respeitados neste planeta.. Isso seria o fracasso mais estrondoso de nossos tempos, o sinal de uma traição que marcaria a humanidade para sempre.
José Saramago. Agosto de 2004.
Merece la pena pensar en las palabras lúcidas de Saramago, hace más de 3 años, el 27 nos jugamos no solo alcaldías y Comunidades Autónomas, no, nos jugamos nuestro futuro porque han pasado tantas cosas desde que estas palabras fueron escritas, que a uno le aterran las que pueden pasar si no somos conscientes de lo que nos jugamos.

sábado, 12 de mayo de 2007

Ignacio Ramonet. Reconstruir


En la edición, en castellano, de Le Monde Diplomatique del mes de mayo de 2007, aparece un artículo de mi admirado Ignacio Ramonet, al que no puedo quitar ni una sola coma, añadir ninguna palabra, y que dejo aquí para reflexión de los que aún pensamos que la crítica constructiva puede hacer que este mundo cambie.
La victoria de Nicolas Sarkozy, el 6 de mayo de 2007, en la segunda vuelta de las elecciones presidenciales, con el 53% de los votos, marca un viraje decisivo en la historia de la V República francesa. Porque no se trata de la simple reconducción de la derecha al poder -que ocupó al más alto nivel desde 1958 hasta 1981 y nuevamente desde 1995-, sino de un cambio de gran envergadura.

El programa del candidato de la Unión por un Movimiento Popular (UMP) y las fuerzas que optó por congregar a su alrededor marcan una inflexión mayor: reflejan al primer Presidente francés a la vez neoliberal, autoritario, proestadounidense y proisraelí.

La confusión sistemática de una campaña marcada por referencias eclécticas, desde Juana de Arco a Léon Blum, no alcanza para disimular el muy marcado perfil político de Sarkozy. Si bien apela a un voluntarismo gracias al cual el Estado podría "proteger" a Francia y a los franceses, su programa económico y social se nutre de las viejas recetas thactcheristas y privilegia... a los privilegiados. En el mismo sentido, sus alabanzas republicanas no alcanzaron a borrar su visión esencialmente securitaria de la sociedad, en la que simplemente responde con la represión a las reivindicaciones de las categorías populares y la juventud. En una prolongación lógica de esta manera de pensar, sus opiniones sobre los orígenes genéticos de la pedofilia y del suicidio son claramente ilustrativas sobre la eugenesia rampante que lo inspira. Finalmente, a pesar de los esfuerzos que hizo por atenuar el efecto de la bendición solicitada al presidente George W. Bush, no renegó de su voluntad de acercamiento a la política estadounidense, incluso en Oriente Próximo, por no hablar del entierro del referéndum del 29 de mayo de 2005 sobre el Tratado Constitucional de la Unión Europea, anunciado mediante un procedimiento parlamentario...

El programa de Sarkozy es importante; la "clientela" que se lo compró no lo es menos. Desde este punto de vista, las grandes maniobras del periodo que separó a ambas vueltas electorales, destinadas a recuperar el electorado centrista de François Bayrou no borran de la memoria los meses de incitación al electorado de extrema derecha de Jean-Marie Le Pen. Con la excusa de "reconvertir" a la democracia a las tropas de este último, el candidato de la derecha hizo suyas las tesis de la extrema derecha: desde la propuesta de crear un Ministerio de la Inmigración y de la Identidad nacional a la recuperación de la consigna "Francia, o se la ama, o se la deja"; desde la caza a los indocumentados incluso en las puertas de las escuelas, a la abolición de la disposición de 1945 que protege a los menores; de la pseudo defensa de aquellos que "se levantan temprano" contra los "que se aprovechan" y los "asistidos"...

Ninguno de sus predecesores había llegado tan lejos para hacerse elegir: conviene medir correctamente la situación antes de celebrar el retroceso electoral del Frente Nacional de Le Pen...

Pero los esfuerzos de Sarkozy y los apoyos mediáticos masivos de los que se ha beneficiado no explican, por sí solos, su éxito. No más que los efectos perversos, verificados una vez más, de la elección presidencial por medio del sufragio universal: personalización, demagogia, voto útil... Pesó sobre todo la ausencia, frente a la derecha y la extrema derecha, de una auténtica alternativa política. Nunca desde 1969 había sido tan escaso el total de los votos de la izquierda en la primera vuelta (36,44%). ¡Y con razón! El Partido Socialista se dejó imponer por las encuestas una candidata, Ségolène Royal, que por cierto logró borrar el traumatismo de 2002, pero sin ofrecer a las fuerzas populares una perspectiva movilizadora. Aun más cuando a su lado, el Partido Comunista, la extrema izquierda y los ecologistas no se unieron para prolongar tanto las grandes movilizaciones sociales por la defensa de la Seguridad Social como de las jubilaciones; el envión del "No" en el referéndum del 29 de mayo de 2005 y la cólera de los suburbios. Más allá de las peleas de aparato y de personas, el centro de la cuestión es en primer lugar la incapacidad de pensar una política anticapitalista a la escala de Francia y de Europa.

Es sobre el terreno que hay que empezar a reconstruir, y sin demora. Porque si ganan las elecciones legislativas de junio próximo, la derecha y la extrema derecha en el poder intentarán hacer pasar por la fuerza su política de destrucción social: contrato de trabajo único a imitación del CNE (Contrato Nuevo Empleo); incremento del tiempo de trabajo; obligación de actividad a cambio de las protecciones sociales mínimas; limitación del derecho de huelga; rotura del Código del Trabajo; supresión de los derechos de sucesión y, por medio del "escudo fiscal", supresión del impuesto a las grandes fortunas; mayor desmantelamiento de los servicios públicos, de la protección social y de las jubilaciones; disminución progresiva del presupuesto de sanidad; no reemplazo de uno de cada dos funcionarios que se jubilen; liquidación del mapa escolar; nuevos cuestionamientos sobre las jubilaciones; caza a los inmigrantes, con el agregado de un llamamiento a la mano de obra "elegida" del Sur; relanzamiento de la Europa liberal y apoyo a la política estadounidense... La izquierda va a necesitar de todas sus fuerzas para resistir esta ofensiva sin precedentes, pero también para recuperar una perspectiva de cambio.

Le Monde diplomatique no es el órgano de un partido ni de una asociación. No es un periódico militante. Pero se compromete con valores que defiende desde hace décadas. Y es así, a su manera, que pretende contribuir a una arquitectura intelectual alternativa: esforzándose por hacer conocer mejor las realidades geopolíticas del mundo contemporáneo, informando sobre las experiencias sociales y políticas que se desarrollan, tomando su lugar en los debates de ideas en curso.

Para reconstruir.

viernes, 11 de mayo de 2007

Badajoz, se lo merece.


Un día nos llegó, a tiempo completo, Paco, hartos ya de estar hartos y cansados de esperar, un día aceptó el reto más complejo de su vida: ser nuestro candidato a la Alcaldía de Badajoz.
Cuando uno lee sus inquietudes, sus anhelos y deseos en Bitácora de Paco Muñoz, a uno se le rejuvenece el cuerpo, se retrotrae a otros momentos de esta Badajoz - lo que nos duele verla como está - cuando decir, hacer y estar con y al lado de los ciudadanos era parte de nuestra vida cotidiana. Sembrar semillas de igualdad, de superación de asimetrías, de igualar a todos y todas en derechos y obligaciones, cuando mirábamos hacia la antigua "raia" y veíamos que el aire que nos llegaba estaba cargado de esperanza, de entendimiento, de sana retroalimentación, de que "juntos podíamos".
Vimos cambiar esta ciudad, coser los jirones de sus murallas destrozadas por la codicia, acabar con muros de intolerancia y de injusticia, mejorar la calidad de vida de nuestros paisanos, restañar agravios, abrir de par en par las puertas de la ciudad y sus instituciones a cualquiera que se sintiera parte de una Badajoz que deseaba renacer de sus cenizas. Lo conseguimos, vaya que si lo conseguimos, pero un día nuestros errores nos hicieron perder la confianza ciudadana, nos fragmentamos, nos perdimos en discusiones bizantinas y nos echaron del Ayuntamiento en 1995.
Llegaron los nuevos arquitectos de la ciudad, los nuevos aires, otra forma de hacer política, y sobre todo de instalar en la vida de la ciudad la "tierra quemada", acabar con lo realizado, cerrar ventanas, establecer líneas de segmentación, se instaló el agravio, la arbitrariedad, los malos modos, la bronca altanera y en especial la prepotencia.
La ciudad languideció, se perdieron formas y hábitos, se cambió la situación de los ciudadanos que pasaron a ser súbditos, y todo pasó a depender de la discrecionalidad y la arrogancia, el trazo grueso, el pesado canto de los exégetas de lo correcto y los vocingleros corifeos apesebrados de una Corte de los Milagros.
Van 12 añitos del ala, y nos amenzan otros 4 más con el mismo grotesco Director de Orquesta, pero como no hay mal que 12 años dure, un día nos llegó, a tiempo completo, Paco, con ilusión, con ganas y creyendo que Badajoz bien se merecía un Alcalde Socialista, ahora si, ahora desbordamos ilusión, esperanza, compromiso y ganas de dar el salto cualitativo y cuantitativo.
Lo intentamos con otros dignos y valiosos compañeros, pero corrían malos tiempos para la lírica. Hoy ya no solo sabemos la sinfonía que tenemos que interpretar, sino que tenemos al mejor Director, una Orquesta selecta y de postín, unos instrumentos bien afinados, solo nos falta el aplauso del público, ese lo tendremos el día 27 de mayo.
El día 27 el allegro de la Primavera de Vivaldi lo interpretaremos todos y todas las personas de esta Badajoz de nuestros dolores, y con ella llegará la explosión de la libertad, la esperanza y la confianza de los ciudadanos.
Adelante Maestro, usted dirige.

Spot Guillermo Fernandez Vara

VARA,PRESIDENTE

jueves, 10 de mayo de 2007

Avanti tutta


Ya tenemos todo preparado, autocarro incluído, para que hoy a las 00.00 horas comience la campaña electoral para las Elecciones Autonómias y Municipales del día 27 de mayo.
Después de estar en Madrid capital para asistir en el selecto FORUM EUROPA - NUEVA ECONOMIA a expresar sus ideas, codo con codo con Juan Carlos Rodríguez Ibarra, ahora toca seguir avanzando, acercando, escuchando, mestizándose con la ciudadania, acercar el fino oído a las más sencillas y simples necesidades de los ciudadanos de Extremadura, para que estos sepan que la revolución de las pequeñas cosas no es una quimera, es simple y llanamente la expresión palmaria de alguien que cree que esta tierra debe seguir mejorando, construir el futuro a medio y largo plazo, diseñar un horizonte de buenas vibraciones, un discurso de proximidad, una complicidad activa y comprometida, unas propuestas coherentes no elucubradas en un Gabinete de Quimeras, o en una Consultora de la Georgetowm University de los United States of América.
Es la suma de un trabajo de 24 años, de una trayectoria impecable de alguién que pergeñó el orgullo de esta tierra, que sumó voluntades, que hizo que nos levantáramos y camináramos con paso firme y decidido. No erámos aprendices de brujo, videntes o escudriñadores de un mundo irreal, no, erámos los que con orgullo asumimos que nuestra hora había llegado, y junto a una ciudadanía que depositó en nosotros lo mejor de sus anhelos y deseos, permitió que hoy nos encontremos muy cerca de poder ser como los demás, ni más ni menos, simplemente como los demás.
Con las ideas muy claras, con un proyecto ilusionante, con un candidato de lujo, con un partido que no es nuestro sino de todos los extremeños, nos hemos tirado a la carretera, a patear más esta región, a crear la malla y la red de la complicidad de una sociedad que se siente generosa y deseosa de seguir progresando.
En 15 días oíremos cantos de sirenas, profetas de catastrófes, ilusionistas de chistera y guante blanco, nos querrán vender la vida y nuestro futuro en cómodos plazos de felicidad, sacarán al GRAN BERTHA para cañonear sin piedad a una persona que simplemente es un SOCIALISTA.
Vamos todos juntos compañeros a llenar esta primavera de certezas, de compromisos, de propuestas para ahora y para mañana, a producir la revolución de lo cotidiano, a como las laboriosas abejitas a poner todos nuestro polen para que el 27 de mayo las rosas florezcan como nunca florecieron.
Guillermo va por ti, va por nosotros, va por Extremadura y va por todos, porque uno se siente feliz de ser extremeño, socialista, de izquierdas y tener la suerte de vivir en este tiempo de primavera florida y lleno de ilusiones.
A la caldera, a los fogones, al puente de mando, a izar la velas, a atar las brizas, y con la hoja de ruta trazada, el navegador bien afinado rumbo a.......
Avanti tutta sobrecargo.

martes, 8 de mayo de 2007

Fotos nas Ruas em Estremoz












Para que todos possam ver as exposição. Vai ser assim este mês em Estremoz a cidade alentejana Câmara Municipal de Estremoz é «invadida» este mês com exposições de fotografia, espalhadas por espaços culturais, mas também pelas ruas e às portas das lojas, no decorrer de um certame dedicado à «Imagem».

A cidade alentejana de Estremoz é «invadida» este mês com exposições de fotografia, espalhadas por espaços culturais, mas também pelas ruas e às portas das lojas, no decorrer de um certame dedicado à «Imagem».

O Vereador da Cultura e Vice Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Dr. João Carlos Rodrigues Fragoso Chouriço disse que a iniciativa está inserida num projecto autárquico designado por «Meses Temáticos».

Algumas exposições de fotografia estão nas ruas e às portas das lojas, para que as pessoas que habitualmente não vão às salas de exposição e aos museus também tenham hipótese de desfrutar das imagens.

Com o objectivo de «levar a imagem às pessoas», as exposições ao ar livre estão patentes na Rua 31 de Janeiro e no Rossio Marquês de Pombal, na área dos principais cafés da cidade. A intenção, explicou o autarca, «passa por levar as pessoas a percorrer a cidade para apreciar as imagens que estão expostas em diferentes espaços».

O «Mês da Imagem» conta com uma exposição fotográfica que inclui trabalhos do sétimo Prémio de Fotojornalismo, promovido pela revista Visão e pelo BES. O programa apresenta ainda actividades relacionadas com a educação pela imagem, num projecto que pretende fazer uma aproximação e contacto regular dos jovens alunos com a linguagem cinematográfica, sobretudo com o cinema português realizado por uma nova geração de cineastas.

Uma das actividades, «Europa em curtas para crianças», incluiu um programa de filmes de animação adequado a crianças a partir dos três anos, que pretende ser um testemunho da riqueza do cinema de animação europeu.
Fica cá muito pertinho da Espanha, meresce a pena ir lá.

lunes, 7 de mayo de 2007

C´est la Democratie











José Antonio, ¿porqué le pondrían este nombre? Zarzalejos, el muy cuco como tenía ya la categoría de Legionario de Honor de la Republique Française, y manda mucho en el ABC y en el Grupo VOCENTO, tenía línea directa con Nicolás Sarkozy y sus boys. El Embajador de la France en España le puso las charreteras el 19 de abril Sesión en la Embajada con Espe y Gallardón , y le mandaba mensajitos vía valija diplomática para darle los resultados con 2 días de antelación.
Como tener informaçao priviligié es potestad de unos pocos, el baranda de la pluma pintó en le matin du dimanche de ayer como será la Europa que a él le gusta: Sarkozy en la France; Frau Merkel en la Alemania Unificada( los de la antigua RDA están menos unificados y más fodidos); David Cameron en le Royaume Unie ( one point) y Marianillo cá na España.
Vaya cuarteto, ni los 4 ases de la baraja, no sabemos si francesa o española, pero si parece que al plumilla le gustan los aires de Lima, no la del Perú, sino de la lima para limar las conquistas sociales de una Europa de Ciudadanos para recuperar valores como el trabajo ( da igual como sea) pero sudado, el honor, el respeto, y leña a todo el rojerío que nació en el Mayo del 68, para el pavo: "los resultados de ayer en Francia han sentenciado a muerte la vigencia del acervo de contravalores que introdujo en la vida pública de aquel país y de Europa entera la revolución urbana del mayo francés de 1968", ese "prohibido prohibir" que introdujo la revuelta y que tanto daño a hecho al país vecino, que desde entonces es víctima de una "política endogámica y narcisista".
"El liberalismo conservador va camino de volver a restaurarse en una Europa en la que el nihilismo ha propiciado los peores y más peligrosos fenómenos". Entre ellos señala "la inviabilidad del Estado del Bienestar por el abuso de la demagogia, el desorden inmigratorio y el vaciamiento de criterios éticos en los comportamientos públicos y privados".
Que Santa Lucía le conserve la vista, el oído, la pluma y su aguzado ingenio, algunos NO NOS RESIGNAMOS Y DAREMOS GUERRA, democráticamente, se entiende para que tal catástrofe no se nos caiga encima.
Como nobleza obliga, parabens a Sarkozy y ánimo a Ségolène Royal.

jueves, 3 de mayo de 2007

Ségolène Royal. Présidente de la France


Esperanzas de Futuro , ayer me chupé el debate entre los dos candidatos a la Presidencia de la República Francesa. Esa CNN+ que trabaja para su amo y señor, que mora nadie sabe donde, a veces te permite estar on line y verle el careto al baranda de Nicolás Sarkozy. El pavo nacido en París de la France pero hijo de un aristócrata húngaro que se las piró de la Hungría comunista y de una judía sefardita griega, es una acérrimo enemigo de los inmigrantes. ya les sacudió candela y estopa a los jóvenes inmigrantes de segunda o tercera generación sin futuro de los arrabales de París cuando era Ministro de la Gobernación y de la Porra.
Elegante, estudiado, instruido, versado y con ese glamour propio de los llamados para la GLORIA, despide caspa por todos los lados. Educadito, muy cortés y con cara de Pére de la Patrie, le sacudió varios mamporros a Madame Royal, aunque eso si le dedicó al final los mejores elogios y alabanzas, propios de su noble cuna y de la politesse française.
Mucha energía nuclear, más de izquierdas que los troskos de la IV Internacional, amigo de los desvalidos, promete poner a Francia donde debe estar. Uno se pregunta: ¿Sigue donde ha estado siempre, no?, pero parece que ya tiene pensado de nuevo restaurar que África empieza en los Pirineos, salvo que Marianillo gane las elecciones, y si no es así a largar de Rodríguez Zapatero padre de todos los males de los que se tiran al mar, ya sin patera, porque han perdido toda esperanza.
Ségolène Royal, la candidata de izquierdas, socialista, tiene esa elegancia innata de la mujer francesa, transmite energía positiva, e intenta que una mujer sea Presidenta de la Republique, a pesar que los elefantes del PSF le han dado caña hasta donde la espalda pierde su noble nombre. Cuesta mucho para tanto santón ver que una mujer puede llegar a sentar sus apaleadas posaderas en el Palacio del Elíseo.
Uno cree en quimera y utopías, si no fuera así me habría hecho funcionario hace tiempo, y aún espera que la ciudadanía de una oportunidad a la esperanza. Yo no soy augur, adivino, quiromante o tengo una bola como la Bruja Lola, o el tarot de Aramís Fuster, pero confío en que por fin una mujer sea PRESIDENTE.
Queda poquito y ahora será el pueblo el que hable, espero que entone la Sinfonía de la Esperanza y que se recuperen valores que la izquierda necesita, ahora que por toda esta UE soplan vientos chungos.
Prometo, como decía el viejo romancero español aquello de "Caballero que a Francia ides por Gaiferos preguntades", viajar a la France y preguntar por Gaiferos para que me diga como ve el tema.
Allez vite Ségòlène jusqua la victoire.

miércoles, 2 de mayo de 2007

Não gostamos de meninos gordos










O Ministério da Saúde de Portugal lançou hoje a Plataforma Contra a Obesidade, um mal que em 2025 poderá afectar mais de metade da população mundial se não forem tomadas medidas. A cerimónia de apresentação, em Lisboa, contou com a presença do ministro da Saúde, Correia de Campos.

A quantidade de energia ingerida superior à gasta pelo organismo é um dos factores que está na origem da obesidade, sublinha o Governo, que pretende apostar na prevenção e combate como uma prioridade política dos ministérios da Educação e da Saúde.

Em Portugal, cerca de 32 por cento das crianças entre os sete e os nove anos de idade tem excesso de peso e 11 por cento é obesa. Além disso, 24 por cento das crianças em idade pré-escolar apresenta excesso de peso e sete por cento obesidade, de acordo com dados do Ministério.

Na idade adulta, os dados são ainda mais preocupantes, uma vez que metade da população tem excesso de peso e 15 por cento é obesa, estimando-se que os custos directos da obesidade absorvam 3,5 por cento das despesas totais de saúde.

«Tornam-se necessárias acções de grande impacto mediático para alertar a população para a gravidade do problema, sendo também essencial encontrar e disponibilizar soluções» ao nível dos cuidados primários e hospitalares, lê-se no documento de apresentação.

O Governo reconhece ainda a necessidade de intensificar trabalhos de investigação científica e aplicada, mobilizando energias, recursos e meios, «nomeadamente nas instituições académicas e no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em articulação com centros de saúde e hospitais».

Com este instrumento, o Ministério da Saúde afirma que será possível diminuir e prevenir doenças crónicas de elevada prevalência como a diabetes e a doença cardiovascular, conseguindo ganhos na prevenção de outras doenças como cancro e doenças osteo-articulares.

Nesta plataforma colaboram representantes dos ministérios da Saúde, da Educação, da Economia, da Agricultura e da Associação Nacional de Municípios Portugueses, bem como de associações da sociedade civil.

Entre as acções a desenvolver está a tradução e divulgação da Carta Europeia de Combate à Obesidade e a edição da Carta Portuguesa. Carta Europeia de luta contra a Obesidade ( en inglés).

Controlar, através de proposta de lei, o perfil nutricional (quantidade de calorias, sal, açúcar e gorduras) dos alimentos produzidos pela indústria alimentar, bem como a informação contida na rotulagem das embalagens é outro objectivo.

Ao nível da prestação dos cuidados de saúde, deverão alguns centros de saúde desenvolver um programa experimental de consultas com médicos, nutricionistas, fisiologistas do exercício, psicólogos e enfermeiros.
No âmbito da plataforma, será também criado um módulo apropriado de aconselhamento no Centro de Atendimento Telefónico do Serviço Nacional de Saúde.

A plataforma propõe-se igualmente definir e promover um menu saudável, à semelhança do turístico, e atribuir um prémio aos estabelecimentos que o adoptem, através de um concurso anual.

Aos municípios pede-se que adoptem orientações em matéria de urbanismo promotoras da actividade física, prevendo nos Planos Directores Municipais (PDM) locais públicos para a prática de exercício, actividades físicas e desportivas, entre parques, passeios pedonais e ciclovias.

Criar gabinetes nos municípios com competências em matéria de alimentação que supervisionem a alimentação pré-escolar e escolar é outra medida preconizada.


Os obesos têm menos empregos, menos amigos e mais dificuldade em casar. As mulheres são as mais afectadas por uma exclusão que vem de todos os sectores da sociedade. O Ministério da Saúde apresentou esta quarta-feira uma plataforma para mudar comportamentos e combater a «epidemia do século».

A obesidade é uma doença com pesadas consequências sociais. Para além de todas as complicações físicas, a «gordura a mais» leva os outros a «pôr de lado» crianças, adultos, idosos, homens e mulheres. «As pessoas não gostam de gordos. São segregados pela sociedade» concluiu João Breda, nutricionista e coordenador da Plataforma Contra a Obesidade.

Na apresentação efectuada pelo responsável foram divulgados dados que ilustram a exclusão social de que os gordos são vítimas. A rejeição começa logo nos mais novos. Cerca de sete por cento das crianças, quando questionadas, recusam a ideia de ter um melhor amigo com excesso de peso. Também existem estudos que indicam piores resultados escolares entre os jovens com excesso de peso, assim como um menor acesso ao ensino superior.

Nas empresas os casos de exclusão também são comuns. Cerca de 80 por cento dos directores gerais de companhias do Reino Unido admitiram ter preconceitos contra os obesos e 93 por cento admitiram que, em igualdade de qualificações, dariam emprego a um candidato não obeso, em detrimento de um gordo.

«As atitudes negativas chegam a vir dos profissionais de saúde», salientou João Breda. A gordura atinge todos, mas o sexo feminino sofre mais na carteira. As mulheres obesas recebem, em geral, menos nove por cento do rendimento salarial e, como consequência, recebem três vezes mais apoios da Segurança Social e da Saúde.

Nas relações íntimas os dados comprovam o que muitos experimentam na pele. Ter um namorado ou um marido é mais difícil para os obesos. Os gordos têm menos 20 por cento de probabilidade de ter uma relação amorosa. A falta de auto-estima e a depressão são consequências directas. A obesidade «é um pesado fardo na auto-estima e sobre a vontade de viver», salientou o ministro da Saúde, Correia Campos.

Segundo o nutricionista João Breda, está instalado um novo paradigma social, em que os mais pobres têm maior risco de serem obesos, ao apresentarem piores hábitos alimentares e menor actividade física.

A obesidade tem consequências mais graves para as mulheres, para os que são obesos desde crianças e para aqueles que são mais gordos. A epidemia que, para Correia Campos é uma doença «evitável», é também responsável por dois a oito por cento dos custos de Saúde e por 10 a 13 por cento da mortalidade em diferentes países da Europa.
Bienvenida sea la prevención, la educación, los hábitos saludables, pero cuidadito con perseguir al diferente, con señalar como excluido al que ha decidido ser de otra forma, no me gustan los talibanes, los ortodoxos y los que quieren uniformizarnos a todos.
Ojo al parche, educar y convencer, criminalizar y decir sandeces no, uno escucha muchas todos los días y como se disce lá "já chega de asneiras", convencer y educar SIEMPRE, perseguir y excluir NUNCA.

lunes, 30 de abril de 2007

Doña Rosa sostenella y no enmendalla


De tanto ir el cántaro a la fuente un día se puede romper, posiblemente eso busque desesperadamente la eurodiputada Rosa Díez, porque una cosa es oponerse, tener criterios propios, y otra muy diferente es el intentar recuperar, al precio que sea, el protagonismo que un día tuvo. Sic gloria transit mundi, esa es la cruda realidad que ve, día si día también, aquella que creyó ser la reina del mambo y que ahora de palmera y de rociera peregrina por los oscuros senderos del peperismo ilustrado, y siempre dispuesta a ser portada de cualquier medio gráfico. Lo mismo a Lourdes que a Fátima, los mismo a El Palmar de Troya que al Santuario de Begoña, da igual el lugar el sitio es caso es estar y que la vean.
Debe andar con morriñas y saudades porque la AVT, el Foro de Ermua, COVITE, Basta Ya o el PP no convocan una manifa para lucir su acendrado socialismo "sui géneris", y como los tertulianos copeyanos y mundanos anda largando lo que nadie le pregunta. Ayer se despachó a gustito en Casa de Zarzalejos y en ese peazo de diario chamado ABC, muy socialista, progresista y muy imparcial de toda la vida, como ainda no había nascido la nueva Infantita ( el ABC siempre ha sido y será ante todo monárquico), pués a la espera de tan tierno momento le dieron cancha a Doña Rosita para que lanzara algunas perdigonadas al PSOE, al Gobierno y a José Luís Rodríguez Zapatero.
Emulando a Martin Niemoeller en su famosa cita de : "Primero vinieron a buscar a los comunistas, y yo no era comunista así que no hablé. Después vinieron por los socialistas y los sindicalistas, pero no era lo uno ni lo otro así que no hablé. Después vinieron a por los judíos, pero yo no era judío así que no hablé. Y cuando vinieron a por mí ya no quedaba nadie que pudiera hablar por mí", Doña Rosa nos espeta que: "Esta gente que nos gobierna ni siquiera se da cuenta que si nos abandonan, si nos expulsan de nuestra tierra, ellos quedarán desprotegidos; porque nosotros somos sus verdaderos escudos políticos. Y los terroristas irán después a por ellos. Como fueron los nazis a por Polonia después de conseguir los Sudettes. Y a por Francia. Y a por Inglaterra. Y a por Rusia. Pero sé que esta apelación histórica es inútil; porque aquellos que serían los destinatarios de la reflexión probablemente piensan que ETA nada tiene que ver con el totalitarismo nazi; o ni siquiera con el totalitarismo a secas. Ellos están más bien en la filosofía del «conflicto». Y para eso les va mejor adoptar la actitud del pacifismo chamberliano en vez de aplicar la ley de forma rigurosa, enérgica, radical y draconianamente. Vamos, de forma drástica, que es como se deben aplicar las leyes que tienen por objeto defender principios y valores fundamentales".
¿Ellos? hay que ser mala persona para tratar así a los cientos de socialistas que cayeron bajo las balas asesinas de ETA, ¿Ellos? ¿pero esta señora no es consciente que nosotros somos socialistas?. Ella creo que dejó se portarse como tal el día que vió que había perdido caché y ahora va pidiendo espacios para demostrarnos que no sólo somos muy malos sino estúpidos. Nos da lecciones de historia, que horror sus alusiones a Las Termópilas y ese bodrio de película que nos venden Bush Jr. y CIA, ella es Leónidas : ¡Que nos lo digan a quienes en el País Vasco pusimos nuestras Termópilas en la defensa de la legalidad constitucional y de España como Estado de Derecho de todos y para todos!.
No señora, no, usted es mala persona y además lecciones poquitas a ver si ahora va a querer ser usted la competidora de Antonio José Alcaraz en las próximas elecciones para mangonear en la AVT. Por cierto de los cientos de socialistas que cayeron y sus familias se ha preguntado alguna vez ¿Cuántos piensan como usted?.
Señora ya queda menos para que los que como usted son desleales se vayan solitos, no le vamos a dar el gusto - que usted anhela - de expulsarla, mártires ya tenemos bastantes y más que va a haber porque Ratzinger nos amenaza con 500 nuevos santos españoles (clérigos asesinados en la Guerra Civil Española), y uno se pregunta donde van a caber tantos, salvo que ya hayan urbanizado con adosados para santos el Cielo.

domingo, 29 de abril de 2007

La Fiesta del Trabajo Nazional




Uno que es rojeras desde hace mucho tiempo, recuerda las Demostraciones Sindicales, las manifas ilegales y como los grises y los de la BPS detenían a los "subversivos" ante la llegada del día 1 de mayo. Ahora el personal se "puentea", "hace viajes", "baila batuka" o se va la "parcela" a tumbarse a la Bartola.
Pero aquí al lado, en esta mi querida terrinha lusitana, las cosas pintan de otro color, tienen el regusto amargo de lo casposo, de lo cutre, de lo que nos es familiar a muchos de mi generación: el "tufillo" neofascista, la iconografía, los mensajes, parece que el tiempo se hubiera detenido y hubiésemos retrocedido 40 años y han vuelto las banderas victoriosas.
Manifestação 1 de Maio 16 horas Largo do RatoDesfile até ao Marquês de Pombal e discurso do Presidente do PNR.

A justiça social, o combate ao capitalismo selvagem, mas também o combate à luta de classes, são "bandeiras" que os Nacionalistas reclamam para si. Nessa medida, a nossa jornada não é sectária, mas integral.
É uma "jornada de luta pelo Trabalho Nacional":
- Porque nos importa a dignidade do trabalhador português.
-Porque defendemos os empregos com salários justos para os portugueses.
-Porque trabalhador, é o assalariado, assim como o profissional liberal e o patrão.
-Porque defendemos as empresas portuguesas.
-Porque defendemos a nossa agricultura, pescas, comércio...
-Porque defendemos os meios de produção e sectores estratégicos nas mãos da Nação.
Por tudo isto, combatemos a ideia comunista e socialista de luta de classes e exaltação do proletariado.Pelo contrário, exaltamos o proletariado, sim, mas em conjunto e em pé de igualdade de dignidade, com todos os restantes agentes do Trabalho Nacional.
Porque a Nação precisa de todos os portugueses. Porque todos os portugueses devem, em conjunto, engradecer a sua Nação.
Por isso, no dia 1º de Maio, vamos proclamar bem alto:
¡Os portugueses estão em primeiro lugar!
¡Portugal aos portugueses!
¡Nação e Trabalho!

jueves, 26 de abril de 2007

¿Quién dijo miedo?



La mujer trabajadora aumenta el riesgo de infarto de su pareja.

Uno se queda patidifuso, pasmao, onnubilado y mirando para Coria ( con permiso de los caurienses) al encontrarse en estas redes malignas - las controla el Diablo - cosas como la que hace de entradilla en este comentario. No se trata de una boutade, ni de una pasada mañanera con las copitas de Ojén, o darle al aguardente bagaçeira más de la cuenta, no, se trata de una realidad emanada de un pío y santo centro del Saber Ilustrado como es la Universidad Católica San Antonio de Murcia, lugar al que hay que llevar a los hijos que están en edad de aprender porque de allí, a un módico precio, te salen tus hijos no solo formados y titulados sino con un puesto de trabajo asegurado para toda la vida. De tan sacro y pío lugar tan solo salen personas dignas, honestas, formadas, capacitadas y llamadas a la GLORIA.

Un baranda de la prestigiosa Université, llamado el pavo por más señas, el muy insigne, docto, muy pío y santo Doctor Don José Abellán Alemán, Catedrático de Riesgo Vascular, ha largado sin cortarse un pelo que: "las mujeres que trabajan incrementan el riesgo de infarto de sus parejas", se sobreentiende que son parejas de las de toda la vida, casadas, bendecidas, sumisas, amantísimas, las otras - esas extrañas - no cuentan, que cosas tiene usted ,del nefando pecado nada de nada en ese centro sacro del saber.

El nota, después de haber largao, se ha quedado tan ancho y ha explicado a los parroquianos y usuarios de tan afamada Universidad (muito Católica toda ella) que "la competitividad en la pareja es un factor de riesgo" y como es muy espabilado y docto, aclaró a tan selecto, fino y pío auditorio que se trata de un estudio realizado por la insigne Doctora Alonso (que salvo que sea Carmelita Descalza o Calzada con sandalias Gorila, aquellas que duraban toda la vida- estas al estar casadas con el Señor no tienen ese riesgo-, o esté solteira) y que la susodicha Doctora va a leer, en breves fechas, en la UCAM (así se abrevia tanto ringorrango), el fruto de sus desvelos, horas de estudio e investigación. La finalidad del precitado pío y santo estudio ha estado centrado en el sentimiento religioso y la conflictividad en la pareja, bajo la supervisión del Doctor Don José Abellán Alemán.

Para evitar equívocos el nota se despacha espetando al pío auditorio que: "para que el hombre esté sano su mujer debe quedarse en casa" ( me extraña que la mujer del Nota, si es casado, esté en casa salvo que sea numerario de la OBRA) y añade unas gotitas de perlas cultivadas - de esas buenas (no las que te compras en Mallorca y son de chichi-nabo) que te quedan el cuerpo cortado. Ojo al Nota:

  • "Lo que más protege al hombre de riesgos cardiovasculares es estar casado con una mujer que tenga dinero, cierto nivel de estudios y que no trabaje fuera de casa".
  • "Esto es así porque ese sentimiento religioso (no lo sabía, si es que haber estudiado en la Extremadura University no mola frente a lo que se aprende en esa Universidad Católica) aumenta la secreción de endorfinas y de neurotransmisores que combaten la ansiedad y reducen el riesgo de infarto".

Abreviando, que es gerundio, el peazo de Catedrático afirma, solemnemente, que el objetivo de tan encomiable estudio de la Doctora Alonso es el de poder difundir y presentar los avances que hay en la evaluación, detección, control y en la asistencia (¿espiritual o letrada al detenido?) de los pacientes cardiovasculares. A tan magno evento están invitadas todas las fuerzas vivas de la Comunidad Autónoma de Murcia (prelados, cancilleres, boticarios, catedráticos, nuncios apostólicos, altos mandos militares de tierra, mar y aire, constructores de urbanizaciones, altos ejecutivos y empresarios de tronío de la huerta) y de parte del territorio nacional y de una nutrida representación de los Estados Pontificios. En total 91 ponentes largarán sobre el tema de marras, de los que la mitad son de Murcia y la otra mitad de fuera ( por aquello de la Ley de la Paridad).

El baranda despidió tan magna presentación diciendo que: "los países mediterraneos han sido siempre los que más baja tasa han tenido en la incidencia de las cardiopatías isquémicas (vamos que te de el yu-yu) porque son los que han tenido una dieta, un estilo de vida, unas costumbres muy sanas, pero que se han ido perdiendo y que es necesario recuperar". En Murcia y en España se ha perdido la dignidad, el saber estar, la educación, las buenas maneras, la sumisión, el amor conyugal, y estar con un pavo hasta que la muerte los separe, pero cuidado, está prohibido trabajar porque te cargas al marido y eso no está nada bien.

Uno no sabe si cortarse las venas o dejárselas crecer, ante tanto ilustrado y culto prócer, pero la verdad es que a algunos parece que las neuronas les practican slalom gigante dentro de su cerebro.

Lo dicho, Don José Abellán Alemán y su aplicada alumna la Doctora Alonso, marcarán un antes y un después en esto del curro femenino, toditas a casa o al club hípico, para no darle disgustos a su maridito.

Pa vernos matao.

Salazarismo hasta en la sopa


"Férias Grandes com Salazar"
En los momentos de crispación política que se vive en Portugal, las celebraciones del 33 aniversario del 25 de abril presididas por primera vez - desde aquella fecha histórica - por un Presidente de la República de derechas, sin clavel rojo en la solapa, diciendo que hay que olvidar y cambiar la forma de conmemorar aquella gesta. La Policía de Seguridad Pública deteniendo a jóvenes que intentaban llenar de pintura un cartel de un partido racista y xenófobo, o el Alcalde de Lisboa ( de derechas) intentando inaugurar a las 4 de la tarde, hora del desfile cívico conmemorativo que pasa por ese recorrido, las inacabables obras del Túnel de la Plaza del Marqués de Pombal.
Salazar está de moda, el "saudosismo salazarista" impregna una sociedad facilmente manipulable, y ahora parece que la desmemoria hace mella en unos jóvenes que no saben nada, o que algunos pretendan que no sepan nada, y el "santo dictador" parece que es el nuevo Rey Don Sebastián, el "deseado", el maltratado por la historia y hay muchos Pios Moas dispuestos a reescribir la vida del siniestro personaje.
Entre las muchas actividades que retrotraen a la actualidad al "ditador fascista" está una obra de teatro que, casualidades de la oportunidad, fue estrenada el día 24 de abril en el Teatro da Politécnica, titulada Férias Grandes Com Salazar, coproducida por el Teatro Nacional Dona María II,Teatro das Beiras y la colaboración de la Junta de Extremadura.
La obra de la que es autor el dramaturgo pacense, Manuel Martínez Mediero ( la escribió en 1990), ya fue estrenada en 1997 en Idanha a Nova, estuvo más de un mes, siempre con todas las localidades vendidas, en la ciudad de Covilhã.

Nunca se estrenó en Lisboa, se cayó, como era obvio, de la programación de la EXPO 98 de Lisboa, y a pesar de los intentos de llevarla a la capital por razones muy evidentes este proyecto nunca cuajó. Este nuevo intento cuaja ahora, parece que el encargo de estrenarla en Lisboa se hizo hace más de un año antes de este nuevo revivival que sobre la figura de Salazar azota todo Portugal, y tiene el éxito asegurado al tener la publicidad gratuita que sobre el Dictador existe en la actualidad.

La prensa nacional española ya recogió el evento Manuel Martínez Mediero a El País , al igual que la propia portuguesa Martínez Mediero y José Carretas. Lo importante es que la obra sirva para refrescar la memoria a un desmemoriado pueblo que parece tener "saudades" del viejo Dictador Salazar, confío en que el surrealismo y la verdadera cara de innombrable (estoy harto de él) estén bien representados en la obra, cargada al parecer de fina crítica y acidez sobre la figura del fulano, como muestra la imagen de la fotografía superior en la que Cándido Gómez (el de la Candi2) vestido de Franco y Salazar cantan el himno nacional mezclado con el anuncio histórico del Cola Cao, aquel que era para desayunos y meriendas, lo tomaba el futbolista para meter goles, o era aquel negrito del África tropical que alegremente la cantaba.

Sirva esta obra, eso espero, para enterrar como decía Unamuno, con cien candados el sepulcro y la memoria de tan siniestro personaje.

Suerte y que así sea, pero que nunca sirva para desenterrar viejos saudosismos de un pasado que hizo que Portugal estuviera anclado en el atraso, la ignominia, la mentira, las guerras coloniales que desangraron varias generaciones de jóvenes, la tortura, la cárcel y la opresión de un régimen despótico dirigido por un beato pueblerino y obtuso.

martes, 24 de abril de 2007

Hoy es 25 de abril


Há quem queira subverter a memória e o significado do 25 de Abril, que foi uma revolução original e pioneira, um caso único na História, de que todos nós devemos ter orgulho, pois mostrou que era possível passar de uma ditadura para a democracia sem cair numa nova ditadura.
Preservar o 25 de Abril é fazer, sem complexos, a pedagogia dos seus valores: a liberdade, a tolerância, o desenvolvimento e a paz. Realizar a justiça social, consolidar o espírito de serviço público, reforçar os direitos sociais continua a ser um imperativo de Abril, neste tempo em que critérios economicistas se sobrepõem à dimensão humanista da nossa vida colectiva. Comemorar Abril hoje é também combater o racismo, a xenofobia e o fechamento da nossa sociedade aos que nos procuram para aqui trabalhar e viver. Celebrar Abril é não deixar que se apague a memória da resistência ao fascismo e da luta pela liberdade, mas também da genuína alegria e da mobilização popular que a queda da ditadura fez brotar em Portugal, há 33 anos.
Glosando Zeca Afonso, o que faz falta é somar e multiplicar a energia social dos movimento cívicos que são a base da democracia participativa. Festejar Abril é partilhar com todos a nossa vontade de nunca desistir de fazer de Portugal um país “mais livre, mais justo e mais fraterno”.
Movimento de Intervenção e Cidadania.
Mañana es algo más que un día de descanso, de compras a Badajoz, de salir al campo si hace bueno, es simplemente un día más de LIBERTAD. Una flor primorosa que hay que regar y cuidar ya que muchos quieren que se marchite. Mañana iré a trabajar con mi clavel rojo.
25 DE ABRIL SIEMPRE.

lunes, 23 de abril de 2007

Allez Segolene Royal


Segolene Royal consiguió ayer en la I Vuelta de las Elecciones Presidenciales Francesas un total de 9.501.295 votos (25,87%) y consiguió el pase a la II Vuelta el próximo 6 de mayo.
El ganador de la consulta, el derechista, Nicolás Sarkozy obtuvo 11.450.302 (31,18%). El resto hasta un total de 10 candidatos más (trosquistas de diverso cuño, la extrema derecha, comunistas, alternativos y toca bolas de todo género) alcanzaron 15.773.248 votos.
Lo importante es haber superado, a pesar de las zancadillas de los gurús y tuferarios de Partido Socialista Francés, una mujer de izquierdas el desastre de Lionel Jospin en 2002 donde fue batido por el impresentable e incombustible Jean Marie LePen (vaya personaje), y la malta tuvo que votar con la nariz tapada a Monsieur Jacques Chirac (40 años chupando del bote) para evitar que el racista, xenófobo y demás lindezas de LePen pudiera ganar y sentar sus posaderas en el Palacio del Elíseo.
Me cae bien que esta madame, hija de un militarote fascista, nacida en Senegal, haya sido capaz de dar una esperanza a la izquierda francesa, en unos tiempos donde el tufo conservador lo impregna todo, y deberá partirse la cara con el noble de ascendencia húngara Sarkozy. Lo tiene un poco crudete, la verdad sea dicha, pero joé vamos a creernos que es posible y que una mujer se siente en la cúpula del poder en Francia. No es Marianne (una mujer con gorro frigio) el símbolo de la Republique, pues lo dicho ALLEZ SEGOLENE.
De todos los comentarios que he leído sobre el tema de gentes de izquierda me quedo, lo siento es mi debilidad, con las palabras del poeta y Diputado Socialista portugués Manuel Alegre:
Uma vitória da democracia participativa.

Congratulo-me com o resultado alcançado por Ségolène Royale na primeira volta das eleições presidenciais francesas. Acompanhei a sua candidatura desde o início, quando era apoiada por um movimento de cidadãos que rapidamente se estendeu a toda a França e lhe permitiu depois alcançar o apoio do PS e dos milhares de novos militantes que se inscreveram para nela votar.
Este resultado de Ségolène Royale é uma vitória da democracia participativa. Espero que ele se transforme agora numa vitória na segunda volta contra o candidato da direita, colocando à frente dos destinos da França uma candidatura construída de forma diferente e participada pelos cidadãos e abrindo novas perspectivas à renovação da esquerda e da vida democrática. Será também um sinal de esperança para superar o défice democrático na construção da cidadania europeia.
Manuel Alegre
Ahora si quereis ver más detalles del tema, hay politólogos y estudiosos de todo, os recomiendo el siguiente enlace, allí podreís ver hasta como fueron los resultados en el pueblo o distrito más pequeñito, de la jartá de franceses que votaron, caralho, más de 37 millones de votantes sobre un censo de 44 millones, si es que allí mejor o peor saben que la democracia hay que ejercitarla todos los días.

sábado, 21 de abril de 2007

Información y deslocalización


Que buenas son las madres Ursulinas, que buenas son que nos llevan de excursión. Esta cancioncilla de mis años mozos, allá en el excelso Colegio de los HH. Maristas, que no Marxistas, de Badajoz que cantábamos como pringaillos cuando los hermanos nos llevaban a alguna excursión, siempre a lugares píos, debió cantársela un taxista madrileño a un muito importante personaje que llevaba el profezioná a un lugar tan santo, pío y sagrado como es la Conferencia Episcopal Española.
El nota, el currante, al ver montarse a un clérigo y este le indicó el destino de la carrera ( no sé a cuanto está el cuarto y mitad de la bajada de bandera) ligó rápido en el auto-radio de su "buga" a la COPE, lo importante es que el cliente esté satisfecho y repita, la pena fue que en ese momento estaba ladrando, soltando espumarajos y ese líquido viscoso mañanero que rezuma todos los días Fedeguico el Glande, ese Savonarola modenno, que nasió pa insultá.
Tan ilustre viajero era nada mais em nada menos que Monseñor Enrique Planas, observador permanente de la Santa Sede ante el Consejo de Cultura y Comunicación de Europa ( tenho que ligar a Dom Paquinho Vázquez, en el Vaticano, para que me explique que observa este santo varón). Pagada la carrera, no sabemos si en euros o con tarjeta VISA ORO del Banco Ambrosiano, Monsignore entró en la Santa Casa para hablar Con Rouco, Cagnizares y un tal Blázquez (este manda poco), para preparar su intervención posterior en la Universidad San Pablo-CEU con una ponencia sobre: Seriedad, verdad y profesionalidad en la información de la Iglesia.
Monsignore no se cortó un pelo y largó que con respecto a la COPE que: "algunos planteamientos informativos de este medio de comunicación que pertenece a la Iglesia "son suicidas", y "no tienen sentido, son intolerables y habría que adoptar medidas". Cogida la carrerilla, siguió largando y afirmó con rotundidad que "es un riesgo" ofrecer para "los resentimientos" una "tribuna porque se vende". Para finalizar el coloquio se despachó, Monsignore, de tal guisa: "comenté con varios obispos lo que había oído ( cuando iba en el buga del taxista, se entiende), que lo calificaron de tremendo pero que añadieron que si se adoptaban medidas contra Fedeguico el Glande" podrían cargarse el medio del que dependían los salarios de muchas familias, por la posible pérdida de audiencia.
Quién dijo miedo, Monsignore, se despidió de tan sacro lugar del saber, largando que hay valores que "están más allá" de la posibilidad de perder audiencia.
Debió ser un tierno momento verle el careto al Canciller Mayor de la Casa (Alfonso Coronel de Palma) que es a la vez el Chefe de la COPE y de que el teléfono púrpura sonara en píos lugares, pero quién es este Monsignore para darnos lecciones, hablaremos con el Papa para que tome medidas.
Monsignore, en vista de la situación, se despidió de tanto santo varón, cogió el telemóvel y ligó al currante del taxi que los había paseado por Madrid capital, para que lo llevara a Cádiz para apoyar a los currantes de DELPHI, que estaban de huelga general porque allí los han deslocalizado y no van a perder audiencia sino el curro.
El taxista, nasio en Alcalá de los Gazules, y que tuvo que emigrá de siquitillo a Madrí pa que su papa pudiera tené currelo, cambió el dial de su radio y ligó RADIO OLE, esa sandunguera y comprometida emisora que es tó arte del güeno. Monsignore, buen observador el, le dijo TIRA PALANTE y no pares que tengo que soltá allí un espiche mitinero sobre las deslocalizaciones de los dueños de la manteca, estoy jartito de esta Madrí capitá y que encima me digan que de lo que se trata es de mantener puestos de trabajo a costa de un pavo que lo más bonito que dice es........

viernes, 20 de abril de 2007

República Islámica de Irán



Los que viven en casas de cristal, no deben tirar piedras. Me ha quedado flipado con esta frase, pronunciada en inglés por un diplomático iraní en respuesta a las acusaciones de un homólogo canadiense durante una sesión del Consejo de Derechos Humanos de Naciones Unidas. Éste último había denunciado violaciones a la libertad de expresión, de reunión pacífica y de persecución de minorías religiosas en Irán. Pero donde las dan, las toman. El funcionario iraní se expresó sin restricciones diplomáticas y acusó a Canadá de violaciones "masivas y sistemáticas" de los derechos humanos de sus indígenas, en especial mujeres, y de los actos de tortura de sospechosos de actividades terroristas. Caralho con los ayatolás y su basca.

Los derechos humanos son un asunto esencial en la llamada agenda política mundial. Diez de cada nueve discursos pronunciados por personalidades y personajillos del mundo de la política se enredan en la bandera de su protección y difusión. Incluso el mismo Bush lo utiliza para justificar la agresión contra Irak con el objetivo, según él, de llevar la antorcha de la democracia, cual Estatua de la Libertad, hasta los más oscuros rincones del planeta. Pero entre el informe del estado de los derechos humanos en el mundo emitido por los EEUU y el emitido por China, media un abismo de violaciones maquilladas según los intereses nacionales y datos que no aguantarían una auditoria internacional imparcial.

Todos vivimos en casas de cristal. Nadie está libre de pecado. Sin embargo, existen países que por su ejemplar comportamiento, no exento de fallos, tienen altura moral para denunciar comportamientos violatorios en otros Estados. Canadá es, sin duda, uno de ellos. Es la nación que más asilados y refugiados políticos ha acogido, con una generosidad no vista en otras latitudes. Ese dato, por sí mismo, concede a Canadá el lujo de poder erigirse en portavoz de una comunidad internacional que se nutre no sólo de análisis diplomáticos sino de las informaciones aportadas por fortísimas organizaciones no gubernamentales, del tipo de Amnistía Internacional.

Irán, mientras tanto, es un país sin separación entre religión y Estado, intolerante con otras religiones, con un presidente que niega el holocausto judío, que anhela ver destruido un Estado como Israel (verdugo a su vez de los derechos humanos de los palestinos, como ha confirmado el último informe del relator especial de la ONU para la zona), y que se empeña en continuar con su programa nuclear contra la opinión de la comunidad internacional.

Todos vivimos en casas de cristal. Lo esencial es que el vidrio esté limpio y deje pasar la luz, para que todos veamos lo que pasa en el interior.
Lo malo es que entre tanto clérigo, tanto chií, tantas mujeres de preto y el pavo del Mahmoud Ahmadinejad dando la tabarra, van dejar sin empleo a las pobres empleadas de PALICRISA, porque por lo que se ve en Irán no están dispuestos a bajarse de la Jaca Paca.